Baltimore e o Vampiro

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Existem histórias que nos fazem lembrar dos bons tempos de histórias de vampiros; nada desses vampirinhos água com açúcar que vemos hoje em dia se debruçando sobre adolescentes com hormônios em fúria. Estou falando daquelas histórias que resgatam o mito do vampiro monstruoso, vingativo e assassino. Baltimore e o Vampiro – Baltimore, the steadfast tin soldier and the vampire, no original – é uma dessas histórias.

Escrita por Christopher Golden, a história começa ao final da Segunda Guerra Mundial. Baltimore é um jovem capitão do exército enfrentando os hessianos. Durante uma investida do batalhão que ele lidera o grupo é emboscado. Após o ataque, Baltimore desperta sobre uma pilha de corpos; os corpos de seus próprios companheiros. Ferido, ele vê a aproximação de várias criaturas, descendo do céu num vôo lento, com o bater de grandes asas de couro.

As criaturas começam, então, a se banquetear com os mortos, logo uma delas, a maior do grupo, percebe que Baltimore está vivo e aproxima-se para finalizar o sofrimento do protagonista. Ele enfrenta a criatura e consegue lhe desferir um golpe que retalha o horrendo ser. Com um grito horripilante a criatura alça vôo, seguida por seu temível séquito, enquanto o capitão perde as forças e se entrega à morte.

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Mas o livro está apenas no início e Baltimore logo desperta em uma enfermaria, onde vários feridos de guerra estão sendo tratados. Mas o sofrimento do protagonista está longe do fim. Em pouco tempo, recebe a visita de um homem sombrio e misterioso. Ao ver a horrenda cicatriz que lhe corta a face, ele percebe que está diante da criatura. Ali, naquela enfermaria afastado do lar, Baltimore é amaldiçoado pela criatura e, com ele, toda a humanidade é condenada por essa horrível maldição.

Seguido por um rastro de dor e morte, perde a perna e vê a maldição se espalhar pelo mundo, a vingança do Rei Vermelho, o vampiro, atingir seu próprio lar. Após ver tudo que amava destruído, entrega-se ao sentimento de vingança e dedica a sua vida a caçar e a exterminar os vampiros, até chegar ao Rei Vermelho.

A história já valeria a pena só por essa premissa, mas é aqui que o talento de Golden nos mostra que é possível ir mais longe. Nesse ponto da história somos apresentados a três homens relacionados ao, agora, Lorde Henry Baltimore. São eles um velho marinheiro chamado Demétrius Aischros; o médico que amputou a perna de Baltimore durante a guerra, Dr. Rose; e um nobre chamado Thomas Childress, amigo de infância do protagonista.

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Os três são reunidos por Baltimore devido a uma misteriosa carta que os manda comparecerem a uma taverna, sem mais nenhuma orientação. Movidos pelo sentimento de amizade e lealdade a Baltimore, para passar o tempo cada homem vai descrevendo o dito cujo de acordo com o período da vida em que o encontraram. Todos conhecem a história sombrio de Baltimore e o Vampiro. Entretanto, o que esses três homens têm em comum é o fato de que todos acreditam nessa história inacreditável. E cada um deles conta seu encontro com o desconhecido, com o verdadeiro mal.

Essas histórias são divididas em pequenos contos, uma para cada coadjuvante. No primeiro conto, Offertorio, ouvimos a história do cirurgião, e de como ele próprio encontrou o mal durante a guerra na forma de um espírito urso.

Em Sanctus, a segunda história, o marinheiro Aischros nos relata o que ouviu do ataque do vampiro à família de Lorde Baltimore e sua transformação no caçador de vampiros implacável. Nesse segundo conto, relata sua passagem por Cigane, uma cidade amaldiçoada, onde ele quase perdeu a própria vida.

A terceira história, Agnus Dei, é a de Childress e sua viagem pela América do Sul, onde encontra um antiga criatura vivendo em um lago e assassinando adultos e crianças. Ao final do conto, Childress e seus companheiros auxiliam o vilarejo a enfrentar a criatura e descobrem sua origem macabra. O último conto, Benedictus, é, na verdade, a conclusão do livro, no qual finalmente o paradeiro de Baltimore e de seu inimigo imortal é revelado. O papel dos três amigos então se descortina e eles devem enfrentar seus piores temores.

Além do texto descritivo e assustador de Golden, o livro ainda traz diversas ilustrações no conhecido estilo de Mike Mignola; sombrio e pertubador. É uma obra recomendada para quem gosta do gênero de terror e uma bela homenagem às velhas histórias de vampiros. Ideal para ler após o crepúsculo.

E para quem ficou curioso, mais uma boa notícia. Baltimore e o Vampiro vai ser adaptado para os cinemas e será dirigido por David Goyer (que já trabalhou com vampiros em Blade: Trinity e escreveu Batman Begins e Batman: The Dark knight). Esse filme promete!!!

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4 Responses to Baltimore e o Vampiro

  1. regentus disse:

    Parece show de bola. Cofre certo.

  2. Ludineia disse:

    Se o livro é legal o filme deve também deve se inesquesivel.
    Adorei a imagem é os efeitos especias irei se fã de carterinha !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!BJS……………..TCHAU………..ATÉ MAIS !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Ludineia disse:

    Gostaria de assistir um trecho do filme a parte em que o vampiro apareci.O que passou em sua cabeça quando escreveu essa parte????????????????????????????????????bjs………

  4. thiago_rt disse:

    Tinha acabado de ler o livro e pensei que podia ter um filme.

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