The Boys

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Super-heróis. Defensores dos fracos e oprimidos. Salvaguardas da Justiça. Projeções do melhor que a Humanidade tem a oferecer. Honrados e justos. É assim como a maioria das pessoas enxergam os super-heróis. Mas não Garth Ennis. Ele repudia o conceito de super-heróis e expõe seu asco por eles sempre que possível (vide suas últimas histórias para o Justiceiro do selo Knight). E The Boys trata justamente disso. A HQ retrata os super-heróis sob o ponto-de-vista (nada favorável) do Ennis, valendo-se de bastante ironia e humor negro.

Em The Boys somos apresentados a um mundo paralelo, contemporâneo ao nosso, mas com uma pequena diferença: super-heróis. Eles existem e atuam ao seu bel-prazer, pois governo algum tem culhões para enfrentá-los. Para o público, eles refletem os ideais que já estamos habituados, mas, por detrás de todo o marketing, eles se mostram mesquinhos, arrogantes, prepotentes, violentos e hipócritas. São pessoas outrora ordinárias que devido aos poderes e influência obtidos têm seus egos inflados e os piores defeitos maximizados.

Homelander, o maior dos super-heróis, e a novata Starlight.

Homelander, o maior dos super-heróis, e a novata Starlight.

É nesse contexto em que somos apresentados aos The Boys do título, um grupo de pessoas patrocinadas pelo governo americano cujos membros sentem um ódio bastante pessoal pelos vigilantes, liderados por Billy “Butcher”. Anos antes do começo da série o dito grupo foi desfeito por razões ainda não reveladas, e nas primeiras edições acompanhamos o senhor Butcher reunir a sua antiga equipe novamente e a buscar por um substituto a um deles, o qual teve as suas netas assassinadas devido ao seu envolvimento com a equipe.

O tal substituto nos é apresentado logo na primeira edição; trata-se do escocês Hugh Campbell, cuja namorada foi morta como conseqüência do discuido de um super-herói, A-Train, dotado de velocidade sobre-humana, que a fez acidentalmente ser esmagada por um vilão. O caso é abafado e Campbell assina um documento garantindo que ele não irá tomar ações legais, seja contra o super-herói, seja contra o governo.

Fatidico momento que muda a vida de Campbell para sempre.

Fatídico momento que muda a vida de Campbell para sempre.

Além de Campbell e Butcher, a equipe conta com mais três integrantes; The Frenchman, um francês maluco extremamente violento e perigoso, apesar da aparência; The Female, jovem de aparência oriental, calada e reservada, porém verdadeiramente psicótica; e The Mother’s Milk, vulgo MM’s, segundo-em-comando e o único do grupo que ainda deposita alguma fé nos super-heróis.

Frenchman, Butcher, Campbell, The Female e Mother's Milk.

Os Garotos, em sentido anti-horário: Frenchman, Butcher, Campbell, The Female e Mother's Milk

The Boys começou a ser publicada pelo selo Wildstorm, no entanto, devido ao forte tom anti-heroístico presente na obra, a DC se sentiu desconfortável com o título e o cancelou, ainda que ele contasse com fortes vendas. Num exemplo raro de bom-senso vindo da Distinta Concorrência, Ennis foi permitido levar o título à outra editora, e o seu desenhista e co-criador, Darick Robertson, também recebeu o aval da DC para trabalhar no título fora da editora, com a qual ele tem firmado um contrato de exclusividade.

Em 2008, a série foi indicada a um Eisner Award para Best Continuing Series, assim como a um GLAAD Media Award. Atualmente, a Columbia Pictures está cuidando de uma adaptação cinematográfica da HQ, com os roteiristas de Aeon Flux Matt Manfredi e Phil Hay trabalhando no roteiro, sob produção de Neal H. Moritz, cujos créditos incluem Velozes & Furiosos, xXx, Eu Sou a Lenda, dentre outros.

5 respostas para The Boys

  1. Cauê disse:

    muito foda essa revista !

  2. […] do escritor. Após ler Punisher Max, The Boys (que, aliás, também tem um artigo no blog – aqui) e Preacher, chego à conclusão – ou melhor, à impressão – que seu pai era um religioso […]

  3. […] do escritor. Após ler Punisher Max, The Boys (que, aliás, também tem um artigo no blog – aqui) e Preacher, chego à conclusão – ou melhor, à impressão – que seu pai era um religioso […]

  4. wagner disse:

    mais uma das historias imbecis de gath ennis,um dos escritores mais chatos da historia.

  5. […] do escritor. Após ler Punisher Max, The Boys (que, aliás, também tem um artigo no blog – aqui) e Preacher, chego à conclusão – ou melhor, à impressão – que seu pai era um religioso […]

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