Morte e vida no mundo da música

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O mundo da música está cheio de histórias de artistas que sofreram mortes prematuras, sejam causadas pelo comportamento padrão de sexo, (muitas) drogas e rock’n’roll, ou devido a acontecimentos indesejados que não podiam ser previstos. E, é claro, há aqueles que parecem verdadeiros highlanders, que viveram todos os excessos possíveis (alguns até mais do que isso), e que, mesmo assim, continuam aí para contar a história. Abaixo, uma pequena lista com exemplos de nomes que se foram cedo demais e aqueles que não se sabe como continuam vivos:

Os que partiram cedo demais:

Cliff Burton

O baixista do Metallica é creditado pelo resto da banda como o integrante essencial na definição do som característico da banda, o maior exemplo da sua contribuição sendo a música Anesthesia (Pulling Teeth). Durante a turnê européia do álbum Master of Puppets, o ônibus da banda perdeu o controle ao passar sobre um trecho da estrada em que havia uma camada de gelo, capotando e caindo de um barranco. Os outros membros escaparam com ferimentos leves, mas Burton não teve tanta sorte, sendo atirado pela janela do ônibus que, depois, parou em cima de seu corpo, ocasionando sua morte instantânea, aos 24 anos de idade.

Stevie Ray Vaughan

Um dos grandes nomes do blues, responsável pela criação de clássicos como Texas Flood, Pride and Joy e Crossfire, além de uma versão memorável para Voodoo Chile (Slight Return) de Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan teve uma morte inesperada após uma apresentação junto com sua banda Double Trouble no dia 26 de agosto de 1990. Vaughan estava numa turnê junto com Robert Cray e Eric Clapton, e foi informado de que havia um assento vago nos dois helicópteros que levariam a equipe de Clapton de volta para Chicago. Enquanto o helicóptero de Clapton chegou a salvo no destino, em conseqüência do mal tempo o helicóptero em que Stevie Ray estava bateu em uma pista artificial de ski, não deixando nenhum sobrevivente e encerrando sua carreira aos 36 anos de idade.

Jeff Buckley

Filho de Tim Buckley, morto aos 28 anos por uma overdose de heroína, Jeff também teve sua vida encerrada cedo, quando apenas começava sua carreira como músico profissional. Apesar de seu primeiro álbum Grace, lançado em 1994, não ter se saído bem comercialmente, Buckley começou a trabalhar em 1996 em seu sucessor, que seguiria a mesma linha do primeiro disco.  Segundo seu amigo Keith Foti, Jeff resolveu nadar um pouco no Wolf River antes de ir ao encontro do resto de sua banda para trabalhar nas gravações. Foi foi até o carro para guardar alguns objetos e, quando voltou, não encontrou Jeff em nenhum lugar. Uma semana depois, o corpo de Jeff Buckley foi encontrado perto da nascente do rio Mississipi, morto por afogamento aos 28 anos de idade.

Os que inexplicavelmente continuam vivos:

Pete Doherty

O ex-vocalista do Libertines e atual Babyshambles, Doherty é conhecido por seu uso constante de drogas, tendo inclusive se prostituído durante sua adolescência para sustentar seu vício. Seu vício em heroína é tanto que já foi fotografado injetando a droga em uma fã durante um dos shows do Babyshambles. Segundo seu agente, Andy Boyd, os únicos momentos em que ele tem certeza absoluta de que Doherty não está consumindo heroína ou crack é quando está dormindo, em uma de suas visitas à reabilitação ou cumprindo uma de suas diversas penas na prisão. Seu vício descontrolado torna seu nome obrigatório nas listas que tentam adivinhar qual famoso irá bater as botas durante o ano.


Eric Clapton

Apesar de não ter participado de nenhum grande escândalo devido a seus vícios, Eric Clapton passou por períodos em que não tinha mais nenhuma controle sobre seu uso de substâncias ilegais. Segundo sua auto-biografia, durante três anos sua rotina era consumir a maior quantidade possível de cocaína, enquanto se alimentava basicamente de chocolate. Quando percebeu que o dito cujo lhe traria a morte ou falência, trocou a dependência da cocaína pelo álcool, tornando-se cada vez mais dependente deste. No começo da década de 90, após duas passagens por clínicas de reabilitação, Clapton venceu de vez seus vícios, tendo inclusive fundado o Centro Crossroads, que trata de dependentes químicos.

Ozzy Osbourne

Possivelmente o mais famoso caso de um cantor “imortal”, Ozzy não escapou sem seqüelas aos anos de abusos. Não que sua real condição seja aquela apresentada no programa The Osbournes, onde aparecia como um zumbi incapaz de pronunciar qualquer palavra que fizesse sentido ou de processar raciocínios simples. Mas o Madmen claramente carrega as conseqüências de uma vida de abusos, com seu vocal longe de possuir o mesmo alcance do começo de carreira, e com reflexos afetados, além de ter desenvolvido a síndrome de Parkin, um defeito genético com efeitos bastante semelhantes à síndrome de Parkinson.

4 respostas para Morte e vida no mundo da música

  1. pandego disse:

    Faltou falar do Arnaldo Baptista dos Mutantes que é doidão até hoje!

  2. Felipe disse:

    Faltou falar de uma galera, mas por questão de espaço e bom senso citei um número pequenos de exemplos.

  3. nanigga disse:

    Eu sinceramente não sei em que categoria enquadrar a Amy Winehouse?
    Porque meu, ela não pode estar viva ainda.

  4. Lukaz disse:

    A Amy Winehouse não entra em categoria nenhuma, por que aquilo não é humano.

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