The Umbrella Academy

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Conforme post da semana passada, vcs estão sabendo que o Fábio Moon e o Gabriel Bá, ganharam três prêmios Eisner. Uma das obras premiadas foi a série Umbrella Academy. Escrita por Gerard Way do grupo My Chemichal Romance e ilustrada pelo brasileiro, com capas de James Jean, o fabuloso artista das capas de Fábulas. Muita gente torceu o nariz quando ouviu o nome do vocalista da banda emo-punk envolvido no projeto, mas Way surpreende com um enredo simples e, ao mesmo tempo, inovador.

A história começa quando, em um evento inexplicado, 44 crianças nascem com poderes. As mães das crianças morrem durante o parto e os bebês são encaminhados para orfanatos. Assim o milionário Reginald Hargreeves – na verdade um alien vivendo escondido em nosso planeta – busca as crianças e adota sete delas, com o objetivo de salvar o mundo. O interessante nesse primeiro momento da história é a maneira como Hargreeves trata as crianças. Os pequenos heróis são considerados agentes, heróis, talvez peões num jogo maior, tudo isso menos filhos . As razões de Reginald não ficam explícitas logo de cara.


Hargreeves, também conhecido como Monocle, parece saber muito mais do que aparenta sobre os pequeninos. As crianças crescem assim: sem saber muito sobre sua origem, com um pai omisso em suas obrigações paternas, mais parecendo um militar perante seu batalhão e tendo apenas o apoio um dos outros na jornada do crescimento. A primeira, e acelerada, parte da série mostra as aventuras das crianças combatendo vilões e salvando o mundo. Em um instante estamos acompanhando o drama de Allison preza por um cientista louco, no outro vemos os garotos numa ferrenha luta contra a torre Eiffel(?!).

Na segunda parte a morte de Hargreeves reúne os heróis, agora adultos, depois de um período afastados, devido a uma tragédia que ocorreu em uma de suas antigas missões. Os integrantes da Umbrella Academy, tem que conviver uns com os outros novamente em meio a uma trama de ódio, desinteresse, omissão e principalmente remorso e arrependimento. Obrigados a se reunir eles terão um novo perigo para enfrentar e, mais uma vez, salvar o mundo.

O texto de Umbrella Academy lembra muito os heróis renegados, principalmente os X-men da Marvel, mas as reflexões e problemas aqui são muito mais pessoais, e fazem com que o leitor se identifique com os dramas vividos pelos personagens. Cada personagem tem características que os tornam mais humanos, únicos dentro da série. Nesse ponto os heróis de Umbrella Academy são muito mais reais que os mutantes da Marvel. Pra quem quiser saber um pouco mais sobre personagens principais segue uma breve descrição:

Spaceboy
Torturado e habilidoso líder, Luther é o mais poderoso dos heróis e sofre com o peso da liderança e pelas decisões tomadas. Traz no corpo as marcas dos erros cometidos em combate, após perder uma batalha teve a cabeça transplantada para o corpo de um gorila. Pode voar, tem resistência sobre-humana e super-força.

Kraken
Kraken é o badass da equipe, é impetuoso, ágil e habilidoso com armas. Está sempre pronto pra combate e é o típico herói que bate primeiro e pergunta depois. Kraken é talvez o personagem mais afetado pela falta de uma figura paterna e desconta isso em tudo e todos que o cercam. É irônico, violento e sarcástico.

Rumor
Rumor é a que mais anseia por uma vida comum, após seu afastamento do grupo procurou montar sua própria família, as mas está dividida entre a família e seus deveres como heroína. Seu poder é tornar mentiras realidade.

Séance
Séance tem o poder de se comunicar com os mortos e voar. Apesar dos poderes e da aparência cadavérica o herói tem bom humor. Séance também sonha com uma vida normal e seu sonho é se tornar um ator. Seu talento dramático será, importante durante a série.

The Boy
O garoto tem o poder de viajar no tempo, após uma missão, ele viajou diversos anos no futuro e ficou preso lá por cinqüenta anos. Ao retornou recuperou a forma de criança, mas manteve o intelecto de um home de cinqüenta anos. É talvez o integrante mais inteligente do grupo.

The Horror
Ben é o mais esquisito do grupo, embaixo de sua pele vivem monstros de outras dimensões paralelas, que ele pode usar nas batalhas. Ben é um personagem calado e soturno, e protagoniza um dos momentos que será vital no futuro de seus irmãos.

Vanya
Ao contrário de seus irmãos Vanya não possui nenhum poder, é apenas uma hábil violinista. Desde criança Vanya foi deixada de lado pelos irmãos, justamente por não ter nenhum poder e sempre foi mantida sob a vista de Hargreeves. Vanya terá um papel importante durante a segunda batalha para salvar o mundo.

O visual da série é sombrio e enigmático lembra em alguns momentos os quadrinhos e a atmosfera de Mike Mignola em Hellboy, até a estranheza que os poderes e caracterização dos personagens nos trazem. Gabriel Bá está com um lápis afinadíssimo nesse primeiro arco de histórias, em alguns momentos lembrando também o traço divertido e lúdico de Chris Bachallo. O fato é que Umbrella Academy é uma das melhores surpresas deste ano e vale a pena conhecer a família fragmentada de Hargreeves.

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6 Responses to The Umbrella Academy

  1. Lukaz disse:

    Quero comprar. 🙂

  2. shazan disse:

    Caraca eu não botaria fé se tivesse sabido que o vocal do MCR estava envolvido em um projeto do tipo hahaha. Não pq eu não tenha simpatia pela banda (acredite, eu tenho), mas pq, sei lá… é estranho!

    Só por algumas citações suas como “tratava as crianças como tudo, menos filhos” já dá pra perceber que há uma enorme imersão e reflexões interessantes possíveis ao ler a obra.

    Acho que faltou uma orientação de onde comprar também hehehe. Nunca tinha ouvido falar no título. Deve ter em boas livrarias e nos submarinos e lojas americanas da vida.

  3. nanigga disse:

    Ainda não foi publicado no Brasil, mas creio que com o sucesso da série deva aportar por aqui em breve. Por enquanto só importando, aí vc encontra nas melhores casas especializadas em quadrinhos.

  4. Smaily Prado disse:

    Parece interessante.

    Gostei do banner do inicio do post, ficou legal.

    Obs.: Preso é com “s”, não com “z”.

  5. nanigga disse:

    Opa, valeu pela correção, escapuliu o Z.
    Aliás quem revisa os meus posts????

    : (

  6. Danilo disse:

    Pra mim parece uma cópiazinha de Hellboy. Vou dar uma chance, though.

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