The Mentalist

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Patrick Jane costumava ganhar a vida como um médium. Valendo-se de seus poderes paranormais, ele participava de talk-shows televisivos e entrava em contato com pessoas do além, ao vivo, para transmitir mensagens aos seus entes-queridos ainda vivos. De vez em quando, ele também assistia a polícia na resolução de crimes, contatando as vítimas a fim de obter detalhes sobre seus homicídios.

Não se trata de um show sobrenatural. Muito pelo contrário. Como o próprio Patrick gosta de dizer, ele apenas presta atenção. Pormenores que passariam despercebidos pela maioria das pessoas são facilmente notados por ele. Olhares, gestos, tons de voz, reações. Ele os observa e os analisa, deduzindo e teorizando, assim, os fatos. Ele é tão bom no que faz que ninguém nunca percebeu. Exceto por uma pessoa.

O turning point na vida de Jane veio quando ele se dispôs a auxiliar a polícia na caçada a um assassino em série conhecido como Red John. Um asssassino tão meticuloso e astuto que se encontra sempre a um passo à frente da polícia. Sua marca registrada é uma face sorridente, pintada com o sangue das vítimas, sempre posicionada de tal forma que é a primeira coisa que qualquer um, ao entrar no cômodo do crime, vê. Um prelúdio do que estar por vim.

Patrick Jane (e a assinatura do Red John logo atrás)

Num programa de entrevistas, Jane o ridiculariza, e John, insatisfeito e ciente de que Patrick não passa de uma farsa, vinga-se da maneira mais cruel possível: numa noite, ao chegar em casa, Jane se depara com um bilhete na porta do seu quarto, escrito pelo próprio. Quando adentra no quarto, o que ele vê lhe gela a alma: um smile grande e vermelho. Red John chacinara a sua esposa e filha, como punição pela sua impetulância. Desde então, Patrick se tornou colaborador em tempo integral da polícia, na esperança de um dia achar o assassino de sua família.

Apesar do que pode soar como uma premissa deveras sombria, a série é, na verdade, bastante lighthearted e case-driven, isso é, cada episódio apresenta uma trama independente das demais (praxe do gênero), mas com histórias aqui e acolá com alguma relação ao Red John.

Simon Baker, intérprete do dito mentalista (sim, esse termo existe, vide wiki), mostra-se à vontade no papel, entregando uma interpretação vívida e carismática, o fator-chave para o sucesso estrondoso do seriado (que será abordado no fim do texto). Seu Patrick Jane é uma alma transtornada que esconde seu tormendo interno com caras e bocas, sorrindo constantemente (lembrando, ironicamente, a própria logomarca do Red John). Ele não almeja a justiça, mas a vingança. Sua fúria é domada, quase racional.

Cho, Lisbon, Rigsby e Jane (Van Pelt ausente)

A equipe (esquerda pra direita): Cho, Lisbon, Rigsby e Jane (Van Pelt ausente)

Além dele, o programa conta com uma competente gama de coadjuvantes que, se não ofuscam o brilho do seu protagonista, também não atrapalham. São eles Teresa Lisbon (Robin Tunney), a chefe do departamento e também mais próxima de Jane (i.e um possível par romântico); Kendall Cho (Tim Kang), oriental mal-encarado (o que é apenas aparência) e encarregado da maioria dos interrogatórios (isso é, até Patrick resolver intervir); Wayne Rigsby (Owain Yeoman), especialista em incêndios e afins, servindo como alívio cômico do show, e (romanticamente) interessado na outra mulher do programa, a senhorita Grace Van Pelt (Amanda Righetti), a novata do grupo, geek, crente, boa em esportes e só Deus sabe o que mais, que também nutre sentimentos por Owain – mas que se recusa a ceder a eles por medo de prejudicar a própria carreira com isso.

O aspecto mais intrigante sobre o show, todavia, trata-se justamente do seu sucesso. The Mentalist é o fenômeno da temporada, com índices de audiência cada vez mais monstruosos, contrariando o paradigma atual de queda generalizada nas audiências. O piloto abocanhou pouco mais que 15 milhões de telespectadores, números excelentes, mas que cuja tendência eram diminuírem, passado o efeito de novidade. Não foi isso que aconteceu. Red Hum, décimo-segundo episódio, por exemplo, mesmo enfrentando a concorrência acirrada do American Idol obteve 18 milhões de telespectadores (e o episódio anterior a esse, 19.5 milhões).

A CBS, de tão satisfeita, optou por exibir um episódio inédito da série após a partida da American Football Conference, ocorrida no último Domingo, cuja expectativa de público era na casa 30 milhões de telespectadores. O jogo atraiu 40 milhões de pessoas, das quais 15 milhões permaneceram no mesmo canal para assistir ao dito episódio. Números inferiores que o corriqueiro, sim, mas a audiência qualificada (i.e telespectadores entre 18 e 49) foi significativamente maior que o usual, o que pode vir a se refletir em episódios vindouros.

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5 Responses to The Mentalist

  1. Edu disse:

    Adoro The Mentalist, atualmente é a única série que acompanho fervorosamente. O que mais me chama a atenção é a atuação do Simon Baker. Putz, Patrick Jane é um dos personagens mais bem interpretados ever (IMO) na TV. É bem legal também ver como os pequenos detalhes que ele observa têm fundamental importância, e o modo como ele os usa para solucionar os casos.

  2. Ana disse:

    Adoro the mentalist, em especial a atuação de Simon Baker. O cara é d++!!! A estoria escrita por Bruno Heller é uma das mais intrigantes que ja vi, só posso acrescentar que o cara eh um genio!!!

  3. […] remetendo, de certa forma, a uma versão mais modesta e impulsiva de Patrick Jane, protagonista de The Mentalist. Ele rapidamente percebe que Snowtown é diferente, visto que em uma semana de trabalho na cidade […]

  4. […] remetendo, de certa forma, a uma versão mais modesta e impulsiva de Patrick Jane, protagonista de The Mentalist. Ele rapidamente percebe que Snowtown é diferente, visto que em uma semana de trabalho na cidade […]

  5. Nina Gorayeb disse:

    Concordo com a Ana e o Edu sobre a atuação de Baker, é simplesmente incrível! Ele faz toda a diferença no seriado!
    O roteiro é incrível, só acho que devia ter mais ganchos durante os episódios sobre o caso Red John. Mas não faz diferença, porque ficamos entretidos mesmo sem ele.
    Eu que não costumo ver tevê, fico surpresa a cada episódio.
    Ah Ana, também acho o Bruno Heller um gênio! =)

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