Qual o papel do crítico afinal?

setembro 27, 2008

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Você deve conhecer o tipo: passa horas e horas pesquisando bandas desconhecidas pela internet,  e adora escutar coisas consideradas alternativas (embora todo mundo as conheça e já tenha ouvido uma ou outra coisa). Acima de tudo, adora demonstrar seu “grande conhecimento” criticando estilos e atribuindo notas à tudo que escuta, sempre discordando e discutindo com aqueles que se opõe à sua opinião, taxando-os de ignorantes com mal gosto.

O crítico chato foi uma figura que sempre existiu. Seja aquele coleguinha de escola que te enchia o saco dizendo que Iron Maiden é a melhor banda do mundo, e dizendo que todo o resto do Heavy Metal é “falso”, ou aquele cara totalmente “alternativo” que não aceita que exista quem ache bandas como Radiohead chatas e que não veja nada demais em seu som experimental. Com o surgimento da internet e a liberdade de escolha, essa figura se tornou ainda mais presente, seja em blogs, foruns e sites conceituados.

Algo que sempre me incomodou nesses críticos não é exatamente em si a postura de falar mal de tudo que não se encaixa em sua idéia específica do que é música boa, mas sim quando estes conseguem uma legião de seguidores para defender sua palavra e inflamar seu ego. Quando se concentra uma espécie de culto em torno do “crítico”, sua palavra passa a valer como algo quase divino, e coitado daquele que ouse discordar. Claro que existem pessoas mais qualificadas para falar de música do que outras, assim como em qualquer outro assunto, mas a principal característica que observo nos chamados “críticos” é uma mente fechada aliado ao fato de aparentemente esquecerem que gostar ou não de algo no fundo é uma questão pessoal. Continue lendo »