Good Copy, Bad Copy

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Quantos de vocês que lêem este post já baixaram uma música, um álbum, um filme pela internet? Ou, mesmo, quantas pessoas usam Windows ou Photoshop original? Todos nós que fazemos isso (sim, porque este que vos escreve também o faz) estamos infringindo as leis de Copyright. Leis que servem de base à toda indústria cultural. E que, desde o surgimento do Napster principalmente, vêm sendo constantemente ameaçadas. De um lado, alguns artistas e intelectuais lutando contra o monopólio das gravadoras e estúdios; do outro, as próprias gravadoras e estúdios, representados através de suas associaões. Captar a tensão desse conflito é o que Good Copy, Bad Copy (Dinamarca, 2007) faz muito bem.

Dirgido por Andreas Johnsen, Ralf Christensen e Henrik Moltke, o documentário mostra experiências bem-sucedidas de pessoas que conseguiram driblar os entraves legais e burocráticos do Copyright, e também aqueles que sempre estão ameçados de processo por parte dos conglomerados da indústrial cultural. Como exemplo, pode-se citar o DJ Danger Mouse, que, em 2005, produziu um álbum de mash-ups, mixando os vocais do Black Album do Jay-Z com as músicas do White Album dos Beatles. O resultado: The Grey Album, um álbum baixado gratuitamente pela internet, milhões de vezes em algumas semanas (para efeito de comparação, se fosse lançado um CD, seria um dos mais vendidos da história). Ou então o produtor musical Gregg Gillis, que, sob o pseudônimo de Girl Talk, fez ano passado aquele que poderia ser o álbum mais processado da história, por quebra de copyrights.

Além de tudo isso, também são mostrados modelos de negócios alternativos aos atuais usados pela indústria cultural. Como exemplo, o documentário mostra a experiência da indústria cinematográfica nigeriana (que graças ao baixo custo das produções, hoje em dia produz mais filmes que Hollywood), ou o movimento Technobrega de Belém do Pará, no Brasil. Em ambos os casos, as produções são distribuídas diretamente para os vendedores ambulantes nas ruas. No caso do Technobrega, a um preço de custo praticamente, já que a intenção dos produtores é lotar os shows, e não lucrar com a venda de CD’s. Entremeados por isso tudo, entrevistas e depoimentos de grandes executivos de gravadoras e estúdios dão o contraponto.

Com certeza uma ótima pedida pra quem quer entender melhor toda a discussão acerca desse tema. Além do mais, o documentário pode ser baixado gratuitamente do Pirate Bay, já com a legenda em português.

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