Resident Evil: Degeneration

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Ainda que relativos sucessos de bilheteria, é inegável que a trilogia de Paul W.S Anderson decepcionou a imensa maioria dos fãs de Resident Evil. O primeiro filme, devido à ambientação familiar e às inúmeras referências aos jogos, ainda conseguiu agradar a alguns; os demais, todavia, deturparam completamente a mitologia da série, chegando ao ponto de envolverem super-poderes (!), sendo universalmente execrados, tanto pelos fãs do jogo quanto por qualquer um com o mínimo de senso crítico.

A Capcom, produtora do jogo, é parcialmente culpada por isso, pois os filmes foram feitos com o seu aval. Ciente da insatisfação dos fãs – e possivelmente animada com os resultados obtidos pela Squarenix com Advent Children – ela produziu este Resident Evil: Degeneration. Cronologicamente ligado aos jogos, protagonizado pelos mesmos personagens de Residente Evil 2 e uma ponte-de-ligação entre o quarto e quinto jogo, além de ser 100% em CGI, aos moldes de Advent Children.

Passageiros indignados com o atraso nos vôos.

Passageiros indignados com o atraso nos vôos

A ação ocorre algum tempo depois de Residente Evil 4 e antes dos acontecimentos de Residente Evil 5. Leon S. Kennedy está trabalhando como agente do governo (tal como previamente mostrado em Resident Evil 4), enquanto que Claire Redfield se filiou à Terra-Save, organização que visa promover assistência às vítimas de ataques bioterroristas (desde o incidente em Racoon City e a posterior queda da Umbrella, sete anos atrás, viu-se um boost no bioterrorismo global).

Nesse contexto, somos introduzidos à Wilpharma, empresa que tem assumidamente feito “estudos” com o T-vírus (uma nova Umbrella Corp. à vista?), e que encontra no senador Ron Davis o seu maior defensor no Congresso e na Terra-save a sua maior opositora. É sabido que eles vêm fazendo testes na Índia, mas cujo caráter (e resultados) são desconhecidos pelo público.

A imponente sede da Wilpharma, sede do terceiro ato.

A imponente sede da Wilpharma, sede do terceiro ato.

O filme começa num aeroporto em que tanto Claire quanto o senador se encontram, ainda que por motivos diferentes; Claire, para rever uma velha amiga e sua sobrinha; o senador, para visitar uma das instalações da Wilpharma. Infelizmente para os dois, o lugar rapidamente se torna sitiado de zumbis e é fechado pelo Exército. Um grupo liderado por Leon adentra o aeroporto a fim de resgatar os possíveis sobreviventes.

Como o T-vírus se espalhou no local? Quem era o alvo? Qual o papel da Wilpharma nisso? São alguns dos temas-chave do filme.

Para os fãs, a película certamente é um prato cheio. Fora o fator nostálgico de revermos os personagens tão queridos dos jogos, somos presenteados com uma trama repleta de conspirações que remetem diretamente à mitologia da série e que terão importância no vindouro RE5, e flashbacks que todos que jogaram os games identificarão. Sem contar a volta dos zumbis old-school e do G-vírus.

Leon e Angela fugindo de uma ameaça conhecida pelos fãs.

Leon e Angela fugindo de uma ameaça conhecida pelos fãs.

De negativo, destaco a animação. Embora competente, poderia claramente ter sido melhor, uma vez que o próprio trailer de Resident Evil 5 aparenta ter uma qualidade superior (!). A sincronização labial vacila diversas vezes (o que não será tanto uma issue para quem assisti-lo legendado) e os movimentos dos personagens se mostram um tanto rígidos, como se suas roupas pesassem muitos quilos. Além disso, apela-se a muitos clichês de zumbis no início, como se aquela fosse a primeira vez que um outbreak zumbi acontece.

Para os não-fãs, assistir a esse filme seria perda de tempo. Ele depende significativamente do conhecimento prévio e nostalgia da audiência para funcionar, pois, no frigir dos ovos, não apresenta uma trama cuja qualidade se sustente por si só, e as (muitas) referências aos jogos passariam batidas, soando até despropositadas às vezes.

Por fim, alguns curtos clips do filme (sem spoilers), recomendados àqueles que já jogaram Resident Evil 2.

Claire & Leon em Racoon City:

Claire encarando Birkin sob o efeito do G-virus:

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One Response to Resident Evil: Degeneration

  1. lu disse:

    amo o leon scott kenned

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