Mp3, Flac e o futuro da distribuição digital

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banner_musicaEm se tratando de método de distribuição, a verdade é uma só: cada vez mais o formato digital (representado pelo mp3) ganha espaço, e tudo indica que o suporte físico (CD) está condenado, se não ao esquecimento e desaparecimento, a ficar restrito a um público de entusiastas de suas qualidades. Mais ou menos como o vinil se apresenta hoje.

A qualidade do áudio permanece como um dos pontos nos quais os defensores do CD se apoiam quando se trata de discutir as vantagens e desvantagens da distribuição digital. Segundo eles, todo e qualquer arquivo digital perde em qualidade de som, se comparada à reprodução feita direto do cd. Quando se trata do Mp3, formato que virou sinônimo de música digital, não poderiam estar mais corretos.

O mp3 pega o material gravado em CD e joga fora freqüências que teoricamente o ser humano não consegue ouvir. Isso diminui bastante o tamanho do arquivo resultante, e facilita a vida de quem não está nem aí pra fidelidade de som, só querendo colocar o máximo de arquivos possível no seu mp3 foston de 2 gigas, comprado a prazo na Americanas. Mas mesmo a compressão em mp3 pode possuir diferença de qualidade de som, tudo dependendo do bitrate em que as faixas foram codificadas. Quanto maior essa taxa, maior a fidadelidade de som, e consequentemente, maior o arquivo resultante. Mesmo assim, independente do bitrate, passar um arquivo para mp3 continua significando perda de qualidade.

ipodSó que, ao contrário do que a maioria pensa, mp3 não é o único formato digital que circula por aí. Formatos como o Flac e o Ape, por exemplo, tentam capturar todos os sons registrados em CD os preservando, gerando arquivos considerados gigantescos por muitos, mas que possuem muito mais qualidade que um mp3 qualquer. O problema que impede uma maior circulação desse material são justamente os aparelhos que tanto ajudaram a popularizar o mp3, como os mp4 (e 5, 6, 7, etc) e o iPod, que não suportam formatos raw (“crus”) como o Flac.

Porém, tudo indica que no futuro esses formatos com maior qualidade ganharão mais espaço e podem se tornar até o padrão da distribuição digital. Isso devido às velocidades cada vez maiores das conexões de banda larga e à expansão da capacidade de armazenamento dos dispositivos portáteis. Se hoje um arquivo de 50 mb para uma música parece um exagero, em breve tende a se tornar algo até pequeno.Muitos devem se lembrar das madrugas perdidas em conexões de 56k para baixar “gigantescos” arquivos de 3 mb. Hoje, um arquivo desses é tranquilamente baixado em segundos.

Ou seja, é só questão de tempo para que o argumento da perda de qualidade perca sua validade, já que tudo aponta para uma facilidade cada vez maior em adquirir arquivos com ótima qualidade de som, sem pra isso precisar ficar horas incontáveis esperando o download terminar.

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