Battle Web 2.0, parte 1

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Se você está lendo este texto é porque costuma gastar algum tempo da sua vida navegando na internet. Se navega na internet, é certo que já viu ou ouviu alguns dos termos que fazem parte da sopa de letrinhas da rede: HTTP, WWW, IP, FTP, PHP, URL, ADSL, etc… E, mesmo que você não saiba exatamente o que cada uma dessas siglas significa, você muito provavelmente as usa de qualquer jeito. Adicione a isso o fato de que recentemente todo mundo começou a falar sobre Web 2.0, e junto com este termo mais um monte de letrinhas vieram a tona: CSS, XML, XHTML, AJAX, RSS….

E, tendo ouvido falar de Web 2.0 ou não, é certo que você também usa ou ao menos já usou algum aplicativo web que se enquadra nessa categoria.

Então, o que exatamente é Web 2.0?

Este termo foi utilizado pela primeira vez pela empresa O’Reilly Media, uma empresa norte-americana especializada em informática, numa conferência em 2004. Seu fundador, Tim O’Reilly, definiu Web 2.0 como uma revolução na indústria de informática causada pela mudança para a internet como plataforma para execuçao de aplicações. Web 2.0 é um novo conceito para o desenvolvimento de aplicações web, proporcionando aos usuários uma melhor experiência quanto ao compartilhamento de informações e colaboração com outros usuários.

Num típico site da Web 1.0 o usuário faz uma requisição e espera que seus dados sejam recebidos do servidor e exibidos em sua tela. As páginas são geralmente estáticas ou com pouco conteúdo dinâmico. Geralmente, todo o website é criado por um único time, e os usuários podem até inserir comentários em alguma seção, mas o conteúdo é todo provido por pessoas específicas.

Mas as palavras-chave da Web 2.0 são compartilhamento e colaboracão, assim o conteúdo de um website é criado e dividido pelos próprios usuários. Como exemplos, podemos citar a Wikipedia e todos os outros wikis disponíveis por aí, em que todos os usuários têm permissão pra alterar o conteúdo e dividir conhecimento sobre os mais diversos tópicos. Temos também o delicious, uma rede de compartilhamento de favoritos, ou todas as redes sociais baseadas em algum tema específico, como Last.fm e Rate Your Music, baseados em música; e o Youtube, para compartilhamento de vídeos. O próprio Amazon lança mão dessa técnica, em que as descricões e avaliações dos produtos à venda são em sua maioria feita por consumidores.

Quanto ao design, muitas vezes os websites são criados de modo que o cliente não perceba que há uma comunicação com o servidor, criando a ilusão de que aquele website na verdade nada mais é que um aplicativo qualquer sendo executado em seu computador. Os aplicativos do Google, como o Google Documents e Google Calendar, ilustram bem esta características, fazendo com que a empresa seja uma das mais associadas com o termo Web 2.0.

Outro conceito interessante que a Web 2.0 traz para o mundo de desenvolvimento de softwares web é o Perpetual Beta, ou seja, as aplicações sempre estarão em estado de Beta, como o orkut e todos os outros aplicativos Google. Não esperem uma versão final desses serviços, pois eles sempre estão em mudança, acompanhando as novas tendências e se adaptando a seus usuários. Este é um ponto muito importante aliás: as aplicações se adaptam aos usuários, e não o contrário.

No que tange à tecnologias, não há realmente nada de novo na Web 2.0. O que muda é o paradigma de como construir um website e como usá-lo. As tecnologias empregadas para a criação de um website Web 2.0 compatible são as mesmas que já existiam antes, por isso alguns críticos afirmam que tudo isso nada mais é que jogada de marketing de empresas focadas na área. O fato é que utilizando alguma expressão para denominar estas mudanças ou não, é inegável que elas vêem acontecendo, e criar um website hoje em dia já não é a mesma coisa que era a 5 anos atrás e, claro, esperamos que não seja a mesma coisa daqui a 5 anos. Será que teremos a Web 3.0?

Web 2.0 Tag cloud

Web 2.0 Tag cloud

Tag cloud que representa a Web 2.0, criada por Luca Cremonini. Reparem em termos como Participation, Social Software, Recommendation, Collaboration, Sharing, Trust e Aggregators, estreitamente associados com os conceitos de colaboração e compartilhamento de informações. Já Usability, Joy of Use, Widget, Design, AJAX, SVG, Audio, Video, e User centered demonstram o novo estilo de webdesign para aplicações.

Talvez tudo isto tenha relação com o fato de que cada vez mais eu vejo pessoas dizendo “computador sem internet não serve pra nada”. E vocês? O que acham da Web 2.0? Apenas uma denominação do momento ou realmente uma nova maneira de encarar o desenvolvimento de aplicações web? Quanto você usa a internet e como você usa um computador desconectado? Deixem seus comentários!

Na próxima semana volto pra falar um pouco mais sobre as tecnologias mais utilizadas para a construcão de websites na era 2.0. Até lá!

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2 Responses to Battle Web 2.0, parte 1

  1. Ceinwyn disse:

    Eu uso bastante coisa web 2.0… agora mesmo estou no last fm e no plurk, além de usar muito os aplicativos do Google..
    E PC sem internet eu uso pra digitar a monografia, que não tem as distrações da internet, muito melhor pra me manter focada no que deveria estar focada, e não na internerd.

  2. nanigga disse:

    Eu ainda faço uma cara feia pra algumas coisas 2.0, mas uso o Plurk e o last.fm na boa. Até o Orkut está toda pimpolhão cheio de aplicativos agora.

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