Frameshift

janeiro 10, 2009

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O Frameshift é o mais conhecido – e quiçá o mais bem-sucedido musicalmente – projeto solo do talentoso multi-instrumentista Henning Pauly, advindo da (desconhecidíssima) banda de metal progressivo Chain. Apesar do seu anonimato, ele conseguiu a proeza de reunir nesse side-project um cast impecável de cantores – o que é devidamente justificado quando se observa o material. Continue lendo »

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Álbuns clássicos – Master of Puppets

dezembro 12, 2008

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Master of Puppets representa o ponto em que a carreira do Metallica atingiu sua maturidade. Apresentando uma evolução dos elementos presentes nos álbuns anteriores, adiciona outros que explicam o porquê da banda ter conseguido tanto sucesso.

Master of PuppetsA velocidade e agressividade presentes em Kill ‘Em All e Ride The Lightning é aqui aprimorada pela evolução do vocal de James Hetfield, que abandona qualquer tentativa de atingir um tom mais agudo que sua voz não permite alcançar. Isso traz mais agressividade às composições, já que seu timbre natural consegue passar perfeitamente as idéias por traz das letras do álbum.

O tema principal encontrado aqui é o controle.  Partindo disso, encontramos letras que falam dos efeitos da raiva descontrolada (Battery), consumo de drogas (Master of Puppets) ou como soldados são controlados como fantoches durante uma guerra (Disposable Heroes).Seria injustiça fazer uma análise mais aprofundada de alguma música em específico, já que todas as faixas apresentam uma qualidade surpreendente. Porém, devo destacar a faixa título e Damage Inc. como os melhores exemplos do que é possível encontrar no álbum. Continue lendo »


Global Metal – O Rock ao Redor do Mundo

novembro 29, 2008

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Global Metal - O Rock ao Redor do MundoGlobal Metal – O Rock ao Redor do Mundo é a continuação do documentário Metal: A Headbanger’s Journey, de 2005. Enquanto no primeiro filme o diretor Sam Dunn procurava mostrar as origens do Heavy Metal, a polêmica existente em torno do estilo e explicar a diversidade de sub-gêneros existentes, neste o objetivo é mostrar qual a influência do Heavy Metal ao redor do mundo.

global-metal-03Para tanto, viajou ao redor do mundo, mostrando como o estilo conquistou seu lugar nos mais diferentes países e a interpretação que as mais diversas culturas fazem dele. Sua jornada o levou para as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Tokyo, Beijing, Jakarta, Mumbai, Jerusalém e Dubai, em que entrevistou desde bandas e fãs locais de cada país a artistas famosos, como Kerry King (Slayer), Bruce Dickinson (Iron Maiden) e Lars Ulrich (Metallica).

A visão do documentário sobre o heavy metal é bastante positiva, mostrando como ele é utilizado em diversos países ao redor do mundo como uma forma de exprimir sentimentos reprimidos e se livrar das frustrações que uma realidade muitas vezes injusta pode provocar. Sam Dunn procura mostrar que nos mais diversos ambientes – seja na futurista Tokyo ou no ultra-conservador Iraque – o Heavy Metal encontra seu lugar, e provoca mudanças tanto nas atitudes quanto no pensamento das pessoas.

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O Rock e seus “Salvadores”

outubro 25, 2008

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Quantas vezes ao se defrontar com uma banda nova que está fazendo sucesso você não foi surpreendido com a notícia um tanto quanto estranha de que ela é responsável por salvar o estilo a que pertence, trazendo de volta raízes há muito tempo perdidas? Vários nomes já carregaram essa grande responsabilidade sobre suas costas. De cabeça é possível citar nomes como Strokes, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand e White Stripes, só para mencionar alguns exemplos que ainda se mantém em evidência no cenário musical.

Chuck Berry, na ativa aos 82 anos de idade

Chuck Berry, na ativa aos 82 anos de idade

O estranho é que apesar de a cada ano surgirem novos donos do posto de “Salvadores do Rock”, não me recordo em nenhum momento do estilo ter morrido. Alguns fãs mais saudosistas poderiam dizer que o rock morreu há tempos, com o fim dos Beatles, o encerramento das atividades do Led Zeppelin ou a morte de Elvis, e que ninguém mais vai se igualar em inovação perante estes marcos na história do estilo. Mas devo discordar disso, já que o rock continuou vivo, seja através de suas vertentes mais pesadas como o Hard Rock ou o Heavy Metal, e mesmo grandes nomes do rock clássico continuam por aí, mesmo que sem o mesmo gás do início da carreira, como mostra Chuck Berry, no alto de seus 82 anos de idade.

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Qual o papel do crítico afinal?

setembro 27, 2008

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Você deve conhecer o tipo: passa horas e horas pesquisando bandas desconhecidas pela internet,  e adora escutar coisas consideradas alternativas (embora todo mundo as conheça e já tenha ouvido uma ou outra coisa). Acima de tudo, adora demonstrar seu “grande conhecimento” criticando estilos e atribuindo notas à tudo que escuta, sempre discordando e discutindo com aqueles que se opõe à sua opinião, taxando-os de ignorantes com mal gosto.

O crítico chato foi uma figura que sempre existiu. Seja aquele coleguinha de escola que te enchia o saco dizendo que Iron Maiden é a melhor banda do mundo, e dizendo que todo o resto do Heavy Metal é “falso”, ou aquele cara totalmente “alternativo” que não aceita que exista quem ache bandas como Radiohead chatas e que não veja nada demais em seu som experimental. Com o surgimento da internet e a liberdade de escolha, essa figura se tornou ainda mais presente, seja em blogs, foruns e sites conceituados.

Algo que sempre me incomodou nesses críticos não é exatamente em si a postura de falar mal de tudo que não se encaixa em sua idéia específica do que é música boa, mas sim quando estes conseguem uma legião de seguidores para defender sua palavra e inflamar seu ego. Quando se concentra uma espécie de culto em torno do “crítico”, sua palavra passa a valer como algo quase divino, e coitado daquele que ouse discordar. Claro que existem pessoas mais qualificadas para falar de música do que outras, assim como em qualquer outro assunto, mas a principal característica que observo nos chamados “críticos” é uma mente fechada aliado ao fato de aparentemente esquecerem que gostar ou não de algo no fundo é uma questão pessoal. Continue lendo »


Metallica e a Ressureição Magnética

setembro 5, 2008

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Metallica - Death Magnetic

Não, caro leitor. Você não leu errado e nem eu mesmo escrevi torto. Apesar do novíssimo álbum do Metallica ser o Death Magnetic, tudo que você vai encontrar nele é a ressureição de uma banda que era tida como morta até pouco tempo atrás. Esqueça Load. Esqueça Reload. Esqueça totalmente o St. Anger. O bom e velho Metallica voltou.

Dizer que Death Magnetic é como os álbuns clássicos é utopia, mas ele não faz feio. DM seria uma evolução natural desses álbuns, que ficaram marcados pelo seu peso, velocidade e por sua produção considerada “suja”, sendo referências no thrash metal até hoje. Nessa nova produção, todo o peso e velocidade estão de volta, mas de uma maneira mais limpa, mais bem produzida e mais moderna que nos álbuns antigos. Porém, ele não é nenhuma obra-prima. Aliás, a alegria de ver o Metallica gravando músicas como antes é ótima, mas a expectativa por isso acaba deixando tudo com um ar de supervalorização, onde as pessoas comemoram uma coisa elogiando outra. Então, vamos deixar essa parte para trás e analisar o álbum.

Death Magnetic tem 10 faixas recheadas com bons riffs e uma força inegável, esbanjando uma qualidade na parte instrumental que nem mesmo o fã mais esperançoso poderia prever, com destaque para Kirk Hammett, que acelera sua guitarra em alguns solos impressionantes, coisa que foi deixada de lado completamente em St. Anger e que volta com toda força. Com a grande maioria das faixas tendo mais de 7 minutos, a banda recupera o espírito dos anos 80, onde o heavy metal começava a se transformar nas maratonas musicais do rock progressivo. O único porém aqui é talvez a falta de uma participação mais imponente do baixo de Robert Trujillo. São muito poucos os momentos no disco em que o baixista se destaca.

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Fãs xiitas – O caso Heavy Metal

agosto 23, 2008

Todo mundo deve conhecer esse tipo de pessoa: se veste exatamente conforme seu artista favorito (por mais que claramente o tipo de roupa só funcione em cima de um palco), sabe todos os fatos irrelevantes de sua carreira (e os trata como informações sagradas), conhece sua discografia inteira, e o mais importante, vai agir como um inquisitor medieval caso descubra que você não gosta do mesmo artista ou considera outro melhor.

Um exemplo do fã padrão de Heavy Metal

Fã de metal que se alimenta de criançinhas

Por ter uma convivência maior com pessoas do meio, usarei como exemplo o fã xiita de Heavy Metal, possivelmente o estilo que mais atrai pessoas assim (provavelmente pelo seu lado um tanto quanto underground, por mais que bandas como o Iron Maiden sejam extremamente conhecidas).

Identificar o fã xiita é uma tarefa bastante fácil, com algum aumento da dificuldade dependendo de qual estilo ele escute. Mas por questão de praticidade, vou generalizar: o fã xiita de metal é aquele que se recusa a utilizar qualquer cor que não seja o preto (por mais que ele more em Salvador e esteja no dia mais quente do ano), quase sempre está com uma camisa de banda (há indícios de fãs que são capazes de utilizar a mesma camisa durante mais de um mês, e só lava-la quando observam que urubus o acompanham), possui cabelo comprido na maior parte das vezes, e, como principal característica, ao ser contrariado em seu gosto musical, irá proferir uma das seguintes frases: “ah, você não entende nada de música”; “você fala isso porque não toca nenhum instrumento musical”; ou então, a clássica e inigualável “vai escutar pagode”.

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