Clint Eastwood

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banner_cinema1O cowboy sem nome. O detetive de Polícia durão. O cowboy aposentado. O treinador de boxe. Todos esses personagens imortalizados por um dos maiores nomes do cinema de todos os tempos: Clint Eastwood. Seja como ator ou diretor, é fato que desde os anos 60 ele vem nos brindando com grandes personagens e filmes. Mas essa grande carreira por muito pouco não foi abortada precocemente.

Clint começou sua carreira como ator no final dos anos 50, participando de diversos filmes-B western, gênero que estava em voga na época. Seu primeiro papel numa produção de destaque foi na série televisiva Rawhide, em 1958. Enquanto os anos passavam ele trabalhava em Rawhide e em outras séries, além de estrelar diversos filmes western, nenhum deles com grande projeção, no entanto. Na época, com mais de 30 anos, já pensava até mesmo em desistir da carreira de ator, por não conseguir o sucesso e reconhecimento que almejava. Em 1964, ele foi contatado por Sergio Leone, e a mudança em sua carreira finalmente começaria a vir.

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Um dos produtores de Rawhide tinha dito a Clint certa vez que ele tinha o tipo físico e o jeitão de um cowboy, com seu 1,93m e uma boa presença de cena. Chamado para um teste para o filme Por um Punhado de Dólares (Per Un  Pugno di Dollari, 1964), Clint concorreu com diversos atores e não tinha a preferência de Leone para o papel, que preferia que James Coburn protagonizasse o filme. Porém, a produção não poderia arcar com o cachê pedido pelo astro. Tentaram então contratar Richard Harrison, que tinha estrelado o recente Duelo no Texas (Duello nel Texas, 1963). Harrison porém, recusou o papel, que caiu no colo de Clint. Para o bem do Cinema, diga-se de passagem.

Esse filme abriu as portas do estrelato para Clint, apesar de só ter estreado nos EUA m 1967. Esse filme, juntamente com as suas seqüências (Por Um Punhado de Dólares a Mais, de 1695; e O Bom, o Mau e o Feio, de 1967) foram os responsáveis para levar para a América o Western Spaghetti (e a consequente leva de westerns revisionistas), e alçar  Eastwood ao estrelato.

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Na década seguinte, Clint faria outro personagem que se tornaria icônico no Cinema. O Detetive Harry Callahan da série de filmes iniciada por Perseguidor Implacável (Dirty Harry, 1971). Considerado o pai do gênero “loose-canon cop” que é imitado até hoje, esse foi com certeza o personagem mais marcante de Clint. Não fosse pela série de 5 filmes, que durou até  1988, uma das frases mais marcantes de Dirty Harry (“C’mon, make my day”) não teria sido dita pelo presidente Ronald Reagan em um dos seus discursos.

Clint voltaria à cena em 1992 com Os Imperdoáveis (Unforgiven, 1992). O filme, que é considerado o definitivo do gênero western, foi aclamado tanto por crítica quanto por público, e apresenta uma nova visão do trabalho de Clint: a de produtor e diretor, coisa que ele vem fazendo até hoje. Seus recentes sucessos Sobre Meninos e Lobos (Mystic River, 2003), Menina de Ouro (Million Dollar Baby, 2004) e a ousada empreitada de dirigir dois filmes tratando de uma mesma batalha da Segunda Guerra Mundial (A Conquista da Honra, tratando do lado americano, e Cartas de Iwo Jima, do lado japonês, ambos de 2006) mostram que Clint não é somente um cowboy ou um policial badass, mas sim um artista que estás disposto a sempre ousar e se reinventar.

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One Response to Clint Eastwood

  1. O Clintão é um dos meus diretores preferidos….*…* materia legal…;)

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