Baltimore e o Vampiro

fevereiro 3, 2009

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Existem histórias que nos fazem lembrar dos bons tempos de histórias de vampiros; nada desses vampirinhos água com açúcar que vemos hoje em dia se debruçando sobre adolescentes com hormônios em fúria. Estou falando daquelas histórias que resgatam o mito do vampiro monstruoso, vingativo e assassino. Baltimore e o Vampiro – Baltimore, the steadfast tin soldier and the vampire, no original – é uma dessas histórias.

Escrita por Christopher Golden, a história começa ao final da Segunda Guerra Mundial. Baltimore é um jovem capitão do exército enfrentando os hessianos. Durante uma investida do batalhão que ele lidera o grupo é emboscado. Após o ataque, Baltimore desperta sobre uma pilha de corpos; os corpos de seus próprios companheiros. Ferido, ele vê a aproximação de várias criaturas, descendo do céu num vôo lento, com o bater de grandes asas de couro. Continue lendo »


[Rec]

novembro 17, 2008

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banner_cinema1Essa semana vou falar de um filme que já deve ter estreado aqui nos cinemas do Brasil e que foi um dos que mais me deixou tenso e nervoso em toda a minha vida.

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[Rec] ([Rec], 2007) conta a história de uma repórter e um cameraman de uma TV espanhola acompanhando a madrugada do corpo de bombeiros. Quando todos já tinham sido entrevistados, tudo de interessante do quartel já tinha sido mostrado e a reportagem parecia ser um fiasco, eis que surge um chamado: uma velhinha doente precisava de ajuda. Assim, a equipe de TV e dois bombeiros vão até o local, um prédio residencial. Chegando lá, encontram uma dupla de policiais e os moradores do prédio, dizendo que a velha andava muito estranha e não parava de gritar, etc.

É então que a a coisa degringola de uma maneira absurda e extremamente tensa.

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O Nevoeiro

agosto 25, 2008

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Frank Darabont (Um Sonho de Liberdade) mais uma vez dirige uma adaptação de um livro de Stephen King e mais uma vez ele prova que é o único diretor que consegue dirigir bons filmes à partir das obras do Malucão do Maine. O Nevoeiro (The Mist, no original) ainda fica atrás do já citado Um Sonho de Liberdade e À Espera de Um Milagre, porém com toda a certeza é um filme que merece ser assistido.

A história gira em torno de David Drayton (Thomas Jane), um artista plástico bem-sucedido, casado com a mulher que ama e com um filho lindo, além de uma casa boa, bonita, grande e numa cidadezinha pacata. O típico modelo de sujeito bem-sucedido. Um dia, David vai com seu filho até o supermercado da cidade, porém ao chegar lá, um estranho e denso nevoeiro encobre a cidade toda, sendo quase impossível de se enxergar a míseros 10 metros de distância. É então que um homem ferido e ensangüentado entra no supermercado, dizendo que alguma coisa naquele nevoeiro está matando todos aqueles que ousam tentar atravessá-lo. Algumas pessoas não dão ouvidos e resolvem sair do supermercado, enquanto que aqueles (incluindo David e o filho) só conseguem ouvir os gritos de desespero ao longe, que são logo silenciados. (Atenção: à partir daqui o texto contém SPOILERS do filme).

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H. P. Lovecraft

agosto 19, 2008

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O Grande Cthulhu. Yog-Sothtoth. Shub-Niggurath. Nyarlathotep. Dagon. O Necronomicon.

Você já ouviu esses nomes. Pode não saber onde, ou porque, mas sabe que eles te lembram de algo. Alguma coisa no fundo da sua mente te diz pra não pensar sobre isso. Pra não mexer com esses nomes desconhecidos. Afinal, só de pronunciá-los, você pode acordar seus donos.

Assim funciona o universo criado por Howard Phillips Lovecraft. Nascido em 1890, ele morreu em 1937, sem nunca ter publicado um único livro, escreveu sobretudo em cartas, e contos para revistas da época (como a Weird Tales). Seus contos e cartas foram criando o que se chama de “Mitos de Cthulhu”, uma grande mitologia de ficção científica e terror.

Embora talvez seja errado chamar seu estilo de “terror”.

O correto seria chamar de “horror”. Terror é algo palpável. Um vampiro num castelo, um monstro feito de cadáveres, esses são exemplos mais próximos de terror. No universo dos “Mitos”, temos o horror. A coisa muda totalmente de escala, temos deuses-monstros, raças muito mais antigas que a humanidade, seres além da nossa razão.

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