Castlevania: Order of Ecclesia e o sucesso da série nos portáteis

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Se você se considera um gamer, as chances de você nunca ter ouvido falar na série Castlevania são bastante pequenas. Se você viveu a era 8 e 16 bits, as chances são ainda menores, porque com mais de 20 anos de existência a série já tem mais de 20 jogos. Outrossim, se você acompanha a leitura do blog ou pesquisou os artigos anteriores, verá que a série já foi citada como tendo uma das piores transição do 2D para o 3D de todos os tempos. Só que no mundo 2D, as coisas não andam ruins pra Konami, produtora da série.

lendário

SotN: lendário

Se Castlevania tem mostrado, inclusive com lançamento em 2005 do jogo Curse of Darkness para PS2, que seu negócio não é o universo 3D, ela tem si se redimido e “se encontrado” nos portáteis – principalmente Game Boy Advance – com o lançamento dos excelentes Circle of the Moon em 2001, Harmony of Dissonance em 2002 e Aria of Sorrow em 2003. Tudo isso após um grande hiato de bons jogos da série (recheado de ignoráveis títulos em 3D para o Nintendo 64) e muito após o que ainda é considerado um dos maiores jogos da série, Castlevania: Symphony of The Night, lançado no Playstation há mais de dez anos, em 1997 e que deu as caras no Xbox Live arcade, rapidamente se tornando um dos títulos mais comprados do serviço, tamanho apreço de novos e velhos fãs por esse ícone da série.

Como a Konami tem uma alma de “sou brasileiro e não desisto nunca”, ela tem insistido no lançamento de jogos 3D e além de ter dado as caras no PS2 já anunciou um jogo de luta para Wii e um possível título para a nova geração, ainda sem maiores detalhes. Enquanto os fãs fazem “cara de fome” para esses títulos pouco críveis de serem bons jogos, a Konami tem entregado uma ótima safra da série, mais uma vez, para o Nintendo DS e, mais uma vez em 2D. O excelente Castlevania: Dawn of Sorrow, apareceu no DS em 2005 dois anos depois do último título em 2D do Gameboy Advance (Aria of Sorrow de 2003) para dar um novo gás a série, agora em uma plataforma com hardware melhor, modo online e funcionando também como uma forma de acalmar os ânimos daqueles que se desanimaram com “Lamment of Innocence“, mais um título em 3D (do PS2), que provou mais uma vez que a série “nasceu pra ser 2D”.

Alguns dos rapazotes que já chutaram a bunda do Drácula

Alguns dos rapazotes que já chutaram a bunda do Drácula

Como a Konami também tem bom senso, o lançamento de Dawn of Sorrow no DS, que apontava para uma tendência semelhante ao que aconteceu no GBA, culminou no que todo mundo já esperava: novos títulos no portátil da Nintendo! Em 2006 a Konami surgiu com o bem recebido “Portrait of Ruin“, o primeiro Castlevania com modo cooperativo, que mostrou que a série, bastante canibalizada e repetitiva em diversos elementos (especialmente sprites de inimigos), podia sim trazer bastante coisa nova para os fãs em relação à mecânica. Só que foi apenas no mês passado que surgiu aquele que tem sido tido como um dos melhores títulos de toda a série, aquele que trouxe novamente a dificuldade à jogabilidade, o segundo a ter uma mulher, sozinha, como protagonista e ser comparado ao “inoxidável” (como diria Faustão e “Carro Velho”) Symphony of the Night. Falamos do novíssimo Order of Ecclesia.

Em 2035 haverá japas de cabelos brancos

Em 2035 a moda japa será ter cabelos brancos

Já há bastante tempo a série deixou de ter protagonista o lendário clã Belmont (cujo maior ícone é Richter Belmont e seus trajes azuis) e seus chicotes abençoados passados de geração a geração foram substituídos bom todo tipo de arma (inclusive armas de fogo) e magia. Acontece que quanto “menos Belmont” for o indivíduo, pior é sua relação com os chicotes mágicos, chegando a ponto de poder se machucar muito a utilizá-lo. Chegou-se ao ponto de o jogo se passar no futuro e os próprios seres humanos formarem ceitas para tentar trazer o mal à terra novamente. É o que ocorre em Aria of Sorrow e Dawn of Sorrow, cujo protagonista, Soma Cruz, é um estudante japonês do ano 2035.

Order of Ecclesia e expectativa para o futuro

 

O novo Castlevania, Order of Ecclesia, que se passa na metade do século XX, também se passa em uma época em que o sangue do clã Belmont, que torna o usuário apto a utilizar “poderosos e sagrados” chicotes contra o mal já é muito fraco. Isso já vinha sendo indicado na série, em que protagonistas que são parentes distantes dos primeiros Belmont, já com sangue fraco, eram os últimos possívels portadores do chicote e ainda sofriam dano ao utilizá-lo. Uma nova ordem foi criada para desenvolver novos meios de enfrentar o mal, quando ele surgisse: a ordem de Ecclesia, formada não por “guerreiros”, mas por magos, o que parece estranho de início para uma série tão estabelecida à base da chicotada e espadadas pra enfrentar o mal, mas que funciona muito bem, pelo menos até você entender o que é de fato a ordem de ecclesia.

além de tudo é cocota

Shanoa: além de tudo é cocota

Como o Drácula não é nenhuma flor que se cheire e, pelo contrário, é mais brasileiro que a própria “konami”, ressurgindo de eras em eras para assolar a humanidade, não adianta usar um estilingue com alho mergulhado em água benta para enfrentá-lo. Entendendo esse problema, a ordem buscou desenvolver aquela que teoricamente seria a maneira mais efetiva de enfrentar o mal: o próprio avassalador poder de Drácula. Isso mesmo, agora você tem “magias” baseadas na força do próprio Drácula (cada vez mais forte sempre que ressurge a cada era, como manda a lenda), que inclusive consomem seus pontos de vida como um “contrapeso” por ser tão poderosa.

É tanta “maldade” que a habilidade chamada “Dominus” foi dividida em três partes (podendo ser unificada para se ter muito poder destrutivo) e cabe a apenas uma pessoa, perfeitamente treinada e adaptada para teoricamente não sucumbir ao mal e à sede de poder ao utilizar essa habilidade, utilizá-la. Falamos da protaginista Shanoa. Só que nem tudo é tão simples quanto parece e, ao invés de simplesmente absorver as ablidade e partir pra cima de Drácula, um elemento surpresa (suposta traição) acaba dificultando e muito a vida da heroína, que só tem revelações bombásticas (que valem bons pontos da crítica em relação à história do jogo) daí pra frente.

Com nenhum novo título anunciado para DS e, pelo contrário, apenas anúncios para o Wii e um possível jogo para Xbox 360 e PS3, os fãs têm razões para ficarem preocupados. O jeito é acreditar no bom senso da Konami (achou que eu ia falar para “acreditar” que os jogos de Wii, Xbox 360 e PS3 seriam bons?!) e torcer para que lancem novos jogos da série nos portáteis, onde a série tem lançado seus melhores e mais bem recebidos títulos!

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Uma resposta para Castlevania: Order of Ecclesia e o sucesso da série nos portáteis

  1. jessica disse:

    esse jogo é mto foda é dse vapiro é omelhor jogo na minha opiniao depois de resident evil 1,2,3,4. e o 5 loko d+ esse jogo …..

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