Neon Genesis Evangelion

maio 16, 2009

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Quando surgiu, em 1995, Neon Genesis Evangelion representou uma revolução no que diz respeito a animes cujo foco são robôs gigantescos (mechas). Em vez de focar em alguma grande guerra entre duas nações ou apresentando os robôs como simples instrumentos para a ação humana, apresentava uma batalha contra inimigos de origem vaga, chamados de “Angels”, cada um nomeado conforme os anjos bíblicos. Os robôs em si também eram bastante diferentes, tendo um caráter até humano e imprevisível, pois podiam a qualquer momento perder totalmente o controle e agir por si próprios.

Lembro que o grande destaque dado na época pelos veículos especializados foi que Evangelion possuia diversas referências à filosofia e religião, além de explorar bem os conflitos psicológicos e as motivações de cada personagem. Também eram destaques os diversos mistérios e explicações dadas pela metade sobre qual a função real da NERV, o que eram os EVA’s e o que era o Projeto de Complementação Humana, só para citar alguns dos pontos que não são totalmente esclarecidos, apesar de algumas dicas que apontam para uma possível explicação. Mas estou divagando, vamos à sinopse da série.

O Segundo Impacto

O Segundo Impacto

No ano 2000 ocorreu o que ficou conhecido como o Segundo Impacto, um cataclisma global que praticamente destruiu a Antártica e causou a morte de metade da população humana. Oficialmente, o responsável por esse distúrbio que inclusive alterou o eixo de rotação da Terra foi o impacto de um meteoro, semelhante ao que teria causado a extinção dos dinossauros. A partir desse evento, é criada a organização chamada NERV, cujo propósito é derrotar seres conhecidos como Angels, e evitar o acontecimento de um Terceiro Impacto, que poderia trazer ao fim a vida humana no planeta.

A forma encontrada de combater os Angels foi a criação dos EVA’s, robôs gigantescos e único instrumento capaz de derrotá-los. Como seus pilotos, foram escolhidas crianças nascidas pouco após o Segundo Impacto. São elas, por ordem de convocação, Rei Ayanami, que pilota a unidade 0, Asuka Langley Souryuu, que pilota a unidade 02 e Shinji Ikari, responsável pelo controle da unidade 01. Os 26 episódios da série seguem mostrando as diversas batalhas com os Angels, as intrigas internas da NERV e os relacionamentos entre os personagens.

A cada episódio, vão aparecendo novas perguntas. O que foi o Segundo Impacto? Qual a real natureza dos EVA’s? Por que a NERV possui um Angel escondido em seu subsolo? Quais as reais intenções de Gendo Ikari e seu Projeto de Complementação Humana? Enfim, uma série de perguntas, cuja maior parte acaba ficando sem uma resposta definitiva.

Evangelion 02Assistindo à série agora, 14 anos após sua criação, fica claro que Evangelion não envelheceu muito bem em determinados aspectos. O desenvolvimento dos personagens, elogiado na época, parece algo muito simples e incompleto se comparado a diversas animações que vieram depois. Com algumas excessões, como a Major Katsuragi e a Doutora Ritsuko, parece que todos os outros tipos de personagens acabaram se tornando um clichê.

A animação da série, por outro lado, continua podendo ser considerada boa, especialmente nas cenas que envolvem lutas utilizando os EVA’s, algumas impressionantes até hoje, isso levando em conta que na época não haviam as facilidades proporcionadas pelo CGI atualmente. Apesar da qualidade da animação cair nos episódios finais, com muitas cenas sendo recicladas, é impressionante observar a qualidade geral do anime nesse quesito, ainda mais levando em conta as sérias restrições de orçamento que sofreu durante sua produção. A parte sonora também é outro destaque, com temas coerentes à cada situação e uso perfeito do silêncio quando necessário.

The End of Evangelion

The End of Evangelion

O grande problema da série original é justamente seu final. Enquanto até o episódio 24 a série segue uma ordem lógica, nos dois últimos acaba seguindo pelo caminho do nonsense, com um andamento confuso em que não se sabe exatamente o que está acontecendo. Para corrigir isso, em 1997 foi lançado o filme The End of Evangelion, que mostra o final real da série, substituindo os acontecimentos dos episódios 25 e 26.

Neon Genesis Evangelion continua ainda hoje como uma obra muito boa, e até certo ponto bastante coerente. As dúvidas não respondidas podem trazer algum incômodo, mas nada no nível de programas como Lost. O importante é só não deixar o culto que se criou ao redor da série influenciar sua opinião, já que infelizmente a série, apesar de bastante competente, está longe de ser genial.

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Fringe

fevereiro 4, 2009

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Fringe é o mais novo investimento televisivo de J.J Abrams, que criou um mito em torno de si devido à sua participação – como um dos co-criadores – em Lost e pelas suas frequentes excursões em Hollywood (Cloverfield, Missão Impossível III e a reinvenção de Jornada das Estrelas). Não é surpreendente, portanto, que, desde o seu anúncio, Fringe tenha se tornado um dos lançamentos mais hypados da fall season de 2008 – com foristas mundo afora especulando se o show teria alguma ligação com Lost, em grande parte alimentado pela escalação de Lance Reddick para um dos papéis principais (em Lost, ele interpreta o misterioso Matthew Abaddon).

A série gira em torno de uma divisão especial da Agência de Segurança Nacional americana – a Fringe Division – dedicada a investigar os casos relacionados ao Padrão, uma cadeia de eventos inexplicáveis que ocorre globalmente, de caráter muitas vezes sobrenatural, fruto do avanço da tecnologia e da ciência. Em suma, é como se o mundo todo fosse um imenso laboratório no qual alguém anda fazendo experimentos.

O time de agentes veio a se formar em meio às investigações de um incidente no voo internacional 627 da Glatterflug, no qual os passageiros do avião foram “devorados” por uma estranha toxina, que dissolveu toda a carne e tecido de seus corpos, deixando apenas os seus esqueletos para trás. O voo consegue aterrisar em segurança devido ao seu piloto automático. Continue lendo »


The Mentalist

janeiro 28, 2009

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Patrick Jane costumava ganhar a vida como um médium. Valendo-se de seus poderes paranormais, ele participava de talk-shows televisivos e entrava em contato com pessoas do além, ao vivo, para transmitir mensagens aos seus entes-queridos ainda vivos. De vez em quando, ele também assistia a polícia na resolução de crimes, contatando as vítimas a fim de obter detalhes sobre seus homicídios.

Não se trata de um show sobrenatural. Muito pelo contrário. Como o próprio Patrick gosta de dizer, ele apenas presta atenção. Pormenores que passariam despercebidos pela maioria das pessoas são facilmente notados por ele. Olhares, gestos, tons de voz, reações. Ele os observa e os analisa, deduzindo e teorizando, assim, os fatos. Ele é tão bom no que faz que ninguém nunca percebeu. Exceto por uma pessoa.

O turning point na vida de Jane veio quando ele se dispôs a auxiliar a polícia na caçada a um assassino em série conhecido como Red John. Um asssassino tão meticuloso e astuto que se encontra sempre a um passo à frente da polícia. Sua marca registrada é uma face sorridente, pintada com o sangue das vítimas, sempre posicionada de tal forma que é a primeira coisa que qualquer um, ao entrar no cômodo do crime, vê. Um prelúdio do que estar por vim. Continue lendo »


Battlestar Galactica

janeiro 21, 2009

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bsg-bannerBattlestar Galactica surgiu como uma resposta televisiva ao sucesso de Star Wars, apresentando uma trama com muitas referências à doutrina mórmon e inspirada na visão do livro Chariots of the Gods?, que especula que a religião e cultura de civilizações antigas foram dadas a esses povos por viajantes espaciais travestidos de deuses. O piloto contou, mesmo para os padrões atuais, com um orçamento enorme (i.e sete milhões). Mesmo com a popularidade do show, a ABC optou por cancelar a atração. Algumas tentativas foram feitas posteriormente para ressuscitar a série, mas todas falharam até a versão reimaginada de Ronald Moore.

Em geral, Battlestar Galactica retrata a tentativa de sobrevivência da raça humana perante a ameaça representada pelos Cylons – na série original, robôs de guerra criados por uma raça há muito extinta; na versão reimaginada, inteligências artificiais criadas pelo próprio homem que se rebeleram – e a busca dos refugiados pela mítica “Terra”, suposta origem dos povos das doze colônias. Continue lendo »


Criminal Minds

janeiro 14, 2009

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Criminal Minds narra os casos de uma equipe forense do FBI especializada em análises psicológicas de criminosos (“profiles”), o B.A.U (a.k.a Behavioral Analysis Unit).

A equipe original consiste de Aaron “Hotch” Hotchner (Thomas Gibson), líder, caracterizado pela sua seriedade; Derek Morgan (Shemar Moore), charmoso e garanhão; Dr. Spencer Reid (Matthew Gray Gubler), dotado de uma assombrosa genialidade (e proporcional inaptidão social); Elle Greenaway (Lola Glaudini), especializada em crimes de caráter sexual; Jennifer “JJ” Jareau (AJ Cook), relações-públicas e porta-voz da equipe; Penelope Garcia (Kirsten Vangsness), a nerd do show, responsável pelo backup tecnológico e informacional; e, por fim, Jason Gideon (Mandy Patinkin), o verdadeiro protagonista (os mais aficcionados por séries se lembrarão dele como Rube Sofer da finada comédia Dead Like Me). Continue lendo »


Dead Set

dezembro 24, 2008

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Em Dead Set, minissérie britânica de cinco episódios, acompanhamos a luta por sobrevivência de um grupo de pessoas a um apocalipse zumbi, porém num contexto inusitado: os ditos sobreviventes são os participantes do Big Brother inglês (!!!), os quais, inicialmente, mostram-se completamente alheios ao pandemônio a ocorrer no resto do país devido ao isolamento em que se encontram. Tratam-se de Space (Adam Deacon), Patrick (Andy Nyman), Marky (Warren Brown), Angel (Chizzy Akudolu), Grayson (Raj Ghatak), Pippa (Kathleen McDermott), Veronica (Beth Cordingly) e Joplin (Kevin Eldon), o participante mais impopular da casa, apelidado de “Gollum”. Continue lendo »