Frameshift

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O Frameshift é o mais conhecido – e quiçá o mais bem-sucedido musicalmente – projeto solo do talentoso multi-instrumentista Henning Pauly, advindo da (desconhecidíssima) banda de metal progressivo Chain. Apesar do seu anonimato, ele conseguiu a proeza de reunir nesse side-project um cast impecável de cantores – o que é devidamente justificado quando se observa o material.

Henning Pauly, o manjador

Henning Pauly, o manjador

Já no debutUnweaving the Rainbow – ele contou com uma figura ilustre nos vocais: James LaBrie, do Dream Theater. Nesse álbum, Pauly demonstra suas skills líricas ao desenvolver um trabalho conceitual baseado nos trabalhos científicos de Richard Dawkins, envolvendo evolução, vida, criação e genes. Escrever canções inteiras sobre cadeias de DNA é para poucos, convenhamos. Musicalmente, é bem leve e de ritmo lento, com alguns momentos sinfônicos aqui e ali (Message from the Mountain, por exemplo), e com um estupendo trabalho vocal do LaBrie, alcançando – e alternando entre, com maestria – tons altos e baixos, além de imprimir bastante emoção nas músicas.

A arte monocromática de Unweaving the Rainbow.

A arte monocromática de Unweaving the Rainbow.

Todavia, é o álbum seguinte, An Absence of Empathy, o meu favorito: outro trabalho conceitual, desta vez, discorrendo sobre a natureza da violência e suas múltiplas facetas, como o bullying escolar, passando por assassinatos a guerras territoriais e políticas. As músicas são todas cantadas em primeira pessoa e mostram o ponto-de-vista do agressor, tornando algumas delas bem macabras, como This Is Gonna Hurt, que narra a tortura de uma inocente por um maníaco.

Nesse caso, o vocalista não é ninguém menos que Sebastian Bach, conhecido ex-vocalista do Skid Row e que teve um álbum lançado há algum tempo que contou com a participação ilustre de Axl Rose. Aqui, ele é a estrela absoluta do álbum, entregando uma interpretação espetacular, modulando a sua voz conforme exigido pelo contexto – ora suja e intensa, ora cristalina e serena. Ele não chega a se aventurar com guturais, mas nos momentos mais intensos ele assume um tom bastante grave, digno de um viking enfurecido e sob drogas.

A arte de An Absence of Empathy, refletindo o seu conteúdo.

A arte de An Absence of Empathy, refletindo o seu conteúdo.

Infelizmente, desde o lançamento do CD, os dois se encontram brigados, disputando a autoria das letras (o que só demonstra o quão boa elas são!).

Atualmente, Henning se encontra trabalhando num novo álbum, intitulado God Delusion, muito provavelmente, referência ao livro de mesmo nome de Dawkins (no Brasil, nomeado Deus, Um Delírio). Os vocalistas já são conhecidos, tratando-se de Dan Swanö (renomado artista da cena black metal, com participação em um zilhão de bandas diferentes) e Magali Luyten (das bandas Beautiful Sin e Virus IV, porém mais conhecida pela sua participação no último álbum do Ayreon, 01011001, como uma dos Forever).

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