A Espada na Pedra

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Ler é algo que depende bastante do estado de espírito do leitor. E certos livros deixam isso ainda mais na cara. A Espada na Pedra é um deles, e eu já explico por que.francis_espadanapedra

Este livro é o primeiro volume da série ‘Único e Eterno Rei’, que conta (novamente) a história do Rei Arthur. Escrito por Terence Hanbury White (mais conhecido como T. H. White) e publicado em 1938, é talvez uma das mais conhecidas e divulgadas versões das lendas arturianas graças ao desenho da Disney ‘A Espada Era a Lei’.

A história mostra o início da vida do Rei Arthur, ou de Wart, como ele é chamado aqui. O futuro rei (e não, isso não é um spoiler) é mostrado sendo criado como filho bastardo de um senhor de terras do interior da Bretanha, junto de seu ‘irmão’ Kay. É nessa época que ele conhece o mago Merlin, que se torna tutor dos dois jovens. Esse Merlin é bastante peculiar, pois além de possuir o dom da visão (no sentido místico) e saber fazer todo tipo de magias, ele vive no sentido contrário do tempo, e graças a isso ele faz muitas referências ao mundo ‘atual’, expressões deslocadas no tempo, etc.

A história é centrada nos apredizados de Wart, e termina no clássico momento em que ele retira a Excalibur da pedra. O aprendizado do garoto é todo baseado em viver aventuras, proporcionadas por Merlin. E é aqui que entra aquela parte do estado espírito que eu comentei no comecinho do post. O livro é fantasioso, mas de uma maneira que chegou a me cansar. Boa parte das aventuras de Wart se baseiam em Merlin transformá-lo em algum bicho e soltá-lo no ambiente. Ele se torna formiga, peixe, falcão, pato e texugo e etc. A ambientação é bem acertada, apresentando vários personagens recorrentes na lendas inglesas, como o Rei Pellinnore, e até um deslocado no tempo, mas muito funcional Robin Hood (Wood, no caso).

Porém, o deslocamento no tempo gerou outro ponto que me incomodou no livro. O fato de ele ter utilizado muitas imagens contemporâneas para descrever ou comparar algo ‘de época’. É até compreensível, já que Merlin faz algo parecido, mas mesmo assim é muito estranho que o ‘narrador’ também seja tão anacrônico.

Então, no saldo final, o livro é ruim? De forma alguma. A questão é que você tem que estar preparado para o que vai ler. A fantasia come solta nessa história, e é um livro infanto juvenil. Se for encarado dessa forma, e se o for isso que o leitor estiver procurando, será uma ÓTIMA leitura. Um daqueles livros que é clássico, influenciou bastante os que surgiram depois, e é tido inclusive como a versão ‘definitiva’ dos mitos arturianos. Mas deve ser lido com o espírito de magia que a obra traz.

Uma resposta para A Espada na Pedra

  1. Jacques disse:

    Este é um livro clássico que ainda não tive a oportunidade de ler.
    Parece ser bem interessante e original.
    Valeu.

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