Metallica e a Ressureição Magnética

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Metallica - Death Magnetic

Não, caro leitor. Você não leu errado e nem eu mesmo escrevi torto. Apesar do novíssimo álbum do Metallica ser o Death Magnetic, tudo que você vai encontrar nele é a ressureição de uma banda que era tida como morta até pouco tempo atrás. Esqueça Load. Esqueça Reload. Esqueça totalmente o St. Anger. O bom e velho Metallica voltou.

Dizer que Death Magnetic é como os álbuns clássicos é utopia, mas ele não faz feio. DM seria uma evolução natural desses álbuns, que ficaram marcados pelo seu peso, velocidade e por sua produção considerada “suja”, sendo referências no thrash metal até hoje. Nessa nova produção, todo o peso e velocidade estão de volta, mas de uma maneira mais limpa, mais bem produzida e mais moderna que nos álbuns antigos. Porém, ele não é nenhuma obra-prima. Aliás, a alegria de ver o Metallica gravando músicas como antes é ótima, mas a expectativa por isso acaba deixando tudo com um ar de supervalorização, onde as pessoas comemoram uma coisa elogiando outra. Então, vamos deixar essa parte para trás e analisar o álbum.

Death Magnetic tem 10 faixas recheadas com bons riffs e uma força inegável, esbanjando uma qualidade na parte instrumental que nem mesmo o fã mais esperançoso poderia prever, com destaque para Kirk Hammett, que acelera sua guitarra em alguns solos impressionantes, coisa que foi deixada de lado completamente em St. Anger e que volta com toda força. Com a grande maioria das faixas tendo mais de 7 minutos, a banda recupera o espírito dos anos 80, onde o heavy metal começava a se transformar nas maratonas musicais do rock progressivo. O único porém aqui é talvez a falta de uma participação mais imponente do baixo de Robert Trujillo. São muito poucos os momentos no disco em que o baixista se destaca.

Capa Oficial

A arte da capa coloca linhas magnéticas na parte de cima de uma cova.

Não há um disco específico na história do Metallica que podemos comparar diretamente com Death Magnetic, mas podemos ver a influência de vários álbuns nessa nova produção, partindo desde Ride the Lighting até o Black Album. A própria faixa de abertura é semelhante com Fight Fire with Fire, música que abria o Ride  há 23 anos atrás. Um pequena introdução lenta. seguida de um riff rápido e pesado. A partir dai, as coisas se misturam e fica mais complicado de identificar onde Hetfield e seus companheiros buscaram inspiração, mesclando estilos e passeando por entre os antigos álbuns que a banda produziu. The End of the Line tem o peso das músicas de And Justice For All, mas combinada com a variação de velocidade do Black Album. O hit de abertura, The Day That Never Comes usa um começo cadenciado e mais melódico para atrair o ouvinte a conhecer mais, entregando no fim mais de 3 minutos de solos e riffs, onde mais nenhuma palavra é pronunciada. Lembra, de longe, o hino One, que segue esse mesmo estilo de composição. A mais nova Unforgiven segue bastante o estilo impresso no Black, sendo uma balada mais lenda e tranqüila (no estilo Metallica de ser), que marcou a época e a mudança de cenário por onde o Metallica passou. E assim o CD continua, mesclando estilos e variações, reinventando e recriando o que todos esperavam para ver desde 1996, quando Load foi lançado e criou a onda de decepção entre os fãs.

Tracklist Completa
01. That Was Just Your Life (7:08)
02. The End of the Line (7:51)
03. Broken, Beat & Scarred (6:25)
04. The Day That Never Comes (7:55)
05. All Nightmare Long (7:57)
06. Cyanide (6:39)
07. The Unforgiven III (7:46)
08. The Judas Kiss (8:00)
09. Suicide & Redemption (9:56)
10. My Apocalipse (5:01)

No final, Death Magnetic pode não ser uma pérola do rock mundial, mas cumpre muito bem seu papel e mostra claramente que o Metallica voltou a antiga forma. Bateria pesada, guitarras velozes e um vocal rasgando livremente são elementos que muitas pessoas esperavam ver há muito tempo e que são entregues de forma primorosa e implacável, com força total. Ainda há muitos detalhes para serem acertados e melhorados, mas até os fãs mais fervorosos vão ter que dar o braço a torcer e perceber que aquele Metallica do passado não está morto, apenas levemente perdido.

Caso queira discutir esse álbum ou os outros do Metallica, acesse o tópico respectivo no Fórum Omega Geek.

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