Somewhere Back In Time Tour 2009 – Interlagos/SP – 15/03/2009

março 21, 2009

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Escrever comentários sobre um show do Iron Maiden é uma tarefa ingrata, ainda mais se tratando de uma turnê como a atual. Isso porque falar sobre shows da banda, amada e odiada quase na mesma proporção, tornou-se uma tarefa ingrata devido à repetição de expressões e clichês que se é forçado a usar.

Mas antes de falar sobre este show histórico, realizado em Interlagos no último domingo, dia 15 de Março, é necessário comentar sobre a falta de preparação demonstrada pela organização do evento. Só havia um único portão de acesso, o que obrigou mais de sessenta mil pessoas, que pagaram um bom preço pelo seu ingresso, a enfrentar uma fila quilométrica, que se estendia ainda por mais de 2km às 20h, horário marcado para a apresentação da banda.

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A camiseta citada

Eram comum ouvir reclamações de fãs indignados ao serem informados de que a banda de abertura já estava no palco e a perspectiva de entrar em Interlagos ainda era algo distante. Uma piada comum na fila era relacionada a uma camiseta promocional da turnê, onde se lia atrás “Eu Fui”. Comentários como “Eu fui… e não vi nada” ou “Eu fui… e não entrei” surgiam a cada instante entre os fãs que aguardavam pacientemente sua entrada.

Felizmente, o empresário Rod Smallwood e a banda, conscientes desse problema, decidiram atrasar a apresentação em uma hora, possibilitando que um número maior de fãs assistisse à apresentação. Depois de finalmente entrar em Interlagos e enfrentar um corredor estreito que levava ao local do show, mais uma surpresa desagradável. Leia o resto deste post »


Global Metal – O Rock ao Redor do Mundo

novembro 29, 2008

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Global Metal - O Rock ao Redor do MundoGlobal Metal – O Rock ao Redor do Mundo é a continuação do documentário Metal: A Headbanger’s Journey, de 2005. Enquanto no primeiro filme o diretor Sam Dunn procurava mostrar as origens do Heavy Metal, a polêmica existente em torno do estilo e explicar a diversidade de sub-gêneros existentes, neste o objetivo é mostrar qual a influência do Heavy Metal ao redor do mundo.

global-metal-03Para tanto, viajou ao redor do mundo, mostrando como o estilo conquistou seu lugar nos mais diferentes países e a interpretação que as mais diversas culturas fazem dele. Sua jornada o levou para as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Tokyo, Beijing, Jakarta, Mumbai, Jerusalém e Dubai, em que entrevistou desde bandas e fãs locais de cada país a artistas famosos, como Kerry King (Slayer), Bruce Dickinson (Iron Maiden) e Lars Ulrich (Metallica).

A visão do documentário sobre o heavy metal é bastante positiva, mostrando como ele é utilizado em diversos países ao redor do mundo como uma forma de exprimir sentimentos reprimidos e se livrar das frustrações que uma realidade muitas vezes injusta pode provocar. Sam Dunn procura mostrar que nos mais diversos ambientes – seja na futurista Tokyo ou no ultra-conservador Iraque – o Heavy Metal encontra seu lugar, e provoca mudanças tanto nas atitudes quanto no pensamento das pessoas.

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2008, um ano incomum

novembro 22, 2008

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2008 vai ficar marcado como um ano incomum para a música, com alguns acontecimentos que quebraram algumas tradições, inclusive acabando com uma expressão que já estava virando sinônimo de “sai no Dia de São Nunca”. Abaixo, listo quatro dos acontecimentos que marcaram o mundo da música neste ano.

Iron Maiden no Brasil

Iron Maiden no Brasil

Para o Iron Maiden, possivelmente a maior banda de heavy metal do mundo, vir ao Brasil não é nenhuma novidade. Desde o primeiro Rock In Rio é conhecido o afeto que seus membros nutrem pelos fãs daqui, inclusive com a gravação de registros oficiais, como o CD e DVD Rock In Rio, gravado durante a apresentação no Rock In Rio 3 de 2001. A maior diferença da passagem desse ano é a turnê Somewhere Back In Time, em que a banda apresentou somente grandes clássicos, com músicas como Wasted Years e Rime of the Ancient Mariner, que há tempos não figuravam em seus sets.

Pra quem acompanha o Iron Maiden, sabe que esse é um grande acontecimento, já que a banda é famosa justamente por tocar ao vivo tudo aquilo que seus fãs não desejam ouvir, deixando de lado muitos de seus sucessos. Pra quem perdeu os shows, uma boa notícia: a banda já confirmou seu retorno em março de 2009, trazendo de volta a mesma turnê e incluindo elementos da turnê Early Years, que não passou por terras brasileiras, contando somente com músicas dos dois primeiros discos. Uma oportunidade única, já que tudo indica que logo a banda deve entrar em estúdio para gravar um novo álbum, voltando a fazer shows com setlists duvidosos.

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Blaze Bayley – The Man Who Would Not Die

novembro 1, 2008

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Blaze Bayley é um dos nomes mais injustiçados do metal. Também, pudera, ficou conhecido justamente por ter substituído durante alguns anos um dos maiores vocalistas do estilo, Bruce Dickinson, em uma das maiores bandas do mundo, o Iron Maiden. Seu timbre diferente do de Dickinson, que o impedia de atingir os mesmos tons em músicas antigas, aliado a uma alergia respiratória que prejudicava seu desempenho fizeram com que Blaze durasse somente dois discos como integrante da banda, sendo substituído por seu antecessor.

O que se seguiu depois foi uma carreira solo competente, com álbuns excelentes como Silicon Messiah e Tenth Dimension, porém sempre tendo de carregar nas costas o papel de “vocalista rejeitado do Iron Maiden”. Uma série de problemas com a gravadora fizeram com que Blaze desistisse da música, se tornando alcoólatra e trabalhando em uma fábrica para sobreviver. Foi preciso a ajuda de sua amiga de infância, empresária e esposa, Debbie, para que ele retomasse a carreira, num trabalho que resultou em The Man Who Would Not Die.

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Qual o papel do crítico afinal?

setembro 27, 2008

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Você deve conhecer o tipo: passa horas e horas pesquisando bandas desconhecidas pela internet,  e adora escutar coisas consideradas alternativas (embora todo mundo as conheça e já tenha ouvido uma ou outra coisa). Acima de tudo, adora demonstrar seu “grande conhecimento” criticando estilos e atribuindo notas à tudo que escuta, sempre discordando e discutindo com aqueles que se opõe à sua opinião, taxando-os de ignorantes com mal gosto.

O crítico chato foi uma figura que sempre existiu. Seja aquele coleguinha de escola que te enchia o saco dizendo que Iron Maiden é a melhor banda do mundo, e dizendo que todo o resto do Heavy Metal é “falso”, ou aquele cara totalmente “alternativo” que não aceita que exista quem ache bandas como Radiohead chatas e que não veja nada demais em seu som experimental. Com o surgimento da internet e a liberdade de escolha, essa figura se tornou ainda mais presente, seja em blogs, foruns e sites conceituados.

Algo que sempre me incomodou nesses críticos não é exatamente em si a postura de falar mal de tudo que não se encaixa em sua idéia específica do que é música boa, mas sim quando estes conseguem uma legião de seguidores para defender sua palavra e inflamar seu ego. Quando se concentra uma espécie de culto em torno do “crítico”, sua palavra passa a valer como algo quase divino, e coitado daquele que ouse discordar. Claro que existem pessoas mais qualificadas para falar de música do que outras, assim como em qualquer outro assunto, mas a principal característica que observo nos chamados “críticos” é uma mente fechada aliado ao fato de aparentemente esquecerem que gostar ou não de algo no fundo é uma questão pessoal. Leia o resto deste post »


Opinião – A arte de pagar ingresso e não assistir a um show

julho 30, 2008

Um dos efeitos negativos do avanço tecnológico e do maior acesso à produtos antes restritos a uma camada da população com maior poder aquisitivo, é que possuir um produto não significa necessariamente que a pessoa possua a educação requerida para seu uso responsável.

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