Black Hole

fevereiro 13, 2009

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Seattle. Anos 70. Uma doença sem nome, disseminada pelo contato sexual, assola os jovens. Em comum, desenvolvem deformidades. Alguns são sortudos e apresentam apenas discretas protuberâncias na pele, facilmente escondíveis, enquanto que outros passam a se assemelhar mais a monstros do que a seres humanos; a esses, resta apenas um exílio auto-imposto, vivendo no mato com seus iguais como animais.

Black Hole é um trabalho autoral de Charles Burns (cujo currículo inclui ilustrações pro NY Times e outras revistas, e alguns quadrinhos independentes), que levou doze anos para completar a obra, a respeito da sua própria juventude, da descoberta das drogas e do sexo. Continue lendo »


Fugitivos (Runaways)

janeiro 16, 2009

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Todo ano, a contragosto, seis adolescentes – cada um filhos de um casal diferente – reúnem-se na casa de um deles, por conta de um evento de caridade que seus pais organizam todos os anos. Em um desses encontros, os jovens decidem espiar a reunião dos pais; e o que eles presenciam lhes deixam perplexos: um ritual, que culmina no sacrifício de uma jovem garota. Atônicos, fogem.

Eventualmente, descobrem que seus pais são as masterminds por trás de uma organização criminosa chamada “O Orgulho”, cuja influência se estende a toda Costa Oeste, com ramificações nos meios de comunicação e no sistema judiciário. Com isso, eles se vêem forçados a derrubarem os pais por conta própria. Continue lendo »


The Boys

janeiro 9, 2009

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Super-heróis. Defensores dos fracos e oprimidos. Salvaguardas da Justiça. Projeções do melhor que a Humanidade tem a oferecer. Honrados e justos. É assim como a maioria das pessoas enxergam os super-heróis. Mas não Garth Ennis. Ele repudia o conceito de super-heróis e expõe seu asco por eles sempre que possível (vide suas últimas histórias para o Justiceiro do selo Knight). E The Boys trata justamente disso. A HQ retrata os super-heróis sob o ponto-de-vista (nada favorável) do Ennis, valendo-se de bastante ironia e humor negro.

Em The Boys somos apresentados a um mundo paralelo, contemporâneo ao nosso, mas com uma pequena diferença: super-heróis. Eles existem e atuam ao seu bel-prazer, pois governo algum tem culhões para enfrentá-los. Para o público, eles refletem os ideais que já estamos habituados, mas, por detrás de todo o marketing, eles se mostram mesquinhos, arrogantes, prepotentes, violentos e hipócritas. São pessoas outrora ordinárias que devido aos poderes e influência obtidos têm seus egos inflados e os piores defeitos maximizados. Continue lendo »