Do 2D para o 3D: razões para dar e não dar certo

setembro 11, 2008

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Nas duas semanas anteriores você viu, nas duas primeiras partes dessa série de artigos, jogos que não deram certo em suas transições do 2D para o 3D e também os que deram certo. Pouco, porém, foi apontado como possíveis causas para essas transições terem tido resultados tão diferentes. Nessa semana concluiremos a dissertação abordando alguns desses pontos:

Alguns elementos que tornam uma conversão ruim:

  • Jogo original Ruim: Se o jogo em 2D que deu origem à versão em 3D já era ruim, as chances da versão em 3D não dar certo são grandes. E isso vai desde o fato do time desenvolver poder acabar sendo o mesmo como fatores indiretos como o fato de com pouco sucesso o game ter menos investimento inicial e prazos mais apertados, evitando que o trabalho seja realmente bem feito.
  • Gráfico Simplista: realizar a transição e utilizar gráficos que além de não serem exímios estejam abaixo da média atrapalha o desempenho da adaptação. Em contra-partida, jogos dessa geração têm mostrado que mesmo com gráficos muito bons os jogos podem ser muito ruins. Vide adaptações de filmes como Iron Man, cujo jogo é lindo, mas ruim. Consequentemente gráficos que destaquem o jogo são importantes, mas não é tudo.
  • Esperar sucesso apenas pelo nome: dá pra lembrar do Sonic e de Castlevania nessa brincadeira. Fazer um jogo de qualidade ruim em 3D, depois de um grande sucesso no 2D não somente é ruim como é pior do que a empresa não ter feito jogo nenhum. O nível de frustração de fãs de uma série tende a ser tão grande (pela séries famosas terem mais cobrança de qualidade) que os veículos de comunicação especializados tendem a massacrar essas transições ruins. E, infelizmente, produtoras ainda se apoiam em nomes famosos do mundo 2D quando resolvem fazer alguma continuação ruim para o mundo 3D. Vamos ficar de olho em “Smash TV”, um clássico que em breve terá sua versão 3D. Esperamos que não seja mais um caso de apoio no nome da franquia para vender um jogo ruim.
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A transição do 2D para o 3D: séries que deram certo

setembro 4, 2008

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Na semana passada você leu sobre algumas famosas transições do 2D para o 3D que não deram certo. Essa semana falamos justamente do oposto, das famosas transições que deram mais que certo. Não deixe de conferir na próxima semana a conclusão disso tudo, onde apresentarei uma análise de tendências e algumas das maiores razões para essas falhas e acertos envolvendo importantes transições do 2D para o 3D. Vamos aos jogos!

Mario

Mario, que ficou mundialmente conhecido ainda em sua estrégia no antigo NES, possui uma série de jogos que marcam pela diversão e originalidade essencialmente apoiadas em um conceito simples: vença o vilão e salve a princesa. De todas as transformações e inovações que surgiram ao longo dos episódios da série é evidente que a maior delas tenha sido a transição de um jogo 2D side-scrolling (de movimentação lateral) para um mundo explorável em 3D, quando Mario deu as caras no Nintendo 64, com Mario 64. O jogo marcou não somente pelo sucesso na transição, que deu novo fôlego ao encanador italiano, como pela ótima qualidade, ainda que o jogo tenha sido um dos desbravadores da então nova realidade de jogos poligonais. O jogo foi um sucesso e recebeu ainda uma adaptação mais recente para o Nintendo DS, Mario 64 DS, um presente para os fãs. A partir de Mario 64 os jogos do bigodudo que mais chamaram a atenção também foram desenvolvidos em 3D. São eles Super Mario Sunshine para Gamecube e Super Mario Galaxy, o mais recente sucesso para o Wii.

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