VGM: O gênero musical que sempre esteve aí, mas quase ninguém reparou

fevereiro 5, 2009

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Tem gente que gosta de rock, tem gente que gosta de música eletrônica, tem gente que gosta de MPB, tem gente que gosta até de pagode. Agora, você conhece alguém que goste de video game music? Quando digo “goste” quero dizer quem ouça por prazer fora dos jogos e não simplesmente ache legal as músicas que tocam enquanto joga algo. Pois é, acredite se quiser, esse tipo de gente existe e – por mais que isso chegue a ser uma surpresa deste lado do planeta – no Japão, já há algumas dezenas de anos, as músicas produzidas para animes e games são muito valorizadas pelo mercado e pelo público. Tendência que bem aos poucos vem chegando ao ocidente, onde é possível encontrar com frequência em grandes lojas apenas trilhas de filmes e, aos poucos, trilhas de games.

O que você talvez não saiba é que existe toda uma força, digamos, “por trás” da internet que trabalha para obter essas músicas todas e até mesmo “ripá-las” (copiá-las) de dentro dos jogos – no caso da produtora não ter lançado CD – e distribuí-las por todas as partes da grandiosa INTERWEBS. O que antes só era encontrado via IRC, raros links diretos, muito pouco em programas de compartilhamento e vez ou outra em comunidades dedicadas a games, agora se espalha pelo youtube e ganha até rádios dedicadas exclusivamente ao gênero, como a Rainwave, que dá aos ouvintes a chance de pedir músicas em tempo real e votar, dentre três opções, em qual será tocada em seguida, para deleite dos sedentos fãs de tantas músicas velhas e novas que por muitas vezes não tiveram a atenção que mereciam. Na mesma rádio é possível acessar a Ormgas, que se dedica a tocar apenas remixes feitos por fãs e que podem ser baixados gratuitamente no site Ocremix.

Onde nasceu o gênero, e pra onde ele vai?

A Video Game Music (ou VGM, como também é chamada) nasceu da maneira mais óbvia possível: com o advento dos primeiros jogos de video game. O quê, no começo, veio como uma forma de melhorar a estética dos jogos e era desenvolvida de maneira simplista pelos próprios programadores, acabou se tornando cada vez mais rebuscado e, a cada melhora de hardware de uma geração de consoles, músicas mais robustas eram criadas. Equipes de desenvolvimento que antes apenas pagavam artistas independentes para produzir algumas músicas para seus jogos, agora começavam a dar mais atenção ao tema e a contratar artistas exclusivos. Continue lendo »