Internet, a grande vilã?

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Ao falar de música e Internet, é impossível não tocar no assunto pirataria. Muito já foi discutido e feito em relação aos downloads ilegais. De um lado estão as gravadoras e algumas grandes bandas como o KISS, que consideram os usuários que baixam conteúdo de forma ilegal como criminosos da pior espécie. Do outro, os usuários que se defendem das mais diversas formas, seja argumentando que assim economizam muito dinheiro, ou que simplesmente só baixam aquilo que é inacessível, e assim que surgir a oportunidade, irão adquirir legalmente o produto.

PiratariaNão vou me estender muito sobre a questão das gravadoras. É fato de que os downloads ilegais causam muito prejuízo e estão diminuindo os postos de trabalhos pra quem faz parte da área. Como também é fato de que o preço dos produtos é exagerado se comparado a seu preço de produção, e que quem realmente lucra com a venda de CDs e DVDs é a gravadora, a não ser que se trate de um artista de peso, como Madonna ou U2, casos em que o número absurdo de venda de cada um de seus lançamentos já garante um lucro razoável.

O fato é que, por mais que a Internet traga essa discussão do aspecto financeiro das gravadoras, ela já revolucionou o modo como as pessoas conhecem, adquirem e consomem música. A Internet representa mais ou menos o que foi o Rock In Rio para o Brasil em 1984, mas em escala global, em uma comparação bem simplificada. De um momento para o outro, o catálogo inteiro de bandas excelentes ficou disponível ao clique de um botão para qualquer um que tenha um computador e uma conexão telefônica. Ou seja, aquela pessoa que não podia se dar ao luxo de importar um CD que custava 90 reais, pois a banda de que gosta não tem representação no Brasil, agora pode ter acesso facil àquilo.

Agora imaginem o impacto que a Internet não causa em um país como a China ou o Iran, em que o acesso a informação é ainda mais restrito que aqui. O único meio de escutar artistas diferentes nestes locais é através da ilegalidade, já que seus governos barram qualquer venda oficial de vários artistas ocidentais, ainda mais no Iran, em que toda forma de arte vinda de fora é duramente barrada pelo governo.

Arctic Monkeys

Arctic Monkeys

A Internet ainda proporciona a diversas bandas achar um “local ao sol”, angariando ouvintes que, se ficassem restritos ao que ditam as rádios e meios de comunicação tradicionais, dificilmente as conheceriam. Caso do Arctic Monkeys, que apesar de ter trilhado um caminho rumo às grandes gravadoras, é uma cria legítima da era da Internet. A sensação é que agora parece que surgiram bandas demais, cada dia tem uma grande novidade. Mas será que todas essas bandas já não estavam por ai, e simplesmente não passavam em branco por falta de lugar pra se expor?

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