Metallica e a Ressureição Magnética

setembro 5, 2008

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Metallica - Death Magnetic

Não, caro leitor. Você não leu errado e nem eu mesmo escrevi torto. Apesar do novíssimo álbum do Metallica ser o Death Magnetic, tudo que você vai encontrar nele é a ressureição de uma banda que era tida como morta até pouco tempo atrás. Esqueça Load. Esqueça Reload. Esqueça totalmente o St. Anger. O bom e velho Metallica voltou.

Dizer que Death Magnetic é como os álbuns clássicos é utopia, mas ele não faz feio. DM seria uma evolução natural desses álbuns, que ficaram marcados pelo seu peso, velocidade e por sua produção considerada “suja”, sendo referências no thrash metal até hoje. Nessa nova produção, todo o peso e velocidade estão de volta, mas de uma maneira mais limpa, mais bem produzida e mais moderna que nos álbuns antigos. Porém, ele não é nenhuma obra-prima. Aliás, a alegria de ver o Metallica gravando músicas como antes é ótima, mas a expectativa por isso acaba deixando tudo com um ar de supervalorização, onde as pessoas comemoram uma coisa elogiando outra. Então, vamos deixar essa parte para trás e analisar o álbum.

Death Magnetic tem 10 faixas recheadas com bons riffs e uma força inegável, esbanjando uma qualidade na parte instrumental que nem mesmo o fã mais esperançoso poderia prever, com destaque para Kirk Hammett, que acelera sua guitarra em alguns solos impressionantes, coisa que foi deixada de lado completamente em St. Anger e que volta com toda força. Com a grande maioria das faixas tendo mais de 7 minutos, a banda recupera o espírito dos anos 80, onde o heavy metal começava a se transformar nas maratonas musicais do rock progressivo. O único porém aqui é talvez a falta de uma participação mais imponente do baixo de Robert Trujillo. São muito poucos os momentos no disco em que o baixista se destaca.

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