Fear of a Blank Planet

março 25, 2009

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Fear of a Blank Planet é o nono álbum de estúdio da banda de rock progressivo transmorfa Porcupine Tree, liderada pelo talentosíssimo Steven Wilson (Insurgentes, Blackfield), além de Gavin Harrison (bateria), Colin Edwin (baixo) e Richard Barbieri (teclados/sintetizadores). Dois guitarristas renomadíssimos da cena progressiva também marcaram presença no projeto: Alex Lifeson e Robert Fripp, respectivamente, das bandas Rush e King Crimson.

Lançado em Abril de 2007, é considerado por muitos o trabalho mais denso, crítico, ambicioso e provocativo da carreira da banda, propondo-se a “dissecar” e discutir os efeitos da cultura moderna sobre a juventude de hoje em suas consequências mais evidentes: apatia, alienação, comodismo, passividade, indiferença; que, por sua vez, acarretam a ausência total de rumo, ideologia e significados. Vidas vazias, um planeta vazio.

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Insurgentes

março 18, 2009

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Steven Wilson começou a sua prolífica carreira musical aos 14 de idade, com a bandas Altamont, ao lado do amigo Simon Vocking. Num período de dois anos, gravaram uma quantidade absurda de material eletrônico, influenciados principalmente pelo som do Tangerine Dream. A partir de 1989 – já tendo passado por outras bandas, como Karma – ele iniciou o que seria seu projeto musical mais bem-sucedido: o Porcupine Tree. À época da sua criação, a banda nada mais era do que um projeto solo dele, um laboratório para as suas experimentações musicais, sem compromisso algum com coerência ou acessibilidade. Nessa condição, lançou dois LPs – Tarquin’s Seaweed Farm e The Nostalgia Factory – e um EP, The Love, Death & Mussolini EP.

Porcupine Tree se tornou efetivamente uma banda apenas em 1993, com o ingresso, como convidados, de Colin Edwin (baixo), Richard Barbieri (efeitos eletrõnicos), Suzanne J. Barbieri (vocais) e Gavin Harrison (bateria). Desde então, a banda se firmou como um dos mais importantes representantes do rock progressivo britânico, mas isso não impediu Wilson de participar de N outros projetos, como Bass Communion, Blackfield, E.M.I, No-Man etc.

Este artigo trata do primeiro projeto solo já lançado sob o seu nome, Insurgentes. Continue lendo »


Blackfield

março 10, 2009

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blackfield

Quando se pensa em música pop, o que vem à mente? Britney Spears. Linkin Park. Backstreet Boys. Etc. O gênero é visto como um mero produto de consumo, música “fast-food” que consiste de melódias “fáceis” e que visam ao sucesso amplo e imediato, porém efêmero. São artistas passageiros, cujo sucesso é fundamentado não na qualidade das suas música, mas no marketing de suas imagens. Fenômenos hoje; piadas velhas amanhã.

Todavia, esse não é sempre o caso, e Blackfield está ai para provar.

Blackfield trata-se de um side project dos veteranos músicos Steven Wilson e Aviv Geffen. O primeiro é o líder de n bandas diferentes (Porcupine Tree, No-Man, OS.I, Bass Communion), enquanto que o segundo é um controverso pop star israelense. Conheceram-se quando, em 2000, Aviv, fã confesso, convidou Porcupine Tree para tocar em Israel. Os dois logo se amigaram e decidiram trabalhar juntos, inicialmente tendo apenas um EP em vista, mas ambos concordaram que o material era promissor demais e resolveram lançá-lo como um LP.

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O primeiro álbum, batizado tal como o próprio nome do projeto, contou, além deles, com a presença de Seffy Efrat, Daniel Salomon e Yirmi Kaplan (baixo, teclado/piano e bateria, respectivamente), todos os três antigos parceiros musicais de Geffen, e com dois bateristas da história do Porcupine Tree: Chris Maitland e Gavin Harrison (para os fãs da banda de rock progressivo, isso, por si só, justifica a audição do álbum, hein?).

Todavia, não espere ouvir algo mais do que remotamente similar ao som do PT. O som de Blackfield é melancólico, emocional, íntimo. As músicas giram em torno de dor, solidão, amargura, cicatrizes emocionais, perda. São atmosféricas e genuinamente tocantes. E, apesar de tudo isso, inegavelmente pegajosas. Os refrões são intensos e brilhantes, e as melodias vocais – destaques na maioria dos projetos dos quais Wilson participa – fazem bonito, expondo com clareza os sentimentos que visa a provocar.

Muitos rotulam o som da banda como sendo art rock, mas, para mim, é meramente um pop muito bem concebido e executado, sem pretensões virtuosísticas, priorizando o poder das melodias em detrimento do quão técnicas/intrincadas elas são.