Scott Pilgrim contra o Mundo

junho 7, 2010

Edição nacionalScott Pilgrim é um cara comum com 23 anos de idade, que tem como única ocupação jogar videogames antigos e praticar com sua banda, a Sex-Bob Omb. Isso sem contar com o tempo que passa com Knives Chau, sua recém conquistada namorada de 17 anos.

Tudo isso muda no dia em que ele passa a ter sonhos com uma garota estranha com o cabelo colorido, que se revela real na figura de Ramona Flowers. Após certa confusão (que resulta em uma briga entre Ramona e Knives), Scott assume um relacionamento com esta garota misteriosa.

Até aí Scott Pilgrim parece uma revista comum, cuja única diferença é humor um tanto sem sentido de seu autor, Bryan Lee O’Malley. Tudo muda quando surge a figura do primeiro membro da Liga dos Ex-namorados Malvados de Ramona, aos quais Scott deve derrotar se quiser continuar com o relacionamento.

É a partir desse momento que Scott Pilgrim revela todo seu potencial e se mostra um prato cheio quando o assunto são referências ao mundo dos games e o universo nerd em geral. E isso não se apresenta somente através do nome da banda do protagonista ou no vestuário dos personagens, mas também em componentes como as moedas que os ex-namorados derrotados deixam ou a vida extra que Scott adquire em um ponto da trama.

Vida extra

É justamente esse tipo de humor que vai definir a reação do leitor: caso você seja do tipo que não gosta de nonsense e odeia referências a videogames, passe longe. Caso contrário, com certeza o mundo de Scott Pilgrim vai conquistá-lo com seu humor estranho e mistura de realidade com elementos fantasiosos.

Um dos membros da Liga dos Ex-namorados MalvadosA série completa tem ao todo seis volumes (o último sai no Canadá no dia 20 de julho), publicados no Brasil pela Companhia das Letras, sob o selo Quadrinhos na Cia. Atualmente somente a primeira edição está disponível no país, e seu conteúdo corresponde às duas primeiras edições estrangeiras, podendo ser encontrada facilmente pelo preço médio de R$ 35.

A adaptação para os cinemas também já está no forno, e tem data de lançamento programada para dia 18 de agosto nos Estados Unidos.

Infelizmente, a tradição brasileira de atrasos tem no título mais uma vítima, e uma versão legendada só deve chegar nos cinemas daqui no início de outubro. O que mais surpreende na adaptação é a fidelidade com o apresentado nos quadrinhos, incluindo as referências surreais ao mundo dos videogames e efeitos visuais típicos da mídia.

Como foi desenvolvido ao mesmo tempo que a versão desenhada, a partir de certo ponto os acontecimentos da tela grande se tornam diferentes, porém, segundo o criador da série, isso não é motivo para se preocupar, já que o final de ambos ocorrerá de forma semelhante. Fique abaixo com o trailer da produção:

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Kick-Ass

abril 1, 2010

Quadrinhos baseados nos efeitos que super heróis poderiam ter sobre o mundo caso fossem reais não são nenhuma novidade. Basta lembrar que Watchmen, um dos grandes clássicos dessa mídia, utiliza como ponto de partida a existência de vigilantes em uma realidade bastante semelhante à nossa.

Kick-Ass parte de uma premissa semelhante, porém tem objetivos mais realistas do que os mostrados na obra-prima de Alan Moore. O universo representado pela HQ é o mesmo em que todos vivemos, inclusive com a presença de personagens como o Homem Aranha e o Quarteto Fantástico em suas formas consagradas como quadrinhos, filmes e jogos eletrônicos.

Com roteiro de Mark Millar e arte de John Romita Jr., Kick-Ass narra a história de Dave Lizewski, um típico nerd perdedor norte-americano. Totalmente obcecado por quadrinhos, Dave tem dificuldades em fazer amizades na escola e não tem coragem de sequer falar com Katie Deauxma, garota por quem nutre uma paixão adolescente.

Tudo isso muda no dia em que ele decide que não há nada de errado em se vestir como seus personagens favoritos e sair pelas ruas fazendo coisas heroicas como andar por telhados ou vestir uma roupa ridícula. Afinal, se as pessoas querem agir como Paris Hilton simplesmente por ela ser rica e burra, não é nada de estranho em querer ser como o Homem Aranha, que possui aspirações muito mais nobres.

Eventualmente as rondas noturnas começam a ganhar um ar mais sério, e Dave decide que é hora de combater o crime. Assim como tudo o que fez na sua vida, a primeira tentativa de deter delinquentes se mostra um verdadeiro desastre – não só o herói é esfaqueado, como acaba atropelado por um carro. Em seu desespero para esconder sua identidade, Dave consegue se livrar do uniforme de Kick-Ass e é encontrado nu no meio da rua, o que faz todos acreditarem que se tratou de um assalto violento.

Depois de semanas internado, quatro cirurgias e meses de reabilitação, qualquer um com o mínimo de bom senso ficaria longe de qualquer tipo de aventura pelo resto da vida. Mas é claro, como se trata de uma história em quadrinhos, logo Kick-Ass volta às ruas com o objetivo de proteger os indefesos.

É em uma de suas rondas que o herói consegue derrotar membros de uma gangue, ação devidamente registrada por um celular com câmera e enviada para o YouTube. O vídeo se torna tão popular que logo surge uma verdadeira moda de super-heróis, e deixa de ser ridícula a ideia de sair fantasiado pela rua.

É claro, também surgem outras pessoas semelhantes à Dave, que veem nisso uma oportunidade e tanto para combater o crime e mudar o mundo.

A partir dessa premissa, Millar e Romita Jr. desenvolvem uma história marcada por situações violentas, porém sem deixar de lado o bom humor e referências a quadrinhos famosos do universo Marvel.

Com somente oito edições em sua primeira fase, Kick-Ass é bem sucedida na proposta de mostrar como o universo em que vivemos lidaria com a presença de vigilantes mascarados, além de fornecer alguns personagens que já nascem clássicos, como a dupla Big Daddy e Hit Girl.

Os quadrinhos já ganharam uma adaptação para os cinemas que deve chegar na metade do ano em solo brasileiro. Quem leu a versão original ficou empolgado com a fidelidade com que os personagens foram retratados, isso sem contar com a violência exagerada que lembra filmes como Kill Bill.


The Walking Dead

março 27, 2009

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Desde o lançamento de A Noite dos Mortos vivos, os zumbis adquiriram um lugar permanente no coração de todo nerd que se preze. Seja atacando e transformando personagens Marvel (na série Marvel Zombies), seja provocando sustos ou gargalhadas nos videogames (série Resident Evil e Dead Rising, respectivamente), sempre que a coisa envolve esses adoráveis devoradores de cérebro, pode-se esperar algo divertido.

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Fugitivos (Runaways)

janeiro 16, 2009

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Todo ano, a contragosto, seis adolescentes – cada um filhos de um casal diferente – reúnem-se na casa de um deles, por conta de um evento de caridade que seus pais organizam todos os anos. Em um desses encontros, os jovens decidem espiar a reunião dos pais; e o que eles presenciam lhes deixam perplexos: um ritual, que culmina no sacrifício de uma jovem garota. Atônicos, fogem.

Eventualmente, descobrem que seus pais são as masterminds por trás de uma organização criminosa chamada “O Orgulho”, cuja influência se estende a toda Costa Oeste, com ramificações nos meios de comunicação e no sistema judiciário. Com isso, eles se vêem forçados a derrubarem os pais por conta própria. Continue lendo »


The Boys

janeiro 9, 2009

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Super-heróis. Defensores dos fracos e oprimidos. Salvaguardas da Justiça. Projeções do melhor que a Humanidade tem a oferecer. Honrados e justos. É assim como a maioria das pessoas enxergam os super-heróis. Mas não Garth Ennis. Ele repudia o conceito de super-heróis e expõe seu asco por eles sempre que possível (vide suas últimas histórias para o Justiceiro do selo Knight). E The Boys trata justamente disso. A HQ retrata os super-heróis sob o ponto-de-vista (nada favorável) do Ennis, valendo-se de bastante ironia e humor negro.

Em The Boys somos apresentados a um mundo paralelo, contemporâneo ao nosso, mas com uma pequena diferença: super-heróis. Eles existem e atuam ao seu bel-prazer, pois governo algum tem culhões para enfrentá-los. Para o público, eles refletem os ideais que já estamos habituados, mas, por detrás de todo o marketing, eles se mostram mesquinhos, arrogantes, prepotentes, violentos e hipócritas. São pessoas outrora ordinárias que devido aos poderes e influência obtidos têm seus egos inflados e os piores defeitos maximizados. Continue lendo »


Mulheres e sexo nos quadrinhos

setembro 5, 2008
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Hoje vamos pedir licença para as mulheres que lêem o BNBlog para falar de um tema mais polêmico, que já sofreu muita censura e enfrentou muitos tabus até se estabelecer como uma forma de expressão artística: os quadrinhos eróticos. Muita gente pensa que quadrinhos eróticos são apenas sacanagem, entretanto, esse estilo de quadrinhos é uma forma saudável de expressão como qualquer outra.

Neste tipo de obra geralmente quem se destaca são as heroínas. Corajosas, poderosas e muito desinibidas, elas foram conquistando espaço num mundo de heróis de malha colante e tiveram que ter muito peito, e alguns outros atributos, para conquistar seu espaço no mundo dos quadrinhos.

É importante ressaltar que os quadrinhos eróticos refletiram uma mudança na sociedade. Muitas vezes, quando de seu lançamento, causaram furor ou foram totalmente censurados, mas justamente por seu caráter ‘underground’ acabaram conquistando muitos fãs no último século. Por isso hoje vamos destacar algumas das heroínas que fizeram história e transformaram os quadrinhos eróticos em obras de arte. Então meninas nos perdoem, mas falaremos dessa mulheres que fazem a alegria dos marmanjos nas histórias em quadrinhos.

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Pôsteres da Comic-Con

agosto 2, 2008

Uma série de posteres e trailers estão sendo divulgados na Comic-Con.  Um pouco de tudo: alienígenas, adaptações de games, um pôster-clichê vindo dos quadrinhos e uma guerreira hiboriana de biquíni de cota de malha.

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