Superbad

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Semana passada eu já falei sobre garotos com os hormônios explodindo num filme dos anos 80. Hoje, vou falar sobre o mesmo tema, mas num filme contemporâneo. Esse filme é Superbad (Superbad, 2007). Mas, ele é muito mais que ninfetas mostrando os peitinhos, ou cenas hilárias dos garotos fazendo de tudo por uma transa na festa do final-de-semana. No final, acaba se mostrando uma bela refexão sobre amizade e companheirismo.

Escrito por Seth Rogen, o novo guru da comédia no Cinema, a película conta a história de Seth (Jonah Hill) e Evan (Michael Cera), dois adolescentes de 17 anos, amigos por anos a fio e que se vêem no final do Colegial num dilema: eles vão entrar para a faculdade como dois virgens? Se depender da festa no final-de-semana, não. Vendo essa como a última oportunidade de perder o incômodo status, os dois, junto com seu amigo übber-nerd Fogell, vão tentar a todo o custo (e com a ajuda da carteira de identidade falsa de Fogell) comprar bebidas alcóolicas para tornar as garotas menos resistentes em liberar a tão cobiçada parte do corpo feminino. Porém, como não poderia deixar de ser, as coisas não saem conforme o planejado, e os três acabam se metendo em enrascadas como o assalto de uma loja de bebidas, uma festa de um traficante, dois policiais nada politicamente-corretos que se tornam amigos de Fogell (ou McLovin, como dizia a identidade falsa dele), até finalmente chegarem a tão aguardada festa.

Tirando todas as cenas hilárias (que só se tornam hilárias se assistidas, ao invés de comentadas), a grande surpresa do filme é como a relação entre Seth e Evan é explorada. Amigos desde a infância, durante todo o filme fica claro que Seth e Evan vão sentir muita falta um do outro (os dois vão para universidades diferentes), o que os faz estar em um conflito quase constante, que culmina numa discussão no final, onde os dois tentam afogar as mágoas no álcool, mas que termina numa tocante reconciliação, onde um declara o amor pelo outro, sem soar gay ou cheesy demais. E, contrariando o clichê de final feliz desse tipo de filme, o de Superbad não é tão feliz quanto parece à primeira vista.

Esse filme é, com toda a certeza, um exemplar de comédia politicamente-incorreta, mas que não deixa de ser sensível ao mesmo tempo. Abaixo o trailer do filme.

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