Count Zero

abril 13, 2009

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Em meados dos anos oitenta, William Gibson, ao lado de autores como Neal Stephenson e Bruce Sterling,  revolucionou o gênero da ficção-científica literária com Neuromancer (que já foi comentado por mim aqui), livro que lhe rendeu uma série de prêmios e que, em 2006, foi incluído na lista Os Cem Melhores Romances da Lingua Inglesa, da revista Time, devido a sua inegável importância histórica.

Count Zero, publicado dois anos depois, situa-se oito anos após os eventos transcorridos em Neuromancer, e é protagonizado por uma nova gama de personagens. A obra expande o universo tecno-anárquico criado por Gibson, aprofundando-se em temas que no livro anterior foram apenas mencionados, como o poder ilimitado das corporações e suas ramificações na dinâmica social, além de dar prosseguimento a certos pontos soltos, como o destino de Wintermute e de que maneira a sua existência afeta o cyberspaço.

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Neuromancer

fevereiro 18, 2009

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“O céu sobre o porto tinha a cor de uma televisão sintonizada num canal fora do ar.”

Neuromancer trata-se, simultaneamente, do debut literário e do magnum opus de seu autor, William Gibson. Escrito em 1981, o livro, no contexto da época, foi considerado revolucionário, visto que ele rompeu radicalmente com todas as convenções até então estabelecidas da ficção-científica.

A sua importância foi imediatamente reconhecida, com a obra sendo laureada em diversas premiações como o Nebula Awards, Hugo Awards e Philip K. Dick Awards, além de ter sido inclusa na lista dos cem melhores romances em língua inglesa da revista Time. Ela também foi considerada instrumental para o estabelecimento do movimento literário que veio a ser cunhado de cyberpunk.

Neuromancer em quadrinhos

Neuromancer em quadrinhos

O romance é situado num futuro próximo e retrata uma Humanidade sombria: a sociedade está em total decadência, o Bem-Estar Social entrou em colapso e as formas convencionais de governo foram substituídas pelo poder dos conglomerados, indústrias e megacorporações. A bioengenharia é uma realidade, com implantes cibernéticos acessíveis a todos, permitindo aos seus usuários excederem os limites do próprio corpo (e, em certos casos, em torná-los genuínas máquinas de matar). Continue lendo »