Neil Gaiman – Coisas Frágeis

abril 21, 2009

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coisas-01Apesar de ter adquirido fama mundial com seu trabalho na série em quadrinhos Sandman, nos últimos anos Neil Gaiman mudou seu foco para a área da literatura, tendo publicado romances como Deuses Americanos e Os Filhos de Anansi, atualmente trabalhando em um livro de não-ficção sobre suas viagens pela China. Publicado em 2008 pela Conrad, Coisas Frágeis reúne 9 contos do autor, nos quais Gaiman explora diversos gêneros narrativos, mostrando o porquê de ser considerado como um dos melhores escritores de sua geração.

Os destaques da coletânea ficam para Um Estudo Esmeralda, que mistura o universo estritamente racional de Sherlock Holmes com o de H.P. Lovercraft, povoado de seres irracionais e mistérios indecifráveis. É impressionante como Gaiman consegue conciliar universos tão contraditórios, e como sua narrativa se assemelha à de Sir Arthur Conan Doyle. Para quem já leu algum volume de Sherlock Holmes, as referências e personagens utilizados serão imediatamente reconhecíveis.

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Eternos – Sobre Deuses e homens

fevereiro 20, 2009

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Mais do que herois os Eternos são deuses. Deuses que caminham lado a lado com a humanidade. Pra quem conhece um pouco da história da Marvel deve saber que em meados da década de 80 Jack Kirby, teve a idéia de transformar herois da mitologia em super-herois.

Resumo da história: a cerca de meio milhão de anos atrás, deuses espaciais conhecidos como Celestiais vieram a terra capturaram as protopesssoas – seres mais antigos que os homens de neanderthal – percebendo seu potencial, e começaram a realizar experiências. Os Celestiais contruíram máquinas, feitas de pedra, maiores que montanhas e com essas máquinas fizeram magia. A partir do material genético das protopessoas os Celestiais criaram duas novas formas de vida: Os Eternos e os Deviantes.

Os Eternos eram inteligentes, poderosos, perfeitos e imortais. Criados para proteger e guiar a humanidade, ou efeméridas, como eles gostam de nos chamar, pelo fato de sermos mortais. Os Eternos assumindo o papel de verdadeiros deuses entraram em contato com o homem nas diferentes partes do mundo. Inspirando e mostrando a humanidade como evoluir através do aprendizado.

Já os Deviantes foram criados com o simples objetivo de alimentar os Celestiais. Uma raça peculiar onde nenhum membro é da mesma espécie que os outros. Cada qual com um aspecto, atributo ou forma diferente. Os Deviantes se reproduziram muito rápido e logo escravizaram a humanidade. Foram pelos próprios criadores que retornaram a terra chamados pelos Eternos, que derrotaram os Deviantes.

Todos devidamente apresentados os Eternos foram herois que chamaram alguma atenção no início de suas histórias, mas logo caíram no esquecimento tendo o título cancelado, na década de 80. Entretanto os deuses ficaram apenas adormecidos e em 2006 ganharam uma minissérie em quatro capítulos a altura de deus dons divinos, escritas por um também Deus dos quadrinhos: Neil Gaiman. Continue lendo »


Belas Maldições

novembro 18, 2008

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Encontre um pop-star da literatura, mestre no obscuro, em fazer o fantástico encontrar o mundano, e pesquisador de mitos. Misture com o autor de uma das maiores séries de comédia fantástica (ou de fantasia cômica?) existente, especialista em humor nonsense. Qual o resultado? Sem dúvida alguma, é o fim dos tempos.

O fim dos tempos é justamente a premissa de “Belas Maldições: As Belas e Precisas Profecias de Agnes Nutter, a Bruxa”, escrito em parceria pelos ingleses Neil Gaiman (de Sandman, Deuses Americanos, Os filhos de Anansi entre muitos outros) e Terry Pratchett (da série Discworld). Recheado de misticismo e humor (e ainda fazendo essa mistura funcionar), o livro começa definindo data, hora e lugar para o fim do mundo começar. Na Inglaterra, como não podia deixar de ser.
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Os Filhos de Anansi

setembro 23, 2008

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OK, eu não farei muitos rodeios para apresentar Neil Gaiman, todo mundo já deve ter ouvido falar dele, e quem não ouviu deve ler alguma coisa do Gaiman AGORA, porque ele é como um popstar da literatura atualmente. Já ganhou diversos prêmios, conseguiu uma legião de fãs espalhados pelo mundo e é uma espécie de Bono Vox da literatura, só que é ainda mais cool que o vocalista do U2.
Autor de Deuses Americanos, Coraline, Belas Maldições e uma pequena, porém não tão famosa série de quadrinhos (qual era mesmo o nome? Ah é SANDMAN), Neil Gaiman é conhecido por sua habilidade em construir histórias intrincadas envolvendo o cotidiano dos seres ordinariamente conhecido como mortais, frente ao desconhecido, temperando tudo com um caldo de mitologia de fazer inveja a muita gente, pois o escritor é um grande pesquisador e conhecedor de mitos.

Com toda essa fama não é surpresa o estardalhaço feito quando seus livros são lançcados. Com Os Filhos de Anansi foi assim. Lançado em 2005 o livro foi aclamado pelos fãs, ficou em 1º lugar na lista dos mais vendidos do New York Times, e foi muito bem recebido pela crítica. Em Os Filhos de Anansi, Gaiman volta ao tema de seu primeiro livro, Deuses Americanos, e fala de divindades, ou melhor, de homens e divindades e qual é o resultado quando homens e deuses são colocados frente a frente. Continue lendo »


H. P. Lovecraft

agosto 19, 2008

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O Grande Cthulhu. Yog-Sothtoth. Shub-Niggurath. Nyarlathotep. Dagon. O Necronomicon.

Você já ouviu esses nomes. Pode não saber onde, ou porque, mas sabe que eles te lembram de algo. Alguma coisa no fundo da sua mente te diz pra não pensar sobre isso. Pra não mexer com esses nomes desconhecidos. Afinal, só de pronunciá-los, você pode acordar seus donos.

Assim funciona o universo criado por Howard Phillips Lovecraft. Nascido em 1890, ele morreu em 1937, sem nunca ter publicado um único livro, escreveu sobretudo em cartas, e contos para revistas da época (como a Weird Tales). Seus contos e cartas foram criando o que se chama de “Mitos de Cthulhu”, uma grande mitologia de ficção científica e terror.

Embora talvez seja errado chamar seu estilo de “terror”.

O correto seria chamar de “horror”. Terror é algo palpável. Um vampiro num castelo, um monstro feito de cadáveres, esses são exemplos mais próximos de terror. No universo dos “Mitos”, temos o horror. A coisa muda totalmente de escala, temos deuses-monstros, raças muito mais antigas que a humanidade, seres além da nossa razão.

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