[Semana OMG #4] Heróis e Vilões

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A Fórmula 1 é um categoria esportiva difundida a bastante tempo no Brasil. Já tivemos grandes heróis, grandes decepções e vemos nesse ano o fim da “entre safra” de pilotos que brigam pelo campeonato. Felipe Massa, atualmente com 27 anos, é mais nova esperança dos brasileiros de conseguir um título na maior categoria do automobilismo mundial. Depois de 1 ano correndo atrás do hepta-campeão Schumacher e de 1 ano vendo Kimi Raikkonen disputar cabeça a cabeça o campeonato, finalmente chega a vez do brasileiro tentar levantar o caneco. Do outro lado temos Lewis Hamilton. O inglês, considerado como a “cria” de Ron Dennis (dono da McLaren) chegou ano passado a categoria e tenta, pela segunda vez ganhar o campeonato de pilotos. Com um piloto brasileiro brigando pela ponta, novamente vemos aquele velho sentimento de guerra dentro de um esporte. Uma guerra de nervos, uma guerra de acusações, uma guerra calada e passiva, mas que existe e que todos podem ver.

A euforia de Hamilton era uma das esperanças brasileiras para a última prova.

A inexperiência de Hamilton era uma das esperanças brasileiras para a última prova.

Hoje aconteceu a última etapa do campeonato de Fórmula 1. A última batalha. A última chance de ambos os lados conseguirem alguma coisa. A diferença entre os dois era de 7 pontos, o que deixava poucas chances para Massa. Ele precisaria vencer e torcer contra Hamilton. Porém, ano passado Hamilton entrava na última etapa na mesma situação e acabou saindo de lá apenas com o terceiro lugar. Armados apenas com suas habilidades extraordinárias, ambos vão a pista e ambos fazem suas estratégias. E, como era de se esperar, fazem uma corrida emocionante. Felipe Massa é perfeito, lidera de ponta a ponta, não deixando ninguém nem mesmo ameaçá-lo. Raikkonen e Alonso também pilotam bem, ocupando as outras posições do pódio. Mas Hamilton ainda tinha 2 posições de “sobra” para conseguir ser campeão. Uma dela é ocupada por Vettel, que consegue ultrapassá-lo na penúltima volta. Mas, faltando algumas curvas, Glock, que estava em quarto, não consegue ficar na pista e cede as posições. Hamilton em quinto. Campeão Mundial de Fórmula 1. O hino do pódio é brasileiro. O tema da vitória é tocado na televisão. Mas não há comemoração. Muitos não acreditam, muitos se entristecem. A maioria não sabe nem mesmo o que fazer. Eu admito que esperava a derrota de Felipe, mas a verdade é um balde de água fria.

Mas quem seria o vilão dessa derrota? Não há nenhum. A maioria vai dizer que foi culpa da Ferrari, que errou em algumas corridas nessa temporada, mas não é culpa deles. Todos são passíveis de erro. Massa também errou em algumas provas e se tivesse conseguido mais 1 ponto (coisa que ele era completamente possivel) teria sido campeão. Não há quem culpar, mas com a guerra de nervos, sobrará para alguém. As pessoas são assim. A imprensa é assim. Quase todo o mundo é assim. Tanto Massa quanto Hamilton são grandes pilotos e ambos mereciam o camponato.

“Acho que a corrida foi perfeita. Foi tudo fantástico. Com o clima difícil no começo e no fim. Estou muito orgulhoso da corrida, da equipe, das pessoas que me apoiaram, mais que 100%, do que esperava. Foi muito emocionante o dia, sabia que fiz tudo perfeito e perder no fim, com Hamilton passando Glock, mistura minhas emoções. Mas a corrida só termina no fim. Infelizmente perdemos por um ponto, mas isso é corrida. Precisamos ficar orgulhosos de nosso trabalho, de nossa corrida, e de nosso campeonato. Sei como vencer, sei como perder, é um dia a mais na minha vida. É assim que as coisas acontecem.” (Felipe Massa, após o GP do Brasil)

Apesar da Ferrari ter começado a temporada melhor, a McLaren conseguiu melhorar o carro e colocar Hamilton na disputa.

Apesar da Ferrari ter começado a temporada melhor, a McLaren conseguiu melhorar o carro e colocar Hamilton na disputa.

Para nós, torcedores, fica aquela sensação de angústia. Aquele “quase”, que mostra como chegamos tão perto e morremos na praia. Mas esportes são assim. Não é a primeira nem a última vez que vamos sofrer com isso. O negócio é levantar a cabeça e esperar por mais um ano assim, cheio de suspense e emoção até a última prova. Por que no fundo, não importa o vencedor, o que importa é apenas a emoção de ver os carrinhos correndo em círculos, tentando conseguir voltas perfeitas, uma atrás da outra.

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