[Semana OMG #1] A Crise Financeira

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Olá! Se você acompanha sempre o Blog dos Battle Nerds, deve estar pensando neste momento onde está a coluna de ciências que aparece por aqui todo domingo. Pois bem. Infelizmente, os cientistas dos Battle Nerds estão ocupadíssimos e precisam de um tempinho para organizarem todos os seus projetos. Sabe como é. Com aquela quantidade de potes, tubos de ensaio, cálculos matemáticos… Eles precisam de um tempo só deles para se isolarem e conseguirem fazer sabonetes a partir de gordura. Enquanto isso, vocês terão essa humilde coluna semanal que vai comentar os principais fatos da… hm… semana. Enfim, continuando. Para os que ficaram tristes com essa notícia, não precisam se preocupar, a coluna de ciências não morreu, só vai sair da grade por algum tempo. Se tudo ajudar (e eu espero que sim), devemos ver vários artigos de ciência pipocando por aqui. Mas chega de blá blá blá e vamos ao que interessa.

Se você não mora na lua e tiver mais de 14 anos, deve estar sabendo da “pequena” crise que o mundo está passando. Pois é,  o mundo financeiro está em polvorosa pela crise que os EU da A estão enfrentando, já que isso está ecoando pelos bolsos da maioria das pessoas ao redor do mundo. Mas, antes de falar da crise, é preciso entendê-la, não é verdade? Para você, amiguinho que não sabe nada sobre mercado financeiro, eu vou explicar de uma forma simples o que aconteceu.

Tchau tchau!

Tchau tchau!

Jabba, o Hutt, tem lá sua rede de comércio. Para aumentar seus lucros com os caçadores de recompensa, ele resolve patrocinar alguns clones e vender fiado os equipamentos para eles para que eles paguem mais caro nas armas com base no crédito que conseguem. Um cara em um banco em Tattoine, que gerencia as contas do Jabba por baixo dos panos, percebe que essas dívidas que o Jabba tem são um ativo recebível e passa a emprestar dinheiro a ele com essa dívida como garantia. Mais pra frente, outros executivos do banco usam a tal dívida para criar diversos fundos de investimento cheios de letras e siglas que ninguém sabe exatamente o que significam. Esses fundos alavancam o mercado de capitais e iniciam operações estruturadas na bolsa de Coruscant, que desconhece de onde vem o lastro inicial (os clones do Jabba). Durante anos, esses derivados são negociados como se fossem títulos sérios e com garantias reais nos mercados financeiros de umas 30 galáxias, até que alguém descobre que os clones não vão pagar nada, o Jabba matar todo mundo e toda aquela rede de crédito ir para o saco.

No nosso caso, os devedores são os moradores americanos que colocavam suas casas hipotecadas nos bancos imobiliários, que estão sofrendo horrores agora que o pessoal não paga mais nada. Com isso, os fundos de investimentos da maioria dos outros bancos perderam dinheiro e, quando algum peixe grande deixa de ganhar dinheiro, alguém tem que pagar a conta. É ai que entram os fundos de investimento das pessoas comuns, os juros do cartão de crédito e do cheque especial e por assim em diante. Para evitarem uma perda muito grande, eles precisam tirar de outros lugares para taparem seus respectivos rombos de orçamento.

Muita gente ainda vai perder o emprego.

Muita gente ainda vai perder o emprego.

Hoje o mercado vive um momento de crise intensa, apesar das tentativas dos governos mundiais para aliviarem, o mercado não deu nenhum sinal de melhora. A injeção de dinheiro do governo americano para salvar os bancos e as ações conjuntas de vários países para baixar o juros são medidas que ajudam, mas que não conseguem ser realmente eficazes para conter a crise, criando momentos de pequena melhora, mas que não se propagam por mais de um dia. E como já dizia Murphy, nada está tão ruim que não possa piorar.

A questão mais atual é “até quando iremos ficar em crise?”, e essa pergunta, infelizmente, niguém sabe a resposta. Muita gente comenta que essa crise já superou a Grande Depressão, que aconteceu em 1929, com a quebra da Bolsa de Valores americana, mas será que iremos tão fundo como daquela vez? Ninguém sabe exatamente o que vai acontecer, então resta apenas torcer para alguma idéia milagrosa aparecer. A grande depressão só acabou 10 ano depois, com o início da Segunda Guerra Mundial. Será que algum engraçadinho vai propor a mesma idéia? Aposto que as novas empresárias de Amstertã torcem contra isso.

2 respostas para [Semana OMG #1] A Crise Financeira

  1. Fingolfin disse:

    A crise teve sua origem principal na dupla hipoteca. Tipo, Han Solo tinha hipotecado a Millennium Falcon por 300 mil e depois dela dar um pau no Império ela passou a valer 1 milhão. Com isso foi oferecido uma nova hipoteca pro Han de mais 700 mil. Vendo isso, todo mundo começou a produzir naves do tipo pq elas tavam em alta. Han Solo mesmo compra mais umas 5 e hipoteca por mas 1 milhão cada. Com a enchurrada de Millennium no mercado o preço dela caiu. De 1 milhão passou a valer 500 mil e com a venda o Han Solo não conseguia pagar a primeira hipoteca. Com isso Jabba ia lá e pegava sua dívida de volta, mas a principio ele deu 1 milhão pela hipoteca e acabou recolhendo uma nave que valia metade disso e não tinha quem comprasse. Com isso Jabba foi tendo preju atrás de preju.

  2. Douglas A.B. disse:

    Lucas, recebi por email e acho que explica também…

    É mais ou menos assim:

    O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça ‘na caderneta’ aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

    Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

    O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constitui, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

    Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

    Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capítais e conduzem a que se façam operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ).

    Esses derivativos estão sendo negociadas como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

    Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência…

    E toda a cadeia financeira sifu.

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