A força dos video games portáteis

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Talvez você nunca tenha ouvido falar de belezuras arcaicas como Lynx, Gamegear e Nomad e até dos mais recentes Neo Geo Pocket Color e Nokia Ngage, mas é quase certo que você já ouviu falar de ao menos um “Gameboy” e do recente fenômeno Nintendo DS, além do relativamente recente sucesso da Sony (e primeiro portátil a concorrer adequadamente com a hegemonia da Nintendo nos portáteis), o PSP, ou PlayStation Portable.

Tendo a Nintendo dado o primeiro passo no ramo de portáteis – com o lançamento do memorável Nintendo Gameboy em 1989 – o mundo dos vídeo games nunca mais foi o mesmo, pois o que era antes inimaginável, tornou-se realidade: levar no bolso seu vídeo game de qualidade, antes só jogável em casa ou nos arcades. Pois é, “fechou o bonde!” como diria meu amigo. Filas de banco, transporte público e meditação no vaso sanitário não seriam mais momentos solitários para quem é gamer até os ossos. O vídeo game portátil tornou-se real e acessível, pois custava míseros 100 dólares e rodava a impressionante 1,1 Mhz, com display em preto e branco. Alucinante, fera!


O primeiro Gameboy

Vieram uma série de rivais para os diversos Gameboys lançados ao longo desses quase 20 anos – Gameboy Pocket, Gameboy Color, Gameboy Advance e Gameboy SP, só pra citar alguns dos mais importantes – mas nenhum deles efetivamente vingou. Pelo menos nenhum até a entrada da Sony no ramo, com o já citado PSP em 2004. Teria a Nintendo perdido mercado? Muito pelo contrário, o mercado de games, que antes era dominado pelos públicos-alvo “crianças” e “Hardcore Gamers” hoje tem um leque muito maior de apreciadores de games, passando por adultos, garotas (que, pasme, são maioria na aquisição de Nintendo DS) e jogadores absolutamente casuais, como aquele seu irmão mais velho que adorou jogar SNES e abandonou o mundo dos games por não ter se adaptado ao mundo dos “hardcore 3d” que veio com a geração 32-64 bits.


Sega Gamegear, que possuia até a possibilidade de se tornar uma TV móvel

O PSP, que é o representante mais “poderoso” dessa geração de portáteis. Em relação a hardware, trouxe o que muitos queriam: um passo bem dado na “potência” destes. Mas a Nintendo não deixou barato e trouxe outra ousada novidade: duas telas no DS (que vem a calhar se chamar DUAL SCREEN), um desempenho de hardware considerável, uma tela sensível a toque e um microfone para interação com games e jogos online.

Quem ganhou, você pergunta? Ambos ganharam! Com um potencial de mercado nunca antes visto e preços acessíveis (150-250 dólares), ambos conquistaram seus públicos e não é raro, inclusive, o relato de alguém que possua inclusive AMBOS os portáteis, para usufruir das maravilhosas vantagens que cada um oferece.

O curioso é que de 2004 pra cá os portáteis se tornaram maioria nas vendas em relação aos consoles caseiros, conquistando novos públicos e cativando antigos gamers que buscavam em uma solução móvel (portátil) e de qualidade a chance de voltar para o mundo dos games. Além disso, programadores free-lancers não deixaram a coisa por aí e fizeram do PSP uma plataforma dos sonhos no momento em que os destravaram e o habilitaram para rodar praticamente qualquer jogo “do primeiro PlyStaion para baixo”. Isso significa que qualquer jogo do PSOne, do SNES, do MegaDrive, do Master System e consoles afins podem agora ser emulados em um vídeo game portátil de grande qualidade (que também é um ótimo player de vídeo e música) e ele ainda tem seus próprios jogos de ótima qualidade!

“Caramba, como a Nintendo pode resistir a tanto poder!1!!”, você pergunta.

O Famigerado Nintendo DS, com tela inferior sensível ao toque

Pois bem, o DS também não deixou barato e além de possuir retrocompatibilidade com os jogos do seu antecessor Gameboy Advance (com uma enorme biblioteca de jogos), possui uma biblioteca de jogos exclusivos quase interminável, para atrair a todos os públicos. E com isso estamos falando desde os players hardcores que adoraram os remakes de Final Fantasy e versões exclusivas de Legend of Zelda, até o público extremamente casual, com jogos como “Nintendogs”, simulador de criação de filhotes de cachorro.

Eu não ouso demais quando digo que essa geração de vídeo games é a melhor que já existiu. Se não bastassem as maravilhas tecnológicas e inovadoras que são o Wii, o Xbox 360 e o PS3 (em partes!), os portáteis chegaram para fazer a festa e turbinar a indústria bilionária que se tornou a indústria dos games. Bom pra eles, bom pra nós, bom pra todo mundo.

Sony PSP, o mais parrudo portátil já lançado

Se você não tem ao menos um console portátil, talvez esteja na hora de comprar um! A satisfação com ambos é garantida. Nem dinheiro com pilhas você gasta, pois eles são recarregáveis usando recarregador e qualquer tomada. Além disso, as chances de você não encontrar ao menos meia dúzia de jogos que você adore e te entretenham por intermináveis horas são remotas, uma vez que nenhum dos portáveis é um lançamento e ambos já possuem uma biblioteca de jogos muito extensa.

E “minigame” é o caramba! Vídeo games portáteis são serious business, feras!

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5 respostas para A força dos video games portáteis

  1. Felipe disse:

    Eu devo confessar que sempre nutri um carinho especial por portáteis, tanto que possuo 4 modelos diferentes do Game Boy, além de recentemente ter comprado um PSP. Sinceramente vejo como a melhor alternativa pra quem não tem tanta grana assim pra gastar com uma HD-TV e um 360 ou PS3 e ainda quer continuar jogando.

  2. nanigga disse:

    Eu estou doido pra comprar um portátil há tempos, mas sempre fiquei na dúvida entre o Nintendo DS e o PSP. Qual vcs indicariam?

  3. Pescaldo disse:

    A única coisa que me segura é que se eu comprar um lance desse, acabam meus momentos extras de leitura.

    E, porra, o PSP só falta falar, cozinhas e levar as crianças pra escola. Já tive em contato com um e praticamente o seqüestrei do meu amigo. NÂO CONSEGUIA PARAR!!1!!

    É muito bom.

    Por essa minha tendência viciosa, eu prefiro não comprar (por enquanto), mas será fundamental pra exercer minha profissão no futuro.

  4. felipe disse:

    eu tenho um psp, mas praticamente só uso pra jogar pro evolution soccer e emular snes. até porque nem cabe muito mais coisa na memória dele. o pes já dá mais de 1gb!

    mas bem que eu queria ter mais jogos de psp, mesmo. além do pes só jogo exit 2, mas muito casualmente (tipo na hora de filosofar no banheiro, por serem fases curtas e tal)

  5. Hebertc disse:

    Puxa essa postagem é o maximo.

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