The Brown Bunny

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Uma obra um tanto quanto inusitada do ator/diretor/produtor/modelo/pintor/músico Vincent Gallo (“Bufallo ’66”, 1998). Bud Clay é um corredor da Fórmula II (algo como moto velocidade) que depois de uma corrida atravessa os EUA para chegar até sua casa na Califórnia, onde sua amada Daisy (Chlöe Sevigny de “Melinda e Melinda”) está.

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Enquanto atravessa estados e cidades Bud se depara com “fantasmas” que refletem seus próprios sentimentos: Violet é uma menina que espera por uma oportunidade para mudar de vida; Lilly, triste e solitária, uma mulher que espera algo; e Rose um poço intrínseco de melancolia dentro uma prostituta. Monotonia, solidão e melancolia são as peças que compõe e expõem a personalidade e sentimentos de Bud. sempre desolado quando se encontra com as mulheres, tentando substituir Daisy (cada mulher carrega o nome de uma flor).

Esses fantasmas são deixados para trás, enquanto acompanhamos Bud em grandes seqüências na estrada mostrando seu caminho até em casa, ao som de belas músicas. Todavia, essas músicas são cortadas ao apresentarem flashbacks de Daisy, visando esclarecer o tormento que ela impõe à viagem dele.

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Em uma de suas paradas uma pequena vizinhança é atravessada. De um lado vemos casas de subúrbio americano, com suas medidas exatas que transmitem a tranqüilidade mórbida de viver, e do outro lado um cemitério. Os dois lados criam um equilíbrio visual. É nesta mesma vizinhança que Bud era vizinho de Daisy. Ele pára na casa dos pais dela e começa uma conversa que aparentemente soa como novidades entre genro e sogra. Entretanto nesse pequeno detalhe aparece o pequeno coelho marrom que Daisy criava desde pequena (essa é a peça chave da trama).

A famigerada cena de “The Brown Bunny” (de sexo oral explícita, interpretada [ou não] por Chlöe Sevigny, foi apontada como pura falta de senso criativo por críticos, quando apresentado em Cannes) aparece como a virada de Bud. Onde seus sentimentos são levados ao patamar da condescendência ao enfrentar o grande fantasma de sua vida e se deparar com a grande realidade que o faz ser esse homem vazio. Através da maior metáfora que Gallo poderia nos mostrar, ele apresenta as diferenças entre as relações sexuais e amorosas, em ponto de virada que revela o ódio, rancor e amor reprimidos por seu personagem principal.

Um Road Movie sobre sentimentos bons e ruins, tratados de forma fria, no reflexo de um homem desesperado e melancólico procurando se encontrar em outra pessoa.

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