Conan: sangue, machados e gostosas semi-nuas

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Conan, o Bárbaro, vai voltar ao cinema. A criação mais famosa do escritor Robert E. Howard, que lançou o atual governador da Califórnia ao estrelato no começo dos anos 80, agora retorna à telona nas mãos do diretor Brett Ratner – o responsável pela trilogia A Hora do Rush – X-Men 3 e Dragão Vermelho. Vou fazer aqui um breve comentário da trajetória do bárbaro da Ciméria no Cinema, e por último as minhas expectativas para esse novo filme.

Pra quem não conhece Conan vive na Terra, mas na Era Hiboriana: um tempo mítico que sobreveio depois da submersão da Atlântida. Conan é geralmente descrito como um ladrão, assassino, salteador, sedutor com as mulheres e invencível na espada. Apesar desses adjetivos, no seu mundo Conan é um dos poucos que mantém uma certa ética, defendendo os mais fracos e depondo governantes tirânicos de quando em quando. Sempre combatendo monstros gigantes ou feiticeiros malignos (odeia a magia em geral), Conan invariavelmente os vence pela boa e velha força bruta. E, como um bom Cimério, nunca se ajoelha perante ninguém, nem mesmo seu deus Crom.

O primeiro filme, Conan o Bárbaro de 1982,  é talvez um dos melhores do gênero sword-and-sorcery. Dirigido por John Milius, nele é contada a origem do bárbaro (interpretado por Arnold Schwarzenegger), a perda de seus pais pelas mãos do feiticeiro Thulsa Doom (James Earl Jones, também conhecido como “a voz de Darth Vader”), sua vida como escravo e gladiador e como ele se torna um espadachim invencível. Depois disso, Conan é libertado e passa a vagar o mundo à procura de Thulsa Doom para vingar a morte de seus pais. O filme é excelente e mostra um gênero de fantasia sem o espírito kid-like que era muito comum na época; ao contrário, mostrava a violência, o sangue a voluptuosidade das mulheres de forma bem crua e sem pudores. A Mattel, que na época era responsável por uma linha de bonecos de Conan, não gostou de ter brinquedos para crianças associadas à tamanha violência, e resolveu lançar um bárbaro mais condizente com o espírito infantil chamado He-man. Como vocês podem ver, Conan é mais importante na vida de muita gente do que se imagina. Abaixo o trailer do filme.

Com o sucesso, uma continuação era inevitável. Em 1984 é lançado Conan, o Destruidor. Dessa vez a direção fica à cargo de Richard Fleischman, e o tom do filme muda imensamente. Da matança e violência indiscriminadas do primeiro, nesse a coisa fica muito amenizada, tentando atingir um público maior. Nesse, Conan é contratado pela Rainha Taramis para buscar um chifre mágico, que ajudaria a ressuscitar o deus Dagoth, em troca da promessa de ressureição de sua amada Valeria. Depois de traído, ele no final se defronta com o deus-monstro (tão mal-feito que parecia mais um monte de estrume, sem brincadeira) e claro, arrebenta com o monstro usando a boa e velha espada. Com tudo isso, o filme pode ser facilmente classificado como uma CILADA!

(atenção pra bizarrice que é a Grace Jones como Zula)

Há um tempo atrás, foi anunciado um novo filme de Conan. Não se sabem detalhes da trama ainda, porém os responsáveis são os roteiristas de Sahara, uma bomba que tivemos em 2005. Dias atrás foi anunciado que Brett Ratner (o mesmo dos três Hora do Rush, X-Men 3 e Dragão Vermelho) dirigiria o filme, e que o objetivo da produção é mostrar uma visão mais “adulta” do Conan. Dados os roteiristas, o diretor e a proposta, como vocês acham que vai ser esse filme? Votem na enquente e discutam no Fórum Omega Geek.

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6 respostas para Conan: sangue, machados e gostosas semi-nuas

  1. Felipe Barros disse:

    se tiver muita violência e mulheres semi-nuas não tem como ser ruim, fera!

    isso porque eu tenho o bom senso de não esperar que um filme desses tenha perseguições de carro e explosões. mas pode ter perseguições de bigas ou cavalos e muita destruição!

    e mulheres semi-nuas, óbvio!

  2. nephilin disse:

    Não sei não, pode ser que eles acertem nesse filme, mas dados os roteristas (afff) e o diretor, infelizmente não há muito o que esperar dele. Digo infelizmente porque eu também acho o Conan I um filme muito bom, que marcou uma época, e não merecia ter uma continuação tosca, miserávelmente explorada só pra render uma boa grana.. taí minha opinião.

  3. […] imagens possíveis de Conan. Antes de estar em quadrinhos, filmes (sobre os quais o Minduim falou aqui), desenhos, RPG’s e tudo o mais, Conan surgiu na forma de contos, escritos por Robert E. […]

  4. thiago disse:

    o novo conan deveria ser agora com aquele ator the rock que leva mais geito e faz lembrar o schwarzenegger

  5. anderson disse:

    tomara que seja melhor que caminho das indias

  6. Glaucio disse:

    Acho otimo a ideia de colocarem um ator totalmente diferente para ser o conan, por que o scwatrzenegger era otimo , mas como conan deixava a desejar ja qu eeste nao tinha muito a ver com o quadrinho.
    é só olhar alguma revista dos anos 70 para se perseber qu eo Conan era mais agil altivo, e esperto do que o grandalhao desajeitado do scwatza.
    Boto fé no Momoa desde que haja um bom roteiro.

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