O corajoso mercado de games para download

fevereiro 26, 2009

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Se você é brasileiro gamer que se preze, alguma vez na vida você jogou Counter-Strike. Se fez isso há menos de 500 anos, deve ter se deparado com uma ferramenta desenvolvida pela Valve chamada Steam. Em um dado momento, a Valve, marota que só ela, percebeu que o Steam possui um enorme potencial para vender títulos online, e o que começou como uma venda de seus próprios jogos acabou se transformando em uma verdadeira loja virtual de games de diferentes produtoras. Hoje, com sua conta no sistema, você pode comprar até títulos recentes como F.E.A.R. 2 e Dawn of War 2.

Esses títulos, porém, ainda podem ser encontrados em lojas físicas, em cd/dvd e, enfim, você pode comprá-lo pela internet devido à praticidade, assim o baixando – e podendo fazê-lo quantas vezes quiser pelo steam – ou, então, pode ir até a loja e comprá-lo, para instalar quantas vezes quiser. O que surgiu, porém, com o advento da Xbox Live Arcade, da Microsoft, foram jogos EXCLUSIVOS para o serviço web. Ou seja, não adianta procurar, você não achará nas lojas físicas. Não demorou muito para a Sony lançar serviço semelhante na Playstation Network e a Nintendo correr atrás do prejuízo com os seus Wiiwares, todos hoje com títulos exclusivos online e, em alguns casos, exclusivos só pra um dos serviços. Tudo em nome da concorrência.

E – o que foi iniciado como uma série de jogos de produtoras independentes que tentavam a sorte em um mercado altamente concorrido, buscando uma faixa de preço inferior e reduzindo custos ao máximo para conseguir atingir esse preço – acabou se tornando um mercado visado também por empresas maiores, com investimentos maiores. É o caso da Capcom, que lançou a continuação da sua famosa franquia Megaman exclusivamente nos serviços online. Ou seja, por mais que você queira, você não terá, pelo menos por enquanto, Megaman 9 nas mãos, a menos que você segure o HD do seu video game! (ótima essa piada, não?)

Mas, quanto exatamente representa esse mercado de downloads? Afinal, deve ser uma baita novidade que tá detonando em vendas, pra Capcom querer cair de boca nele, não é verdade? Bem… não é não. O mercado combinado da Nintendo, Sony e Xbox360 para produtos de aquisição exclusiva por download representa atualmente pouco menos de 1% das vendas totais de games. Ou seja, em comparação aos jogos que podem ser comprados em lojas físicas, ainda que tenham versão online. Pelo menos é o que diz o analista Piers Harding-Rolls, da Screen Digest. Leia o resto deste post »


Resident Evil: Degeneration

janeiro 7, 2009

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Ainda que relativos sucessos de bilheteria, é inegável que a trilogia de Paul W.S Anderson decepcionou a imensa maioria dos fãs de Resident Evil. O primeiro filme, devido à ambientação familiar e às inúmeras referências aos jogos, ainda conseguiu agradar a alguns; os demais, todavia, deturparam completamente a mitologia da série, chegando ao ponto de envolverem super-poderes (!), sendo universalmente execrados, tanto pelos fãs do jogo quanto por qualquer um com o mínimo de senso crítico.

A Capcom, produtora do jogo, é parcialmente culpada por isso, pois os filmes foram feitos com o seu aval. Ciente da insatisfação dos fãs – e possivelmente animada com os resultados obtidos pela Squarenix com Advent Children – ela produziu este Resident Evil: Degeneration. Cronologicamente ligado aos jogos, protagonizado pelos mesmos personagens de Residente Evil 2 e uma ponte-de-ligação entre o quarto e quinto jogo, além de ser 100% em CGI, aos moldes de Advent Children. Leia o resto deste post »


No conflito vídeo gamista entre oriente e ocidente quem ganha é você

agosto 7, 2008

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A partir dessa semana e especificamente a partir de hoje (quinta-feira), inicia-se uma seqüência de postagens semanais sobre games. Então fique de olho porque toda quinta tem mais conteúdo sobre games e todo dia teremos bom conteúdo sobre algum tema especifico que terá novas reportagens no mesmo dia da semana, obviamente a cada 7 dias.

Ficou confuso? É só checar a tabela na lateral do blog. Participe também das discussões sobre as postagens que são feitas no nosso fórum (Omega Geek) e contribua com seu conhecimento e opinião sobre o assunto!

Engana-se quem pensa que a entrada da americana Microsoft no mundo dos games, no final da geração passada de vídeo games, em um mercado de games até então dominado pelas gigantes japonesas Sega, Nintendo e Sony tenha significado uma possível divisão do mercado em “oriental e ocidental”, em qualquer âmbito.

Vale lembrar que a geração passada foi aquela que contava com Dreamcast (japonesa SEGA), Gamecube (Japonesa Nintendo), Playstation 2 (japonesa SONY) e Xbox (americana Microsoft).

Microsoft Logo Nintendo Logo
Sony Logo Sega Logo

Se socioculturalmente o que vivenciamos é uma mescla cada vez maior entre as mais diferentes culturas, nos games o intercâmbio e influências diretas e indiretas, esteticamente falando, não têm sido diferente. Não que isso seja óbvio, mas o contato constante com a produção intelectual e artística das mais variadas origens e tipos, vista por todo o mundo gera um interesse cada vez mais mesclado por produções textuais, visuais e… audiovisuais, como os games. Antes era fácil dizer que a “Squaresoft” faz jRPGs (Japanese Role Playing Games), a “Capcom” faz adventures e jogos de luta e a Nintendo faz Zelda, Metroid e “esses jogos de sempre”.

Começou a ficar até difícil, em boa parte dos casos, identificar a origem de um jogo e até a entender como ele aparece em determinada plataforma, se não tivermos informações diretas e claras sobre ele, pois as influências são tão diversas e os sistemas possuem uma gama tão grande de gêneros e produtoras que é quase possível dizer que todos os vídeo games atualmente têm jogos para todos os gostos.

Em outras palavras: o ocidente tem criado jogos com a cara dos orientais e o oriente está criando jogos com a cara dos ocidentais. Da mesma forma as plataformas estão surgindo com títulos que antes apareciam só para PC e os PCs estão recebendo adaptações de jogos que costumavam ficar só nos vídeo games.

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