Batman – A Piada Mortal

maio 2, 2009

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Hardcover

Em A Piada Mortal, Alan Moore (Watchmen, V de Vingança) e Brian Bolland desconstruíram – e, no processo, redefiniram – a relação entre dois dos personagens mais emblemáticos das HQs: Batman, o Cavaleiro das Trevas de Gotham City, e Coringa, o Palhaço Psicótico. Vistos até então como antíteses um do outro, Moore e Bolland estabeleceram um paralelismo inédito entre os dois, visualizando-os não como seres opostos, mas, sim, como o mesmo lado de uma moeda observada de ângulos diferentes, partilhando de um mesmo elemento em comum.

Um dia ruim.

Para Batman – ou melhor, Bruce Wayne – esse “dia ruim” se manifestou na forma do assassinato de seus pais por parte de um assaltante ordinário, quando ainda uma criança; para o Coringa, na forma da morte de sua esposa grávida num acidente industrial, temperado pelo seu próprio fracasso profissional e pessoal.

Como consequência, Bruce optou por seguir o caminho do vigilantismo, adotando o semblante do ser que outrora mais temeu – o morcego – visando perpretar o mesmo medo inefável da infância na pele dos criminosos; o Coringa escolheu abraçar a loucura nua e crua, a negar ruidosamente todas as convenções e normais sociais que costumavam castrá-lo, a afastar-se o tanto quanto possível daquele ser patético e fracassado que costumava ser, tratando o passado como um vespeiro a se evitar.

"Basta um dia ruim para reduzir o são são dos homens a um lunático"

"Basta um dia ruim para reduzir o mais são dos homens a um lunático"

Tais traumas foram instrumentais para delinear as suas vindouras personalidades de herói e vilão, as quais são, no fundo, meros subterfúgios, portos seguros contra toda a dor, desespero e vazio que os acometem. A diferença primodial entre os dois – e o quê, de certa forma, os define como algozes – é que enquanto o Coringa reconhece o aspecto escapista de sua condição, inclusive se gabando dela, Batman se nega a enxergar o absurdo que representa a idéia de um homem correndo por ai vestido de morcego, escondendo-se por detrás de frágeis racionalizações, procurando imprimir um propósito ao que faz e como faz.

Para o Coringa, as bases que sustentam e guiam a nossa sociedade são frágeis como um castelo de cartas, e que basta um pequeno sopro para fazê-la desmorononar e transformar o mais ordinário dos homens em alguém como ele. Que nossas noções de ordem e sanidade são desprovidas de significado real, meros véus que encobrem a realidade crua da vida. E é a sua tentativa de provar o seu ponto que se trata A Piada Mortal. Continue lendo »

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Batman – Pulp Fiction

fevereiro 6, 2009

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Quem ouve o termo pulp fiction logo se lembra do famosos filme de Quentin Tarantino, de 1994, cheio de ação, violência e diálogos rápidos. Mas o termo pulp fiction remonta à década de 20, quando editoras, numa tentativa de diminuir os preços das revistas e aumentar as vendas, lançaram as pulp fiction, revistas impressas em papel de baixa qualidade. Numa época em que ainda não existia TV. esse tipo de publicação agradou o público, que as acompanhava da mesma forma como acompanhamos as séries de TV atualmente. Batman – Pulp Fiction tem essa premissa, recuperar o clima de seriado, a dinâmica das histórias policiais mais óbvias e ao mesmo tempo absurdas. A Graphic Novel, publicada aqui no Brasil em duas edições pela Mythos em 2002, faz parte do projeto Túnel do Tempo, onde os herois da DC são retirados de seu universo conhecido e inseridos em novos mundos e aventuras inusitadas. A história se passa no ano de 1961, os EUA estão efervescentes com a revolução sexual, o movimento hippie e a pregação do amor livre. Gotham City também passa por essa grande transformação e aqui acontece o inesperado. A cidade, conhecida por viver à sombra do morcego em nosso universo, dobra-se aos encantos da bela Batgirl e seu parceiro Robin, no universo de Pulp Fiction.

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Batgirl quebrando tudo

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Os Maiores Super-Herois do Mundo – Eles estão entre nós

janeiro 23, 2009

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Eu confesso, nunca fui um grande fã da DC Comics, tirando momentos isolados em que tive uma paixão passageira por alguns títulos como Superman e Novos Titãs a DC sempre teve em mim um efeito mais nostálgico, devido ao famoso desenho Superamigos, que alegrou várias manhãs nas quais sentava em frente a TV para ouvir o famoso bordão “Enquanto isso na sala de Justiça”.

Ler os quadrinhos da DC sempre me remetia a infância, acompanhando os feitos de Superman, Batman, Mulher Maravilha e Cia. Mas o tempo foi passando e fui me distanciando desses herois, suas histórias me pareciam muito ingênuas e os personagens da DC tinham um caráter mais de divindade que os tornavam tão distantes dos simples mortais. Foi aí que me descobri fã da Marvel e seus herois “amigos da vizinhança” com problemas normais, dilemas morais e éticos, mas muito mais humanos. Continue lendo »


O Reino do Amanhã

agosto 22, 2008
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Existem histórias que merecem ser lidas e relidas, contadas e recontadas. Às vezes por seu texto, que nos traz alguma reflexão e sacode o status quo, às vezes por suas imagens que acabam sendo tão vanguardistas que mudam completamente o estado da arte, revigorando determinada obra ou estilo. Mas às vezes – e isso é mais raro de acontecer – uma história em quadrinhos, chega com um texto brilhante e desenhos perfeitos. Assim é o Reino do Amanhã (Kingdom Come).

Escrita por Mark Waid e brilhantemente desenhada por Alex Ross, que pintou toda a história em tinta guache. O Reino do Amanhã questiona: o que aconteceria com os heróis daqui a 30, 40 anos? Como eles reagiriam a passagem do tempo? Como as pessoas normais reagiriam a essa convivência? E o qual seria o papel de uma nova geração de heróis e vilões, herdeiros dessa tradição? Continue lendo »


Batman – O Cavaleiro das Trevas

julho 19, 2008

A velha batalha entre o bem e o mal ganhou um novo episódio. Ou melhor, não é uma batalha entre bem e mal e sim uma batalha entre a ordem e caos. De um lado um herói ansioso por reconhecimento e do outro um vilão que não espera nada de ninguém, além de si mesmo. De um lado um herói que precisa seguir as regras e do outro um vilão sem regra nenhuma. E quando digo sem regras, é sem regra nenhuma mesmo, nem com os demais criminosos. O Coringa quer a destruição da ordem, quer questionar os limites, quer explodir e matar e, se possível dar umas boas risadas enquanto faz isso.
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Superman – All Stars

julho 12, 2008

Sabe aqueles momentos em que você sente que está presenciado ao grandioso? Não? Entendo, não é uma coisa que acontece rotineiramente e as vezes grandes momentos passam desapercebidos por um tempo e só são reconhecidos posteriormente. Mas não é o caso de Superman – All Stars.

Aliás, dificilmente uma série com Grant “GREAT” Morrison e Frank “Fucking Talented” Quitely como equipe criadora daria errado. Desde que foi anunciado que a dupla – responsável pela grande virada na série X-men, “E de extinção” – ficaria responsável pelo maior ícone da DC, ou melhor, maior ícone dos quadrinhos, os fãs começaram a salivar. Até mesmo eu que nunca fui fã do azulão aguardei ansioso o lançamento da série aqui. E não me decepcionei. Estamos vendo a criação de uma obra prima. E a Editora Panini deve receber crédito pelo respeito e fidelidade da publicação no Brasil, a qual, graças aos atrasos da edição americana, tem sido publicada quase que simultaneamente aqui.
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Superman e Homem-Aranha falando de cinema

abril 27, 2008

Videozinhos de temática altamente nerd.

Superman e Homem-Aranha discutem sobre os filmes de suas editoras, e sobre os rumos que os próprios filmes tomaram.

(Explicando rapidinho: O Homem-Aranha, assim como X-men, Homem de Ferro, Hulk, Quarteto Fantástico, Demolidor e Vingadores são publicados pela Marvel Comics. Já o Superman, assim como o Bátima, a Mulher-Maravilha, o Flash, o Lanterna Verde, e toda a Liga da Justiça são personagens da DC Comics.)

#1

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Esses vídeos são uma paródia de uma série de comerciais da Apple, que zuavam os PC’s. Mais ou menos como o Aranha(e portanto, a Marvel), zoam a DC, e geraram uma série de outros vídeos no mesmo estilo.