Eu, Robô

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1- Nenhum robô pode ferir um ser humano, nem permitir que sofra, por omissão, qualquer dano.

2- Um robô tem que obedecer às ordens que lhe forem dadas pelo ser humano, a menos que contradigam a primeira lei.

3- A obrigação de cada robô é preservar a própria existência, desde que não entre em conflito com a primeira ou a segunda lei.

Essas leis, embora pareçam simples, garantem a segurança humana no convívio com esses trabalhadores artificiais. Sendo estas leis a base do comportamento robótico, não corremos nenhum risco de encontrar um exército de robôs pronto para tomar o poder e matar quem estiver à frente.

Mas de onde surgiram essas leis, e quem foi o responsável pela sua criação?

O russo naturalizado americano Isaac Asimov foi, além de bioquímico, um grande escritor de ficção científica. Escreveu muitos livros (mais de 400), contos e cartas, e foi considerado um dos grandes autores de ficção de seu tempo, reconhecido ainda em vida. Os temas mais recorrentes de suas histórias envolviam viagens espaciais, o futuro da humanidade, e o que o deixou mais conhecido: robôs. As chamadas ‘Leis da Robótica’, citadas acima, aparecem na coletânea de contos “Eu, Robô”.

A coletânea de contos vai costurando ‘através dos tempos’, contando a história da evolução dos robôs na sociedade imaginada pelo autor, e como em pouco mais de 50 anos sua posição na sociedade muda drasticamente. Enquanto no primeiro conto, ‘Robbie’, temos um robô-babá mudo, que ainda enfrenta alguma resistência da sociedade, no último conto existem grandes cérebros robóticos, responsáveis por praticamente comandar a Terra.

As histórias apresentadas nessa coletânea tem uma simplicidade, e ainda assim uma profundidade, muito grande. Ao mesmo tempo em que definia muitos conceitos do chamado “Robô Comum”, Asimov também nos dá robôs altamente originais. Cérebros positrônicos que pensam como crianças, um robô religioso fundamentalista, robôs que podem ler mentes, que se passam por humanos e mesmo robôs com alterações nas leis da robótica.

Somos também apresentados a Susan Calvin, especialista em decifrar a mente dos robôs, uma espécie de robopsicóloga. Uma mulher fria, totalmente focada no trabalho, e que acompanha essa evolução dos robôs de perto. Susan é uma personagem recorrente em outros contos do autor.
Asimov, sem dúvida, era um visionário. Em seus muitos contos de ficção extremamente precisa, chegou mesmo a prever a existência da Wikipédia, ao falar de “uma Biblioteca Computada Global, na qual todo o conhecimento da humanidade será armazenado”, e que “cada pessoa, à medida em que fosse educada segundo seus próprios interesses, poderia então começar a fazer suas contribuições”.

“Eu, Robô” é a mais conhecida coletânea de contos de Asimov, embora toda a série “Robôs” e a série “Fundação” sejam famosas, e já ganhou inclusive uma adaptação (ou talvez seja mais justo dizer “uma livre inspiração”) no cinema. É de leitura obrigatória para quem quer conhecer o autor, ou se iniciar na leitura de Ficção Científica.

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3 Responses to Eu, Robô

  1. Fingolfin disse:

    Já faz um tempo q eu quero ler esse livro. Vi o filme mas sei dos problemas de adaptação. Uma das minhas cenas favoritas é o senso de sobrevivencia dos robos que qdo sozinhos procuram ficar em grupo

  2. nanigga disse:

    Acho que Eu Robô, foi um dos primeiros livros que eu li de ficção científica e por muito tempo achei que Asimov era Deus, óbvio que existem autores melhores que ele, mas só fui descobrir posteriormente. mas Asimov sempre teve um cantinho especial nesse coração nerd.

  3. Mari disse:

    Esqueceste da lei zero: Um robô não pode fazer mal à humanidade e nem, por omissão, permitir que ela sofra algum mal.

    Só surgiu no livro Robôs da Terra, mas é muito importante porque é superior a todas as outras.

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