Preacher

fevereiro 28, 2009

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Preacher HC

O que se passa na mente de Garth Ennis? Essa é uma pergunta que sempre me faço quando me deparo com um novo trabalho do escritor. Após ler Punisher Max, The Boys (que, aliás, também tem um artigo no blog – aqui) e Preacher, chego à conclusão – ou melhor, à impressão – que seu pai era um religioso fanático que o abusava vestido como o Super-Homem; talvez só assim para explicar o asco que o irlandês parece nutrir por determinados tópicos, como o mito dos super-heróis (desconstruído violentamente em The Boys) e o cristianismo (caso deste Preacher), adornados por um sagaz humor-negro e ironia.

Em Preacher, acompanhamos a jornada do reverendo Jesse Custer, sua namorada Tulipa O’Hare e seu amigo Cassidy em busca de Deus. Mas não se trata de uma jornada espiritual. Eles estão literalmente à caça do Todo Poderoso, que fugiu do Paraíso devido ao nascimento de Gênesis – um híbrido de anjo/demônio cujo poder rivaliza com o do próprio Criador – que reside dentro de Jesse.

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No primeiro arco de histórias, Gone to Texas, somos introduzidos aos personagens e às suas respectivas histórias: Jesse é um reverendo numa cidade interiorana que eventualmente explode devido à hipocrisia das pessoas, que usam a religião apenas como mera desculpa para tirar pesos da consciência; Tulipa surge em cena alvejando o que parecem ser executivos numa limusine, mas o atentado não ocorre como o esperado e ela logo se vê caçada pelos mesmos. Enquanto corre pela vida, depara-se com Cassidy na sua caminhonete, tenta roubar-lhe o veículo, mas ele não se sente intimidado; ao invés disso, ele lhe dá uma carona.

Concomitantemente a esses ventos mundanos, acompanhamos o desespero passado pelos Adephi – os anjos que sentam à esquerda do trono de Deus – perante a fuga de Gênesis, um híbrido resultante do cruzamento entre um Serafim (arcanjos que sentam à direita do trono de Deus) e um demônio. O ser, de tão poderoso, foi posto em isolamento e sob os cuidados dos Adephi. Posteriormente, ansiando por uma consciência plenamente desenvolvida com a qual mergir e, portanto, evoluir/amadurecer, consegue escapar, indo ao encontro do Reverendo Custer durante um dos seus sermões. Continue lendo »

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O corajoso mercado de games para download

fevereiro 26, 2009

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games

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Se você é brasileiro gamer que se preze, alguma vez na vida você jogou Counter-Strike. Se fez isso há menos de 500 anos, deve ter se deparado com uma ferramenta desenvolvida pela Valve chamada Steam. Em um dado momento, a Valve, marota que só ela, percebeu que o Steam possui um enorme potencial para vender títulos online, e o que começou como uma venda de seus próprios jogos acabou se transformando em uma verdadeira loja virtual de games de diferentes produtoras. Hoje, com sua conta no sistema, você pode comprar até títulos recentes como F.E.A.R. 2 e Dawn of War 2.

Esses títulos, porém, ainda podem ser encontrados em lojas físicas, em cd/dvd e, enfim, você pode comprá-lo pela internet devido à praticidade, assim o baixando – e podendo fazê-lo quantas vezes quiser pelo steam – ou, então, pode ir até a loja e comprá-lo, para instalar quantas vezes quiser. O que surgiu, porém, com o advento da Xbox Live Arcade, da Microsoft, foram jogos EXCLUSIVOS para o serviço web. Ou seja, não adianta procurar, você não achará nas lojas físicas. Não demorou muito para a Sony lançar serviço semelhante na Playstation Network e a Nintendo correr atrás do prejuízo com os seus Wiiwares, todos hoje com títulos exclusivos online e, em alguns casos, exclusivos só pra um dos serviços. Tudo em nome da concorrência.

E – o que foi iniciado como uma série de jogos de produtoras independentes que tentavam a sorte em um mercado altamente concorrido, buscando uma faixa de preço inferior e reduzindo custos ao máximo para conseguir atingir esse preço – acabou se tornando um mercado visado também por empresas maiores, com investimentos maiores. É o caso da Capcom, que lançou a continuação da sua famosa franquia Megaman exclusivamente nos serviços online. Ou seja, por mais que você queira, você não terá, pelo menos por enquanto, Megaman 9 nas mãos, a menos que você segure o HD do seu video game! (ótima essa piada, não?)

Mas, quanto exatamente representa esse mercado de downloads? Afinal, deve ser uma baita novidade que tá detonando em vendas, pra Capcom querer cair de boca nele, não é verdade? Bem… não é não. O mercado combinado da Nintendo, Sony e Xbox360 para produtos de aquisição exclusiva por download representa atualmente pouco menos de 1% das vendas totais de games. Ou seja, em comparação aos jogos que podem ser comprados em lojas físicas, ainda que tenham versão online. Pelo menos é o que diz o analista Piers Harding-Rolls, da Screen Digest. Continue lendo »


Dexter – A Mão Esquerda de Deus

fevereiro 25, 2009

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Dexter Morgan é um educado lobo vestido em pele de ovelha. Ele é atraente e charmoso, mas algo em seu passado fez com que se transformasse numa pessoa diferente. Dexter é um serial killer. Na verdade, é um assassino incomum que extermina apenas aqueles que merecem. Ao mesmo tempo, trabalha como perito da polícia de Miami.
(Sinopse do livro)

A maioria das pessoas conhece Dexter devido à série de TV do Showtime – que conta atualmente com três temporadas, com mais duas prometidas – mas o que poucos sabem que o programa é, na verdade, baseado numa série de romances policiais do escritor Jeff Lindsay. A primeira temporada em particular, foi uma transposição quase fiel do primeiro livro, Darkly Dreaming Dexter, recentemente lançado em terras tupiniquins com o título Dexter – A Mão Esquerda de Deus, pela editora Planeta. Continue lendo »


Série Outlander

fevereiro 24, 2009

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Se você soubesse o que vai acontecer, tentaria mudar o futuro? É esta pergunta que Claire Randall se faz quando se vê 200 anos no passado, encarando de frente uma revolução que, ela sabe, dizimará os clãs escoceses.

Mas eu estou me adiantando.

Esta série incrível, escrita pela americana Diana Gabaldon, já se encontra no seu sexto livro – lá fora. Aqui no Brasil, a Editora Rocco (mesma da série Harry Potter) publicou ano passado o quarto volume da série. E a palavra VOLUME não foi escolhida ao acaso: cada livro da série tem mais de 700 páginas… São tantas páginas por livro, que a partir do terceiro, eles são lançados em duas partes, cada uma com suas 500 páginas.

Então antes de falar mais da série, estejam avisados. Tem que gostar demais de ler, para não se cansar das constantes reviravoltas de tirar o sono, e não desistir no meio. Continue lendo »


81ª Edição dos Prêmios da Academia (OSCAR)

fevereiro 23, 2009

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A cerimônia da Academia sempre foi luxuosa, engraçadinha e cheia dos mesmos protocolos. Esse ano, no entanto, foi decidido uma repaginação. Novos roteiristas entraram em ação (sim, os discursos são todos pré-definidos), a produção ficou mais enxuta e finalmente, depois de anos prometendo, conseguiram diminuir, pelo menos um pouco, o tempo de todo o show.

Hugh Jackman não precisou criar e improvisar diversas piadas com os presentes para poder tirar risadas. Primeiramente introduziu uma nova abertura com dança e música – que viria a ser o ponto alto da noite – com os grandes destaques da festa. Em outra cena de dança gritando a plenos pulmões que os musicais estavam de volta. Se a academia queria rejuvenescer ou dinamizar, encontrou um modelo perfeito: MTV Movie Awards. Esquete substituindo apresentadores (Pinaple Express), participação no meio da platéia (e o público que estava mais perto) e mudanças de cenário. Também foram retirados os clipes durante a cerimônia mostrando os cinco melhores do ano e colocando, dividido por gênero, todos os filmes lançados em 2008 (muitos que nunca seriam indicados ao Oscar).

A apresentação dos prêmios de melhor ator, atriz e seus coadjuvantes também foi inovada, dessa vez cinco padrinhos para fazer um pequeno discurso sobre o indicado. E devo dizer que o discurso dirigido a Anne Hathaway foi emocionante. A vencedora, Kate Winslet, deu um discurso categórico: “Desculpe, Meryl, você vai ter que engolir isso!”. Heath Ledger levou seu prêmio póstumo, ovacionado de pé e com discursos de seus pais e irmã. Quem ficará com a estatueta ainda é dúvida.

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[Semana OMG #15] Escola de Samba Libertadores de Israel Corporation!

fevereiro 22, 2009

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Semana OMG

Bom dia, boa tarde ou boa noite, caro leitor do Semana OMG. Domingão feliz e tranquilo, em pleno carnaval. Escolas de samba fazem preparativos, pessoas fantasiadas dão seus pulos pelo nordeste e outros malucos dançam créu (ou seja lá qual for a música tema desse ano) em avenidas cheias de gente por todo o país desde ontem. Mas, como esse é um blog nerd, eu imagino que você não tenha nada desse tipo planejado para esses dias de folia. E se tiver, você pode ir pros comentários me explicar o que diabos está fazendo por aqui.

Voltando a programação normal, vocês já devem saber qual foi o assunto que esteve presente durante essa semana. Foram trilhões de notícias sobre escolas de samba, trios elétricos, blocos de carnaval e tudo mais que você pode imaginar. Como eu imagino que vocês devem estar saturados de ouvir esse tipo de coisa, joguei tudo que diz respeito ao tema carnavalesco e decidi focar em outras coisas mais interessantes, que acabaram ofuscadas no meio de tanta notícia. Primeiro, temos o desdobramento de duas notícias que já apareceram por aqui.

O pessoal de Israel (que até esses dias estava criando um estacionamento na Faixa de Gaza) resolveu reorganizar seu governo. Shimon Peres, presidente de Israel, colocou o chefe do partido Likud para trabalhar e e formar o novo governo do país. Benjamin Netanyahu (conhecido como Bibi Netanyahu) obteve o apoio de 65 dos 120 deputados e a aprovação da líder do partido Kadima, Tzipi Livni. Agora, Bibi tem um prazo de seis semanas para formar o novo governo de coalizão e virar premiê. Os palestinos dizem que vão tratar com o governo enquanto ele estiver comprometido com a paz. Veremos até quando eles não se estranham de novo.

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Minority Report: A Nova Lei

fevereiro 21, 2009

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minority-report1Lançado na mesma época que o filme homônimo estrelado por Tom Cruise, Minority Report: A Nova Lei traz uma coletânea de contos de Philip K. Dick, conhecido por suas histórias futuristas, em que tecnologia e homem convivem de forma natural, mas não necessariamente amistosa.

O conto que inspirou o filme ocupa pouca parte das 368 páginas do livro, e apresenta diferenças relevantes – tanto de duração quanto de desenvolvimento – em relação à produção cinematográfica. Fica evidente que Steven Spielberg e sua equipe simplesmente se inspiraram no conto e pegaram alguns de seus elementos e, a partir de algumas premissas básicas, criaram um universo diferente daquele descrito por Philip K. Dick.

Os outros contos presentes no livro são: “Podemos Recordar Para Você Por Um Preço Razoável” (que serviu de inspiração para o filme O Vingador do Futuro), “Jogos de Guerra”, “O Que Dizem os Mortos”, “Ah, Ser um Bolho”, “A Formiga Elétrica”, “A Fé dos Nossos Pais”, “Segunda Variedade” e “Impostor”.

A qualidade varia de conto para conto, mas duas características se mantêm constantes: a narração concisa e direta e o foco nos personagens, não na tecnologia. K. Dick torna, aqui, a tecnologia futurista um elemento de apoio para seus personagens, nunca a tornando o foco da narração em si, como é comum encontrar em escritores de ficção científica menos competentes que se preocupam mais em descrever aparelhos super complexos do que desenvolver personagens que convençam o leitor de que aquilo que está sendo narrado é possível.