Richie Kotzen

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Os Estados Unidos do fim dos anos 80 foram palco do surgimento de uma nova safra de guitarristas, que aliavam técnica com uma grande velocidade, os famosos “shredders”. Entre outros nomes de peso surgidos nesse cenário, como Paul Gilbert, Greg Howe e Marty Friedman, um deles merece destaque especial, tanto por manter sempre uma grande produtividade durante sua carreira, quanto pela versatilidade presente em seu trabalho: Richie Kotzen.

A inspiração para aprender guitarra veio aos 7 anos, após ver um poster da banda KISS, e aos 18 anos Kotzen já recebia destaque na revista Guitar World Magazine, com seu álbum auto-intitulado totalmente instrumental, lançado pela Shrapnel Records, gravadora conhecida por investir em talentos do mundo shredder. Nos dois anos seguintes, Kotzen continou investindo em sua carreira solo, com os discos Fever Dream e Electric Joy, em que começou a exibir também seu talento como cantor e compositor de letras.

Logo foi convidado para ingressar na banda hair-metal Poison, que na época passava por uma reformulação, tanto em matéria de imagem quanto em seu som. O resultado do pouco período que passou lá foi o disco Native Tongue, que apesar de não ter feito muito sucesso, teve composições que obteram um certo destaque, como as faixas Stand e Until You Suffer Some More (Fire and Ice), ambas escritas por Kotzen. Ele logo acabaria expulso da banda por causa do relacionamento que mantinha com a namorada do baterista Rikki Rocket, e até hoje mantém inimizade com os membros da banda, julgando que a época que passou com o Poison foi o período em que mais teve que limitar sua capacidade criativa.

Deep Purple Tribute According to New York

Deep Purple Tribute According to New York

Sua carreira solo continuou bastante produtiva após isso, com o lançamento em 1994 do álbum Mother Head’s Family Reunion, considerado por muitos como o melhor da carreira. Também trabalhou em diversos projetos, incluindo um tributo ao Deep Purple, dois discos em parceria com Greg Howe, um disco de fusion em parceria com Stanley Clark e Lenny White, intitulado Vertú, além de um disco dedicado somente à releitura de clássicos do blues, o álbum Bi-Polar Blues.

Entre 1999 e 2001 foi membro do Mr. Big, substituindo Paul Gilbert, que havia deixado a banda para se dedicar à carreira solo. Nesse breve período, participou da gravação de dois álbuns, Get Over It de 2000 e Actual Size de 2001. Este último continha a faixa Shine, escrita por Kotzen, que se tornou o último grande sucesso do Mr. Big, especialmente no Japão, onde foi escolhida como tema de encerramento para o popular anime Hellsing.

Desde o fim de seu período no Mr. Big, Kotzen permanece com o foco em sua carreira solo, lançando uma base de um trabalho novo a cada ano, cada um com características e qualidades diferentes entre si, evitando de cair na mesmice de permanecer sempre dentro do mesmo estilo de composição. Seu último lançamento foi o álbum ao vivo Live In São Paulo, gravado em setembro do ano passado durante a turnê que fez pela América do Sul acompanhado de seu ex-companheiro do Mr. Big, Eric Martin. Uma nova turnê estava marcada para novembro deste ano, mas foi adiada para abril de 2009, tendo como motivo alegado pela produtora a grande procura por datas de apresentações que recebeu.

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One Response to Richie Kotzen

  1. Cauli Fernandes disse:

    continue assim

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