O medo do novo vindo de uma geração que não se adaptou

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Não é de hoje que grandes pensadores discutem a natureza humana, suas virtures e fraquezas intrínsecas. E se existe uma característica que desde sempre influenciou a cada um de nós, seres humanos, é a desconfiança e medo do novo. Essa incerteza, que é mais facilmente superada por alguns e chega ao ponto de nunca ser superada por outros, é refletida também na nossa facilidade ou dificuldade de absorder novas tecnologias e maneiras de pensar. O quanto não foram criticados os artistas abstratos e expressionistas do século XX!

Se hoje chega a ser engraçado pensar que há algumas décadas as pessoas tinham medo de ter sua alma roubada por uma câmera fotográfica e se assustavam com as primeiras imagens emitidas pela televisão como não achar irônico que em pleno ano de 2008, onde o acesso à informação foi incomensuravelmente expandido, ainda haja quem critique uma mídia de potencial tão amplo como o video game?

Você pode até dizer: “o video game não é tão novo assim”. O fato é que especificamente a partir dessa geração (de video games) estes garantiram seu lugar como mídia influente na sociedade. Superaram até o cinema em lucros exorbitantes. Definitivamente deixaram de ser um “projeto de mídia” para fazer parte de todas as fases de nossa vida. Deixaram de ser um aparato para entreter crianças e hoje são ferramentas de pesquisa, de trabalho, utilizada para fins publicitários e até como meio de capacitação de novos profissionais.

Assim como a internet só deslanchou décadas depois de ser criada, o video game deixou de ser um meio de minorias e passou a ser um meio de massas, um meio influente, um meio cada vez mais necessário e usado com mais naturalidade que, consequentemente, assusta a geração que não cresceu com a novidade.

Jack Thompson perdeu a guerra contra os games.

Jack Thompson lutou contra os video games e perdeu a guerra e o trabalho

Lembra do “medo do novo” citado no começo do texto? Esse é o mesmo medo que faz com que pais privem seus filhos dos video games – que os inclui no avanço tecnológico da sociedade – e faz com que advogados como Jack Thompson acuse os video games de estimularem o comportamento violento de jovens, sem provas concretas como se vivêssemos em uma sociedade pacífica e outros meios como os jornais, revistas, televisão e o cinema não retratassem a realidade de forma tão o mais objetiva e com muito mais realismo, sem que isso criasse uma geração de assassinos em série. Pelo contrário, os video games atualmente nos prepare para uma vida cada vez mais ágil que exige mais de nosso intelecto.

A propagação do meio e do novo “way of thinking” proposto por esse texto (mas de forma alguma iniciado por ele) reflete o ritmo natural de uma geração que cresceu principalmente nos anos 80 e vivenciou o advento dos games. Uma geração que, a partir dessa década, começou a ter filhos e dará aos video games o lugar que eles têm merecidamente conquistado: o de uma mídia de enorme importância na sociedade.

Solução milagrosa para a aceitação de um novo meio não existe. A mudança é gradativa e demorada e só ocorrerá majoritariamente quando a geração passada deixar de existir. Sim, quando a velha geração morrer, a atual virar a velha e tomar conta do planeta, dando a origem a uma novíssima geração de gamers-natos. E nem se trata de idealismo, é puro realismo: o mesmo aconteceu até com os meios impressos!

Você ainda tem dúvidas de como os games estão mudando a cara do mundo com muito mais do que entretenimento? Então confime na semana que vem o quanto os games já fazem parte da vida moderna e o que eles faz por quem veio de uma outra geração e se dê uma chance de conhecê-los melhor.

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