Fell, Vol.1: Cidade Brutal

abril 22, 2009

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As ruas são sarjetas dilatadas e essas sarjetas estão cheias de sangue. Quando os bueiros finalmente transbordarem, todos os ratos irão se afogar. A imundice acumulada de todo o sexo e matanças que praticaram vai espumar até suas cinturas e todos os políticos e putas olharão para cima, gritando “salve-nos”… e, do alto, eu vou sussurrar “não’.“.

O comentário acima foi tecido por Rorschach na abertura de Watchmen. A cidade a que ele se refere é Nova Iorque, mas poderia muito bem se aplicar ao passado de Snowtown. Sim, ao passado. No presente, a previsão apocalíptica de Rorschach se concretizou e as pessoas não mais clamam por salvação, aceitando com resignação seus destinos.

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Planetary: Os Arqueólogos do Impossível – parte final

outubro 17, 2008

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Olá queridos leitores. Conforme combinado na semana retrasada encerraremos hoje o segundo arco de histórias de Planetary, cheio de intrigas, reviravoltas e missões impossíveis. Recapitulando. A última edição foi Memory Cloud, na qual Snow descobre a identidade do The Fourth e declara guerra aos vilões manipuladores da história, o grupo conhecido como Os Quatro. Então cehga de perder tempo e vamos ao arco final.

 

Century

É uma das histórias mais legais da série. Com um clima de suspense, meio dark, somos re-apresentados a personagens conhecidos da literatura como Drácula, Frankenstein e Sherlock Holmes. Na verdade a edição gira em torno do encontro de Elijah com o mais famoso detetive da literatura. Em Century descobrimos a ânsia de Snow por conhecimento e como ele foi treinado pelo personagem criado por Sir Arthur Conan Doyle na arte de solucionar mistérios. A história é uma clara homenagem a premiadíssima obra A Liga Extraordinária, de Alan Moore.

Zero point

Em Zero point a ação divide-se em dois flancos. No primeiro momento acompanhamos Snow e um cientista descobrindo um misterioso cajado que ao ser tocado transforma-se em uma martela dourado, cheio de poderes. Esse martelo dá acesso à outra dimensão, a qual Elijah investiga e descobre uma verdade aterradora a respeito de como um mundo inteiro foi aniquilado para ser transformado em depósito de armas. Na segunda parte da história acompanhamos os agentes de campo de Planetary, com Ambrose ainda vivo numa missão enfrentando os Quatro. Nesta edição descobrimos como a memória de Snow foi apagada. Continue lendo »


Planetary – Os arqueólogos do impossível, parte 2

outubro 3, 2008

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Planetary é uma das séries mais interessantes já publicadas, não só pelo seu enredo em si, mas como também pelas inúmeras referências injetadas por Warren Ellis na obra. Conforme combinado na semana passada a partir dessa semana apresentaremos as histórias de Planetary, separadas por edição. A partir de agora você poderá ver o que foi publicado em cada uma das edições: personagens, referências, homenagens diretas ou indiretas e um breve resumo de cada capítulo desta história.

Boa leitura.

 

All over the world

A primeira edição de Planetary começa exatamente com o recrutamento de Elijah, que é convidado por Jakita para participar da organização. Lá Snow descobre que todo o financiamento da organização é feito por um homem conhecido apenas como o Quarto Homem, cuja verdadeira identidade é desconhecida. Tão logo Elijah é apresentado ao Baterista à equipe parte em sua primeira missão, um complexo secreto em Adirondacks onde somos apresentados ao Doutor Axel Brass e ao “Floco de neve”, a representação física do multiverso, ou melhor, um portal para outras dimensões, criado por Axel e seus companheiros na década de 40. Nesta edição é contada a história de Axel Brass, sua equipe e sua luta para impedir uma invasão extra-dimensional de uma equipe de heróis que vê o Floco de neve como um vetor para destruição de sua própria dimensão.

Comentário: O legal nessa edição é identificar às homenagens a era de ouro e prata dos quadrinhos que Ellis faz. Doc Brass, por exemplo, é a representação de Doc Savage, um herói criado na década de 30. Doc Savage era um físico, médico, cientista, inventor, pesquisador e aventureiro nas horas vagas, que tinha poderes quase sobre-humanos, treinado desde criança nas artes marciais e possuía ainda memória fotográfica. Foi um sucesso nas publicações de super heróis. Além de Doc Savage Ellis homenageia personagens como Tarzan e Fu Manchu, além da própria Liga da Justiça (repare nos heróis que invadem nossa realidade).

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Planetary – Os arqueólogos do impossível

setembro 26, 2008

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Ok, eu confesso. Eu tinha um preconceito horrível contra a WildStorm. Eu acompanhei o nascimento da editora e até me empolguei com alguns títulos no início, como WildC.A.T.S. e GEN13, mas depois de um tempo percebi que as histórias eram pura imagem, davam gosto de ver, mas não havia muito conteúdo no que a editora publicava.

Contudo, fui surpreendido recentemente por uma saga criativa e inteligente dessa editora, graças a indicação de dois amigos (obrigado V e Regente), foi pelo conselho deles que eu fiquei sabendo que a editora tem publicado títulos interessantes e de qualidade. E foi meio que despretensiosamente que descobri Planetary, a multi-dimensional saga criada por Warren Ellis e desenhada por John Cassaday.

Eu nunca havia lido nada do Ellis e achei um escritor muito inteligente e preciso no seu enredo. Em Planetary a dupla criou novos heróis, que eu nem chamaria de super-heróis porque, apesar do fato de terem poderes, estes não são o detalhe mais importante da história. Na maioria das vezes até esquecemos que os protagonistas são super-poderosos. Continue lendo »