Eu, Robô

setembro 30, 2008

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1- Nenhum robô pode ferir um ser humano, nem permitir que sofra, por omissão, qualquer dano.

2- Um robô tem que obedecer às ordens que lhe forem dadas pelo ser humano, a menos que contradigam a primeira lei.

3- A obrigação de cada robô é preservar a própria existência, desde que não entre em conflito com a primeira ou a segunda lei.

Essas leis, embora pareçam simples, garantem a segurança humana no convívio com esses trabalhadores artificiais. Sendo estas leis a base do comportamento robótico, não corremos nenhum risco de encontrar um exército de robôs pronto para tomar o poder e matar quem estiver à frente.

Mas de onde surgiram essas leis, e quem foi o responsável pela sua criação?

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1984 (Nineteen Eighty-Four, 1984)

setembro 29, 2008

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Se você mora nesse planeta e não é um completo alienado, provavelmente conhece George Orwell (inclusive o Pedro já fez um post dedicado a ele), e também sabe que ele foi um dos maiores críticos do Totalitarismo travestido de Socialismo, seja na fábula A Revolução dos Bichos, ou no genial 1984. Menos conhecida que os livros é a adaptação de 1984 para o cinema dirigida por Michael Radford (Nineteen Eighty-Four, Inglaterra, 1984). Apesar de não ser tão genial quanto o livro, a película merece mesmo assim ser comentada.

Ambientada no mesmo ano de 1984, pós-apocalíptico do livro, o filme conta a história de Winston Smith (John Hurt, numa performance maravilhosa), um funcionário do Ministério da Verdade, responsável por corrigir os jornais do passado, num país dominado por um governo completamente totalitário e autoritário que controla cada passo e até mesmo cada pensamento das pessoas através da propaganda massiva, da polícia repressora e mais do que tudo, da presença opressiva e onipresente do Grande Irmão, que tudo sabe e tudo vê (numa clara alusão ao ditador Joseph Stálin).

Ministério da Verdade é o responsável por modificar ou até mesmo apagar os registros do passado, conforme a conveniência e vontade do Partido. Porém, Winston não é um daqueles que não pensa e aceita tudo conforme o Estado dita, muito pelo contrário, ele sabe que o Estado na verdade não está em guerra permanente contra a Eurásia (ou a Lestásia), e que isso é nada mais que uma maneira der manter o povo sob controle. Essa constatação, junto com o amor que ele acaba sentindo por Julia (a desconhecida, porém cocota Suzanna Hamilton), vai levar ambos a um caminho sem volta, que só pode levar a algo pior que a morte: a doutrinação sem volta nos princípios do Ingsoc e ao amor pelo Grande Irmão. Continue lendo »


O Destino da Ciência

setembro 28, 2008

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O mundo nunca foi tão complicado quanto é hoje. E nunca se entendeu tanto o modo como ele funciona. O futuro guarda ainda mais descobertas e espera-se encontrar as respostas para as perguntas que atormentam o homem desde quando ele parou para pensar: “De onde viemos?”, “Para onde vamos?”, “Deus existe?”…

Químicos, Biólogos, Físicos, Matemáticos, Sociólogos… São tantas pessoas que trabalham e/ou estudam ciência, que até podemos nos confundir. Neste post, eu vou divagar sobre os feitos das ciências EXATAS, ou seja, nada de teorias socialistas e devaneios psicológicos.

Não restam dúvidas que muitas descobertas nos trouxeram para onde estamos hoje. Não fosse a descoberta de que sementes + terra fértil + água = planta nova, o homem não teria deixado de ser nômade e, eventualmente, não existiriam vilas e cidades.
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Qual o papel do crítico afinal?

setembro 27, 2008

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Você deve conhecer o tipo: passa horas e horas pesquisando bandas desconhecidas pela internet,  e adora escutar coisas consideradas alternativas (embora todo mundo as conheça e já tenha ouvido uma ou outra coisa). Acima de tudo, adora demonstrar seu “grande conhecimento” criticando estilos e atribuindo notas à tudo que escuta, sempre discordando e discutindo com aqueles que se opõe à sua opinião, taxando-os de ignorantes com mal gosto.

O crítico chato foi uma figura que sempre existiu. Seja aquele coleguinha de escola que te enchia o saco dizendo que Iron Maiden é a melhor banda do mundo, e dizendo que todo o resto do Heavy Metal é “falso”, ou aquele cara totalmente “alternativo” que não aceita que exista quem ache bandas como Radiohead chatas e que não veja nada demais em seu som experimental. Com o surgimento da internet e a liberdade de escolha, essa figura se tornou ainda mais presente, seja em blogs, foruns e sites conceituados.

Algo que sempre me incomodou nesses críticos não é exatamente em si a postura de falar mal de tudo que não se encaixa em sua idéia específica do que é música boa, mas sim quando estes conseguem uma legião de seguidores para defender sua palavra e inflamar seu ego. Quando se concentra uma espécie de culto em torno do “crítico”, sua palavra passa a valer como algo quase divino, e coitado daquele que ouse discordar. Claro que existem pessoas mais qualificadas para falar de música do que outras, assim como em qualquer outro assunto, mas a principal característica que observo nos chamados “críticos” é uma mente fechada aliado ao fato de aparentemente esquecerem que gostar ou não de algo no fundo é uma questão pessoal. Continue lendo »


Planetary – Os arqueólogos do impossível

setembro 26, 2008

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Ok, eu confesso. Eu tinha um preconceito horrível contra a WildStorm. Eu acompanhei o nascimento da editora e até me empolguei com alguns títulos no início, como WildC.A.T.S. e GEN13, mas depois de um tempo percebi que as histórias eram pura imagem, davam gosto de ver, mas não havia muito conteúdo no que a editora publicava.

Contudo, fui surpreendido recentemente por uma saga criativa e inteligente dessa editora, graças a indicação de dois amigos (obrigado V e Regente), foi pelo conselho deles que eu fiquei sabendo que a editora tem publicado títulos interessantes e de qualidade. E foi meio que despretensiosamente que descobri Planetary, a multi-dimensional saga criada por Warren Ellis e desenhada por John Cassaday.

Eu nunca havia lido nada do Ellis e achei um escritor muito inteligente e preciso no seu enredo. Em Planetary a dupla criou novos heróis, que eu nem chamaria de super-heróis porque, apesar do fato de terem poderes, estes não são o detalhe mais importante da história. Na maioria das vezes até esquecemos que os protagonistas são super-poderosos. Continue lendo »


O medo do novo vindo de uma geração que não se adaptou

setembro 25, 2008

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Não é de hoje que grandes pensadores discutem a natureza humana, suas virtures e fraquezas intrínsecas. E se existe uma característica que desde sempre influenciou a cada um de nós, seres humanos, é a desconfiança e medo do novo. Essa incerteza, que é mais facilmente superada por alguns e chega ao ponto de nunca ser superada por outros, é refletida também na nossa facilidade ou dificuldade de absorder novas tecnologias e maneiras de pensar. O quanto não foram criticados os artistas abstratos e expressionistas do século XX!

Se hoje chega a ser engraçado pensar que há algumas décadas as pessoas tinham medo de ter sua alma roubada por uma câmera fotográfica e se assustavam com as primeiras imagens emitidas pela televisão como não achar irônico que em pleno ano de 2008, onde o acesso à informação foi incomensuravelmente expandido, ainda haja quem critique uma mídia de potencial tão amplo como o video game?

Você pode até dizer: “o video game não é tão novo assim”. O fato é que especificamente a partir dessa geração (de video games) estes garantiram seu lugar como mídia influente na sociedade. Superaram até o cinema em lucros exorbitantes. Definitivamente deixaram de ser um “projeto de mídia” para fazer parte de todas as fases de nossa vida. Deixaram de ser um aparato para entreter crianças e hoje são ferramentas de pesquisa, de trabalho, utilizada para fins publicitários e até como meio de capacitação de novos profissionais. Continue lendo »


G1, o primeiro celular com o Google Android

setembro 24, 2008

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Em 5 de novembro de 2007, depois de muito tempo de especulação, o Google finalmente fez o anúncio oficial do seu sistema operacional para plataformas móveis. Batizado de Android (mesmo nome de uma empresa desenvolvedora de softwares para plataformas móveis, comprada em 2005 pelo Google), o sistema baseado em Linux permitiria aos desenvolvedores a criação de apps em Java. Desde então, o mercado aguardava um celular com o Android como sistema operacional. Esse celular foi lançado ontem, pela HTC, com o nome de G1.

À primeira vista, o G1 é um celular bonito, mas ainda falta muito para competir com o iPhone no quesito design. Contando com um teclado QWERTY e uma tela touchscreen (sem a tecnologia multi-touch), a HTC tenta agradar a gregos e troianos. Além disso, o aparelho possui uma trackball que facilita a navegação daqueles que preferem usar o teclado. O aparelho conta também com uma câmera de 3.0 megapixels, que por enquanto não faz vídeos. Apesar disso tudo, o G1 cabe tranqüilamente numa mão, mesmo aberto. Continue lendo »