Os Botões de Napoleão – Jay Burreson e Penny M. Le Couteur

fevereiro 10, 2009

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Qual a importância verdadeira da Química na nossa sociedade? Por que esse curso ainda existe? Será que já não inventamos tudo que tem que ser inventado? Será que alguma coisa teria sido diferente se uma molécula ou outra não tivesse sido descoberta?

Os Botões de Napoleão

A resposta para estas perguntas estão nesse pequeno livro. Os autores dissecam em 17 curtos capítulos a importância de algumas moléculas e o que seria da nossa sociedade sem elas.

O título se refere à desastrosa campanha de Napoleão na Rússia. Lembram? Frio, fome, morte… Pois é… O maior exército da Europa foi derrotado por um inimigo invisível… E há teorias que propõem que o frio foi ajudado pelos botões de estanho, incapazes de permanecer inteiros no frio… Imagina só, você com seu mosquete, seguindo seu sargento, quando suas calças caem. E seu casaco abre. E não, você não está afim de manter relações com seu superior, mas seus botões simplesmente não estão mais lá. Como aguentar o frio com calças caindo e casacos não fechando?

Outra molécula que o livro explora é o ácido cítrico. Por décadas, as navegações perderam homens ao escorbuto. Claro, não tinha como manter comida fresca a bordo, não sem geladeiras e com ratos por todo lado… Passando meses à base de bolachas e carne seca, não tinha como evitar a perda de dentes, ocasionada por gengivas enfraquecidas e outras consequencias do escorbuto.

Dentre as moléculas que o livro aborda, estão capsaicina (responsável pelo “sabor” da pimenta), seda, sal, explosivos, náilon e diversos corantes. Todos responsáveis por alguma mudança na nossa vida, pequena ou não.

Um prato cheio pra quem se interessa por química, e PROMETO, leitura leve. Os conceitos químicos necessários para a compreensão estão todos explicados na introdução.


Semicondutores

outubro 5, 2008

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Muita gente deve ter ouvido a notícia de que a primeira fábrica brasileira de semicondutores iria se instalar em São Carlos(interior de São Paulo) nos próximos anos. E desses que ouviram, uma boa parte deve ter dito “Semi-O-QUÊ?”, até que alguém explicou que a fábrica faria chips para cartões de banco e de transporte.

Mas, se a fábrica vai fazer esses chips, o que são os tais “semicondutores” que tão levando a fama?

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O Destino da Ciência

setembro 28, 2008

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O mundo nunca foi tão complicado quanto é hoje. E nunca se entendeu tanto o modo como ele funciona. O futuro guarda ainda mais descobertas e espera-se encontrar as respostas para as perguntas que atormentam o homem desde quando ele parou para pensar: “De onde viemos?”, “Para onde vamos?”, “Deus existe?”…

Químicos, Biólogos, Físicos, Matemáticos, Sociólogos… São tantas pessoas que trabalham e/ou estudam ciência, que até podemos nos confundir. Neste post, eu vou divagar sobre os feitos das ciências EXATAS, ou seja, nada de teorias socialistas e devaneios psicológicos.

Não restam dúvidas que muitas descobertas nos trouxeram para onde estamos hoje. Não fosse a descoberta de que sementes + terra fértil + água = planta nova, o homem não teria deixado de ser nômade e, eventualmente, não existiriam vilas e cidades.
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A Bula do Amor – Parte 2

setembro 21, 2008

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Ai…É O AMOOOOOOOOOOR! (Zezé de Camago & Luciano)

Esse amor, místico, inexplicável, às vezes espiritual, outras apenas físico, mas com uma força capaz de mudar nossos rumos. A idéia não é discutir a magia do amor, mas abordar o amor do ponto de vista bioquímico: os compostos químicos que atuam sobre o nosso corpo e nos transmitem todas as sensações e comportamentos que associamos a esse sentimento.

Semana passada entregamos os “culpados” por nossas “paixonites” e traduzimos quimicamente uns dos sonetos mais famosos de Camões. Descobrimos que o amor não passa de uma série de reações químicas que atuam diretamente no nosso cérebro (confiança, crença, prazer). Se você não leu a primeira parte desse artigo, trate de conferir aqui. E como prometido, seguiremos com a segunda parte da nossa Bula do Amor! Leia o resto deste post »


A Bula do Amor – Parte 1

setembro 14, 2008

Pra variar você está na biblioteca estudando, ou na lan house checando o fórum OMG, indo pra faculdade, no ônibus… mas de repente seus olhos se encontram… Você disfarça, olha de novo… Sente aquele arrepio, fica vermelho, o coração acelera, as mãos ficam suadas e acaba se entregando.

No primeiro encontro, antes do beijo, a boca fica seca, você fica confuso, não sabe o que dizer, as pernas ficam meio bambas, a respiração difícil e esquece todos os compromissos da agenda. O mundo fica em silêncio enquanto espera aquele telefonema, aquele perfume surge no ar quando a gente menos espera… Quem aqui nunca sentiu algo parecido?

Ah….. A Química é linda!

“Hã??!… A química?!”

É isso aí! A Química! A Química do amor! Todas essas sensações, angústias e prazeres, não passam de algumas reações químicas no nosso corpo. A ciência consegue transformar aquele amor, aquele sentimento inexplicável, aquele fogo que arde e não se vê, aquela ferida que dói e não se sente… em números, equações químicas e estatísticas! Mas fica tranquilo, ainda assim, o amor é lindo! (L)

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O Método Científico

setembro 7, 2008

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Todos concordam que a ciência funciona (ou pelo menos a maioria das pessoas concorda). Mas como exatamente ela funciona?

A ciência, segundo Carl Sagan (conhecido astrônomo e divulgador de ciência americano), é muito mais uma maneira de pensar do que um grupo de conhecimentos. Essa maneira maneira de pensar é o que chamamos de “Método Científico”. Ao ouvir o nome, creio que a primeira coisa na qual as pessoas pensam é em pessoas de jaleco branco dentro de um laboratório olhando águas coloridas borbulhando, ou vendo qualquer coisa em um microscópio. Mas o método científico é simplesmente um modo de pensar, e pode ser aplicado em outras áreas da vida.

O “passo zero” do método é a observação. O que está ocorrendo? Podem ser coisas triviais, como “existem nuvens no céu”, até nem tão triviais assim, como “existem determinadas partículas elementares no nível do mar”. Mas o segredo está na fase seguinte, a pergunta. Uma coisa que deve ser inerente ao ‘pensador-cientista’ é a curiosidade, é querer entender os comos e os porquês e a pergunta serve justamente para especificar o que queremos saber. Então temos que perguntar “Por que as nuvens estão no céu? Como se dá sua formação?”, ou “como aquelas partículas elementares podem existir ao nível do mar, se seu tempo de decaimento é menor do que o necessário para chegar ali?”.

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Amazônia: Mitos, Verdades e Problemas

agosto 31, 2008

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O Mito

Quem nunca ouviu que a Amazônia é o pulmão do mundo? Que suas arvores absorvem o dióxido de carbono (o vilão do efeito estufa) e liberam nosso tão precioso oxigênio, enquanto fazem fotossíntese? Bem, essa última afirmação realmente está correta, mas esse oxigênio liberado está longe de servir pra garantir bons níveis da atmosfera.

A consciência ambiental que surgiu há algumas décadas atrás (devido ao empurrãozinho da Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em Estocolmo e até mesmo mais tarde com a RIO-92) trouxe muitas noções equivocadas, principalmente sobre a Amazônia.

A Verdade

A Amazônia é uma comunidade clímax, ou seja, atingiu seu nível máximo de desenvolvimento e equilíbrio. A floresta sobrevive pelo seu complexo sistema de reciclagem: as árvores usam o gás carbônico liberado pela respiração dos organismos para a fotossíntese e libera oxigênio, que além de ser usado novamente pelas árvores no processo de respiração celular (afinal, elas produziram o alimento na fotossíntese e agora têm que consumí-lo!) também é usado pelos organismos. O mesmo sistema de reciclagem vale também para os nutrientes, uma vez que a Amazônia apresenta um solo ácido, arenoso e muito pobre, o que faz que a região seja inviável para agricultura. Tudo que a floresta produz ela também consome.

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