Jeff Buckley

abril 25, 2009

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banner_musicabuckley-01Jeff Buckley é um daqueles músicos que teve uma passagem breve, tanto pela vida quanto pelo sucesso, mas que de alguma forma deixaram uma marca pessoal na história da música. Um dos raros casos de filhos de músicos famosos que possuem talento na mesma área de atuação de seu pai, Jeff é filho de Tim Buckley, músico conhecido por utilizar sua voz como principal instrumento de trabalho, cuja carreira abrange estilos como o pop, o folk e o rock experimental.

Interessante notar que o contato entre pai e filho foi bastante reduzido, tendo Tim visto seu filho apenas uma vez após se divorciar de sua mãe. Apesar de ter seguido o caminho da música, influenciado principalmente por sua mãe, uma pianista clássica, e seu padrasto, que lhe apresentou logo cedo a música de Led Zeppelin, The Who, Jimi Hendrix e Pink Floyd, inicialmente Jeff Buckley optou pelo posto de guitarrista, se recusando a cantar. O maior motivo era evitar comparações com seu pai, e tentar conquistar fama por seus próprios méritos.

Ironicamente, a ascensão ao sucesso veio após aceitar um convite para cantar num show tributo à Tim Buckley. Segundo Jeff, o objetivo de participar de tal tributo não era tentar conseguir fama à custa do nome de seu pai, mas sim resolver alguns problemas de ordem pessoal. Após o concerto, passou a se apresentar regularmente no café Sin-é no East Village de Nova Iorque. Seu repertório consistia de covers de rock, folk, R&B, blues e jazz, com a aparição constante das músicas em que trabalhava para seu lançamento próprio e que já haviam aparecido no demo Babylon Dungeons Sessions.

Grace

Grace

Os shows que fazia no Sin-é logo atrairam a atenção das gravadoras, anciosas por ter um talento como o seu constando em seu catálogo de artistas. Jeff assinou um contrato com a Columbia Records, que logo tratou de lançar no mercado o disco Live at Sin-é, retrato das apresentações de Buckley nesse período. Em 1994, dois anos após a assinatura do contrato, durante a turnê de divulgação do disco ao vivo, foi lançado o único disco de estúdio oficial de sua carreira: Grace.

O grande mérito de Grace não é somente apresentar o ótimo vocal e a excelente capacidade de interpretação que Jeff Buckley possuia, mas sim ter a cara de um álbum não de um artista iniciante, mas sim de alguém já bastante experiente na área. Grace é um dos poucos álbuns que abrem não só com duas ou três faixas excelentes, mas sim um que consegue manter esse ritmo por suas 7 primeiras faixas. Para um disco de 10 faixas, ainda mais de um artista iniciante, isso é no mínimo surpreendente.

Díficil falar de uma faixa específica que mereça atenção, pois o disco é daqueles que merece ser ouvido do começo ao fim, sem interrupções. Mas devo citar, como minhas favoritas, a faixa de abertura, Mojo Pin, a extremamente tocante Last Goodbye e a emocionante Lover, You Should’ve Come Over. Também vale citar a versão de Hallelujah, escrita por Leonard Cohen e a faixa Eternal Life. Em 2004, o disco foi relançado em sua Legacy Edition, contendo versões alternativas para algumas músicas, além de adicionar algumas gravações de estúdio não utilizadas com material inédito.

buckley-03O trabalho de divulgação de Grace seguiu por um ano e meio após seu lançamento. Apesar de suas vendas lentas, o álbum alcançou o disco de ouro na França e Austrália nos dois anos seguintes a seu lançamento. Em 2002, finalmente atingiu o disco de ouro nos Estados Unidos e no mesmo ano atingiu seis vezes o disco de Platina na Austrália. Após o fim da turnê, em 1996, Buckley começou a trabalhar em seu segundo álbum, intitulado My Sweetheart The Drunk, que nunca seria concluído.

Na noite de 29 de maio de 1997, enquanto esperava que sua banda voasse até o estúdio em Memphis onde estavam trabalhando, Jeff Buckley foi nadar no Wolf River Harbor, acompanhado pelo roadie Keith Foti. Após o roadie ter se afastado, para evitar que o rádio e a guitarra de Buckley se molhassem, notou que este havia sumido. Apesar dos esforços de equipes de resgate, seu corpo foi encontrado somente no dia 4 de junho.

A morte de Jeff Buckley, como a de todo artista promissor cuja vida é interrompida antes do previsto, não significou o fim de lançamentos com seu nome. Foram lançados diversos discos ao vivo, além das gravações não finalizadas de My Sweetheart the Drunk. Além disso, tanto Grace quanto Live at Sin-é foram relançadas com diversos extras, nas chamadas Legacy Edition. Apesar de soar como oportunismo por parte da gravadora (o que não deixa de ser em parte), o lançamento desse material só mostra uma vez mais o talento que Buckley possuia, que com o tempo poderia atingir níveis ainda maiores.

Em meio à diversos artistas descartáveis que surgiram na década de 1990, Buckley merece destaque pelo sua qualidade, e por não ter se rendido à moda do grunge, tão presente nessa época. Isso talvez explique a relativa falta de sucesso que obteve durante sua curta carreira, pois se recusava a seguir tais modismos. Recentemente seu trabalho vem sendo redescoberto, principalmente devido ao lançamento das Legacy Editions, que finalmente estão trazendo o tão merecido reconhecimento que Jeff Buckley não teve durante a vida.


The Walking Dead

março 27, 2009

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Desde o lançamento de A Noite dos Mortos vivos, os zumbis adquiriram um lugar permanente no coração de todo nerd que se preze. Seja atacando e transformando personagens Marvel (na série Marvel Zombies), seja provocando sustos ou gargalhadas nos videogames (série Resident Evil e Dead Rising, respectivamente), sempre que a coisa envolve esses adoráveis devoradores de cérebro, pode-se esperar algo divertido.

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A Saga da Fênix Negra

novembro 27, 2008

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Conforme prometido anteriormente, a partir de hoje falaremos especificamente de cinco sagas dos X-men que fizeram história. Nesses quarenta anos de X-men fica difícil escolher as melhores histórias, pois os mutantes tiveram vários bons roteiristas e grandes momentos durante toda sua trajetória, mas escolhi algumas histórias que considero mais importantes, pois definiram os rumos do universo mutante. Assim sendo, começamos com a mais antiga, e uma das mais brilhantes histórias dos X-men:

A SAGA DA FÊNIX NEGRA

Semana passada apresentamos os principais personagens do universo mutante, entre eles, integrando a primeira equipe de mutantes estava a bela telepata ruiva chamada Jean Grey. Jean sempre foi uma mutante nível ômega, recrutada ainda adolescente por Charles Xavier, seus poderes se manifestaram pela primeira vez quando Jean testemunhou o atropelamento e morte de sua melhor amiga, Annie, o que ativou seus poderes telepáticos e a fez vivenciar em sua mente os últimos momentos de vida de sua amiga.

Adotando o codinome Garota Marvel, Jean logo se destaca pelo domínio da telepatia e telecinese, entretanto, durante uma aventura dos mutantes no espaço, Jean salva a todos da morte, quando a nave em que estavam reentra quase destruída na atmosfera terrestre. Jean sustenta com seus poderes telecinéticos toda fuselagem da nave e traz os mutantes em segurança a terra. Ao emergirem do rio Hudson, onde a nave caiu, os heróis pensam que a telepata havia morrido (pois Jean foi exposta a radiação cósmica) apenas para vê-la ressurgir mais poderosa do que nunca de dentro das águas, com um novo uniforme e agora assumindo o codinome Fênix. Leia o resto deste post »


Belas Maldições

novembro 18, 2008

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Encontre um pop-star da literatura, mestre no obscuro, em fazer o fantástico encontrar o mundano, e pesquisador de mitos. Misture com o autor de uma das maiores séries de comédia fantástica (ou de fantasia cômica?) existente, especialista em humor nonsense. Qual o resultado? Sem dúvida alguma, é o fim dos tempos.

O fim dos tempos é justamente a premissa de “Belas Maldições: As Belas e Precisas Profecias de Agnes Nutter, a Bruxa”, escrito em parceria pelos ingleses Neil Gaiman (de Sandman, Deuses Americanos, Os filhos de Anansi entre muitos outros) e Terry Pratchett (da série Discworld). Recheado de misticismo e humor (e ainda fazendo essa mistura funcionar), o livro começa definindo data, hora e lugar para o fim do mundo começar. Na Inglaterra, como não podia deixar de ser.
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Morte e vida no mundo da música

outubro 4, 2008

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O mundo da música está cheio de histórias de artistas que sofreram mortes prematuras, sejam causadas pelo comportamento padrão de sexo, (muitas) drogas e rock’n’roll, ou devido a acontecimentos indesejados que não podiam ser previstos. E, é claro, há aqueles que parecem verdadeiros highlanders, que viveram todos os excessos possíveis (alguns até mais do que isso), e que, mesmo assim, continuam aí para contar a história. Abaixo, uma pequena lista com exemplos de nomes que se foram cedo demais e aqueles que não se sabe como continuam vivos:

Os que partiram cedo demais:

Cliff Burton

O baixista do Metallica é creditado pelo resto da banda como o integrante essencial na definição do som característico da banda, o maior exemplo da sua contribuição sendo a música Anesthesia (Pulling Teeth). Durante a turnê européia do álbum Master of Puppets, o ônibus da banda perdeu o controle ao passar sobre um trecho da estrada em que havia uma camada de gelo, capotando e caindo de um barranco. Os outros membros escaparam com ferimentos leves, mas Burton não teve tanta sorte, sendo atirado pela janela do ônibus que, depois, parou em cima de seu corpo, ocasionando sua morte instantânea, aos 24 anos de idade.

Stevie Ray Vaughan

Um dos grandes nomes do blues, responsável pela criação de clássicos como Texas Flood, Pride and Joy e Crossfire, além de uma versão memorável para Voodoo Chile (Slight Return) de Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan teve uma morte inesperada após uma apresentação junto com sua banda Double Trouble no dia 26 de agosto de 1990. Vaughan estava numa turnê junto com Robert Cray e Eric Clapton, e foi informado de que havia um assento vago nos dois helicópteros que levariam a equipe de Clapton de volta para Chicago. Enquanto o helicóptero de Clapton chegou a salvo no destino, em conseqüência do mal tempo o helicóptero em que Stevie Ray estava bateu em uma pista artificial de ski, não deixando nenhum sobrevivente e encerrando sua carreira aos 36 anos de idade.

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