[Semana OMG #6] Brasileirão 2008

novembro 30, 2008

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Brasileirão 2008

Mais uma vez estamos chegando ao final de um dos campeonatos de futebol mais difíceis do mundo, o Campeonato Brasileiro Série A. Pelo sexto ano seguido, ele é disputado no sistema de pontos corridos, com times de todo o Brasil brigando pela taça de um dos campeonatos de futebol mais disputados do mundo inteiro.

Disputado pelo sistema de pontos corridos desde 2003, o campeonato desse ano foi considerado o mais parelho e equilibrado dos seis anos, com nenhum time disparando na frente de seus concorrentes antes da ante-penúltima rodada, quando o Grêmio vacilou e deixou o São Paulo como grande favorito. Ele vem brigando pelo seu terceiro título consecutivo e o hexa da sua carreira, ambas marcas jamais alcançadas por  qualquer outro time brasileiro.

Mas você já sabia disso tudo, não é mesmo? Então, para contar alguma coisa que você não sabe, vou fazer uma lista de curiosidades polêmicas do Campeonato Brasileiro.

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Global Metal – O Rock ao Redor do Mundo

novembro 29, 2008

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Global Metal - O Rock ao Redor do MundoGlobal Metal – O Rock ao Redor do Mundo é a continuação do documentário Metal: A Headbanger’s Journey, de 2005. Enquanto no primeiro filme o diretor Sam Dunn procurava mostrar as origens do Heavy Metal, a polêmica existente em torno do estilo e explicar a diversidade de sub-gêneros existentes, neste o objetivo é mostrar qual a influência do Heavy Metal ao redor do mundo.

global-metal-03Para tanto, viajou ao redor do mundo, mostrando como o estilo conquistou seu lugar nos mais diferentes países e a interpretação que as mais diversas culturas fazem dele. Sua jornada o levou para as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Tokyo, Beijing, Jakarta, Mumbai, Jerusalém e Dubai, em que entrevistou desde bandas e fãs locais de cada país a artistas famosos, como Kerry King (Slayer), Bruce Dickinson (Iron Maiden) e Lars Ulrich (Metallica).

A visão do documentário sobre o heavy metal é bastante positiva, mostrando como ele é utilizado em diversos países ao redor do mundo como uma forma de exprimir sentimentos reprimidos e se livrar das frustrações que uma realidade muitas vezes injusta pode provocar. Sam Dunn procura mostrar que nos mais diversos ambientes – seja na futurista Tokyo ou no ultra-conservador Iraque – o Heavy Metal encontra seu lugar, e provoca mudanças tanto nas atitudes quanto no pensamento das pessoas.

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A Saga da Fênix Negra

novembro 27, 2008

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Conforme prometido anteriormente, a partir de hoje falaremos especificamente de cinco sagas dos X-men que fizeram história. Nesses quarenta anos de X-men fica difícil escolher as melhores histórias, pois os mutantes tiveram vários bons roteiristas e grandes momentos durante toda sua trajetória, mas escolhi algumas histórias que considero mais importantes, pois definiram os rumos do universo mutante. Assim sendo, começamos com a mais antiga, e uma das mais brilhantes histórias dos X-men:

A SAGA DA FÊNIX NEGRA

Semana passada apresentamos os principais personagens do universo mutante, entre eles, integrando a primeira equipe de mutantes estava a bela telepata ruiva chamada Jean Grey. Jean sempre foi uma mutante nível ômega, recrutada ainda adolescente por Charles Xavier, seus poderes se manifestaram pela primeira vez quando Jean testemunhou o atropelamento e morte de sua melhor amiga, Annie, o que ativou seus poderes telepáticos e a fez vivenciar em sua mente os últimos momentos de vida de sua amiga.

Adotando o codinome Garota Marvel, Jean logo se destaca pelo domínio da telepatia e telecinese, entretanto, durante uma aventura dos mutantes no espaço, Jean salva a todos da morte, quando a nave em que estavam reentra quase destruída na atmosfera terrestre. Jean sustenta com seus poderes telecinéticos toda fuselagem da nave e traz os mutantes em segurança a terra. Ao emergirem do rio Hudson, onde a nave caiu, os heróis pensam que a telepata havia morrido (pois Jean foi exposta a radiação cósmica) apenas para vê-la ressurgir mais poderosa do que nunca de dentro das águas, com um novo uniforme e agora assumindo o codinome Fênix. Continue lendo »


Left 4 Dead: matar zumbis em equipe nunca foi tão divertido

novembro 27, 2008

Uma cidade sitiada por um vírus altamente contagioso, uma horda de zumbis violentos e alguns sobreviventes no meio de um verdadeiro caos de sangue e morte: A premissa já foi utilizada em vários jogos e filmes, como a série Resident Evil ou filmes como Extermínio, mas a Valve, responsável por jogos como Half-Life e Half-Life 2 conseguiu pegar essa base e trazê-la ao mundo online de uma maneira um tanto quanto diferente.

Left 4 Dead é baseado na mesma história de zumbis de sempre, como citado anteriormente, mas o que realmente chama a atenção é sua execução diferente. O conceito atual de jogo multiplayer tem abrangido vários métodos de interação social, tanto competitivamente quanto cooperativamente, muito embora, até então, esse último fosse apenas considerado “bônus” quando em jogo. Assim, é comum vermos jogos de FPS Multiplayer e seus “Rambos” tentando enfrentar o time todo sozinhos. Jogos como Battlefield e os próprios Team Fortress e o Team Fortress 2 da Valve tentam incentivar o trabalho em equipe por meio da separação por classes, mas tal metodologia ainda assim é ignorada por muitos dos jogadores, que preferem “resolver as coisas por si mesmos”.

Em Left 4 Dead, tais atitudes são brutalmente cerceadas. É possível, sim, se separar do grupo e tentar ser “o herói”, mas as chances de você sobreviver com isso são bem remotas, ainda mais nas maiores dificuldades. O jogo conta com uma tecnologia denominada Director AI, que de acordo com a performance dos jogadores, seu posicionamento e diversas outras variáveis redimensiona a quantidade de inimigos e dos assim chamados “Bosses”. Além disso, os Infected são velozes e vorazes: pulam barreiras, muros e fazem de tudo para atacar os sobreviventes. A explicação dada para isso é de que o vírus que os afeta é uma espécie de vírus da raiva, que os torna suscetíveis a atacar tudo que não tenha sido infectado sem pausa ou trégua.
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Iguarias chinesas – Pato à vácuo com pimenta

novembro 26, 2008

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Para quem está do lado de cá da civilização, a China é conhecida como o paraíso dos produtos de qualidade duvidosa, das artes marciais, das pessoas que sofrem dos mesmos problemas que o Cebolinha e também o lugar aonde tudo o que se mexe tem potencial para virar comida. Bem, tudo isso é compreensível: milênios de existência, períodos de guerra, miséria e uma população faminta obrigaram os chineses a aprenderem a comer de tudo, e hoje isso é praticamente uma paixão nacional.

Tudo isso parece um tanto quanto distante, mas aqui mesmo no Brasil, os mais aventureiros podem experimentar alguma coisa além do trivial chow mein (mais conhecido como yakisoba) e do frango kung pao (xadrez): existem alguns mercados chineses em São Paulo – pouco surpreendentemente, no bairro da Liberdade – que oferecem uma infinidade de produtos não recomendados aos fracos de coração. Hoje, apresento a vocês minha última incursão nesse ramo:

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Bernard Cornwell

novembro 25, 2008

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Se você está aqui, as chances de ter gostado das suas aulas de História do colegial são grandes, afinal, você está lendo o post de Literatura da semana =). Agora, a não ser que você tenha tido a mesma sorte que eu, e teve aulas de História com um professor incrível, que sabia até as fofocas da corte de Luis XVI, as chances de você ter saciado as suas curiosidades históricas são baixas.

Mas é pra isso mesmo que podemos contar com livros. Atualmente, muitos autores se arriscam a escrever sobre eventos passados, o que torna nossa busca por este gênero saturada de bons autores. O melhor, na humilde opinião desta que vos escreve, é Bernard Cornwell

Bernard Cornwell

Nascido na Inglaterra, ele foi para os Estados Unidos após ter casado com uma americana e começou a escrever, já que não tinha o Green Card (permissão para trabalhar legalmente nos EUA). Ainda bem.

Bernard Cornwell tem um jeito único de descrever as personagens de seus romances e a maneira que viviam. Como escreve sobre guerreiros em épocas de guerra (na maioria dos livros), batalhas são inevitáveis. E ele faz jus a todas elas, descrevendo desde o gosto da pólvora quando se carrega o rifle até o som que o arco faz quando solta a flecha. É inevitável se sentir lá, no meio do exército britânico com Sharpe, ou com Thomas tentando entrar em Calais. Continue lendo »


Vicky Cristina Barcelona

novembro 24, 2008

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Woody Allen está no auge criativo desde que mudou seu cenário para Europa. Depois de três longas realizados em Londres – Match Point, Scoop – O Grande Furo e O Sonho de Cassandra – o diretor nova iorquino muda de ares e nos revela a beleza de Barcelona.

Na película conhecemos Vicky (Rebecca Hall de “O Grande Truque”), que almeja seguir a carreira acadêmica escrevendo sua tese de mestrado baseada na cultura catalã, e Cristina (Scarlett Johansson de “O Grande Truque”), uma jovem sem planos de vida além de encontrar as incertezas da vida, duas americanas que vão passar as férias de verão na cidade do título. Entre passeios turísticos e eventos sociais, agendados por Judy, tia de Vicky, as duas conhecem o pintor Juan Antonio (Javier Bardem de “Onde os fracos não têm vez”), cujo casamento terminou de maneira drástica, apesar de ainda exibir uma paixão evidente pela ex, quando sua mulher Maria Elena (Penélope Cruz de “Volver”) o esfaqueou.

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Inconvenientemente sedutor e carismático, Juan Antonio desperta interesse nas duas americanas (representado pela persona idealizada de um artista autêntico: olhos tristes, vestimentas simples, barba rala contrapondo por ser um ótimo e insaciável amante). Enquanto Cristina não reluta para entregar-se ao pintor, Vicky luta com sua razão para evitar impulsos. Em uma linda cena de diálogos entre Juan Antonio e Vicky (onde foi optado por transições sobrepostas do que cortes secos) vemos que ali existe mais do que um simples desejo, ali fora despertado ao diferente. Seguindo esse caminho, o envolvimento de Juan Antonio e Vicky é de longe o mais puro e sincero. A história desse triângulo se complica ainda mais quando Maria Elena retorna e o noivo de Vicky resolve ir até a Espanha. Continue lendo »