Amazônia: Mitos, Verdades e Problemas

agosto 31, 2008

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O Mito

Quem nunca ouviu que a Amazônia é o pulmão do mundo? Que suas arvores absorvem o dióxido de carbono (o vilão do efeito estufa) e liberam nosso tão precioso oxigênio, enquanto fazem fotossíntese? Bem, essa última afirmação realmente está correta, mas esse oxigênio liberado está longe de servir pra garantir bons níveis da atmosfera.

A consciência ambiental que surgiu há algumas décadas atrás (devido ao empurrãozinho da Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em Estocolmo e até mesmo mais tarde com a RIO-92) trouxe muitas noções equivocadas, principalmente sobre a Amazônia.

A Verdade

A Amazônia é uma comunidade clímax, ou seja, atingiu seu nível máximo de desenvolvimento e equilíbrio. A floresta sobrevive pelo seu complexo sistema de reciclagem: as árvores usam o gás carbônico liberado pela respiração dos organismos para a fotossíntese e libera oxigênio, que além de ser usado novamente pelas árvores no processo de respiração celular (afinal, elas produziram o alimento na fotossíntese e agora têm que consumí-lo!) também é usado pelos organismos. O mesmo sistema de reciclagem vale também para os nutrientes, uma vez que a Amazônia apresenta um solo ácido, arenoso e muito pobre, o que faz que a região seja inviável para agricultura. Tudo que a floresta produz ela também consome.

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Bandas intocáveis

agosto 30, 2008

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Com o passar do tempo, certas bandas adquirem um caráter quase místico na mídia, se tornando muito difícil ou até impossível encontrar algum meio que faça críticas à sua carreira ou que seja capaz de dar uma opinião diferente sobre determinado trabalho que virou uma unanimidade em matéria de qualidade. Cria-se uma verdadeira barreira protetora, que impede qualquer um de manifestar uma opinião divergente ou que mencione algum trabalho de menor qualidade que o grupo fez durante sua carreira.

Normalmente, os grupos que mantém essa espécie de “escudo protetor” ao seu redor ou contribuiram de forma significativa para o mundo da música em algum de seus trabalhos, ou possuem uma grande quantidade de fãs sem noção, que defendem até a morte a banda e dizem de pés juntos que tudo que fazem/fizeram é extremamente bom (falo mais sobre esse tipo de fã, especificamente os de Heavy Metal, aqui). Normalmente uma união dos dois é o que torna esses grupos tão adorados pelos meios de comunicação.

Led Zeppelin em 1969

Led Zeppelin em 1969

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Calvin e Haroldo – O mundo é realmente mágico

agosto 29, 2008

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Não existe lugar mais mágico do que a imaginação de uma criança. Essa afirmação é real principalmente quando estamos falando de um menino criativo, hiperativo e extremamente filosófico, cujo melhor amigo é um tigre de pelúcia muito inteligente e sarcástico.

Estou falando de Calvin que, junto com seu inseparável amigo Haroldo, vem encantando adultos e crianças desde 1985, nas divertidas, e ao mesmo tempo simples, tiras de Bill Watterson. E quando eu digo simples não significa que o tema seja ordinário ou corriqueiro, mas a simplicidade a que me refiro está na forma como Watterson consegue captar tão bem as nuances da personalidade de uma criança. Calvin é um menino real, como tantos meninos que eu e você conhecemos, curiosos, questionadores e algumas vezes irritantes, mas ainda assim adoráveis.

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A transição do 2D para o 3D nos games: Séries que não deram certo

agosto 28, 2008

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Post Semanal de Games

Essa é a primeira de duas partes de um artigo que trata da transição do mundo 2D para o 3D nos games. Semana que vem falaremos sobre séries que deram certo e razões que fazem, em geral, as transições darem certo ou não.

Tendo se tornado um meio importante dentro do mundo moderno, os vídeo games têm se dado até ao luxo de “reviver” tendências do passado, assim como se perdem e se renovam tendências da moda ou técnicas de cinema em grandes produções.

Quem imaginaria que depois da preocupante transição dos jogos 2D para o 3D que assolou (principalmente negativamente) a vida de muitos gamers, diversos games voltassem às suas raízes para trazer versões 2D primorosas de suas aparentemente esquecidas séries. É o caso de Megaman, que em um surpreendente visual de 8 bits adaptados à alta resolução das TVs atuais, reapareceu na seqüência de sua mais antiga série, em Megaman 9, inicialmente lançado para para Xbox 360. E isso considerando que jogo tranqüilamente rodaria em um antigo NES. Ele não está sozinho. Com a ajuda dos portáteis séries como Castlevania receberam jogos inteiramente novos em 2D (Portrait of Ruin e Dawn of Sorrow, para DS), ainda que as plataformas dessa geração suportem gráficos em 3D.

Existem duas principais razões para esses e outros títulos terem escolhido se manter no mundo 2D:

1 – Eles literalmente já fracassaram na tentativa de transição para o 3D
2 – Nem tudo fica tão bom em 3D quanto fica em 2D (alguns só descobriram errando). Continue lendo »


Google ou googol?

agosto 27, 2008

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Qual o site faz parte da vida de todo internauta (além deste aqui)? O Google, claro, quem nunca ouviu falar no Google que receba a primeira pedrada. E você já se perguntou de onde vem esse nome – Google?

Battle Nerds Blog for the rescue!

O nome Google é apenas uma referência ao googol, um número tão grande quanto inútil. Um googol nada mais é que 10100, ou seja, um número 1 seguido por 100 zeros, e foi usado pela primeira vez em 1938 por Edward Kasner, um matemático americano, apenas para ilustrar a diferença entre um número muito grande e o infinito. Pode não parecer tanto, mas o número de partículas elementares (as menores partículas conhecidas, como por exemplo o quark, menores que até mesmo elétrons) em todo o universo observável é estimado entre 1079 e 1081.

Mas, mais legal que um googol, é um googolplex, que é exatamente 10 elevado a um googol, ou seja, o número 1 seguido por googol zeros. Este número também dá nome ao quartel general do Google, o Googleplex, localizado na Califórnia.

O googolplex é um número tão grande que nem mesmo se transformássemos toda a matéria do universo em tinta e papel seria possível escrevê-lo em notação decimal. E, mesmo que todo papel e tinta necessário existissem, para escrevê-lo você levaria aproximadamente 1020 vezes a idade do universo.

Se não dá pra escrever, que tal apenas mostrá-lo na tela do computador?

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Laranja Mecânica

agosto 26, 2008

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Então, o que é que vai ser, hein?

Imagine uma pequena gangue, formada por garotos por volta dos 15 anos. Eles saem todas as noites, roubam pessoas, cometem estupros e eventualmente entram em brigas com outras gangues. Eles são cruéis, e ignoram qualquer tipo de consequências para seus atos, fazendo tudo pela diversão. A polícia e as leis não importam. São só outro ponto do jogo.

Qualquer semelhança com o mundo onde você vive não é mera coincidência. Essa é a história de “Laranja Mecânica”, de Anthony Burgess, mas no fundo poderia ser só mais uma história no jornal. O livro nos conta a história de Alex, narrada por ele mesmo. Alex é um adolescente de uma dessas gangues. O líder de uma, aliás. Alex vive com os pais em um bloco habitacional, é apaixonado por Beethoven, já frequentou o reformatório e é o anti-herói do livro. Mas é um personagem carismático e não são raros os momentos em que você se pega torcendo pelo garoto.

Laranja Mecânica foi escrito após o autor ter sido diagnosticado com um câncer inoperável, e supostamente ter apenas um ano de vida. A idéia de Anthony era escrever o maior número de livros, para que sua família vivesse com o dinheiro dos direitos autorais. Além de outros 5 livros, o rascunho de Laranja ficou pronto ao final daquele ano. Como o autor não morreu, ele pode terminar sua pesquisa sobre gírias. Essas gírias, aliás, permeiam toda a história, sem muita indicação de seu significado (embora muitas edições tragam um glossário no final).

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O Nevoeiro

agosto 25, 2008

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Frank Darabont (Um Sonho de Liberdade) mais uma vez dirige uma adaptação de um livro de Stephen King e mais uma vez ele prova que é o único diretor que consegue dirigir bons filmes à partir das obras do Malucão do Maine. O Nevoeiro (The Mist, no original) ainda fica atrás do já citado Um Sonho de Liberdade e À Espera de Um Milagre, porém com toda a certeza é um filme que merece ser assistido.

A história gira em torno de David Drayton (Thomas Jane), um artista plástico bem-sucedido, casado com a mulher que ama e com um filho lindo, além de uma casa boa, bonita, grande e numa cidadezinha pacata. O típico modelo de sujeito bem-sucedido. Um dia, David vai com seu filho até o supermercado da cidade, porém ao chegar lá, um estranho e denso nevoeiro encobre a cidade toda, sendo quase impossível de se enxergar a míseros 10 metros de distância. É então que um homem ferido e ensangüentado entra no supermercado, dizendo que alguma coisa naquele nevoeiro está matando todos aqueles que ousam tentar atravessá-lo. Algumas pessoas não dão ouvidos e resolvem sair do supermercado, enquanto que aqueles (incluindo David e o filho) só conseguem ouvir os gritos de desespero ao longe, que são logo silenciados. (Atenção: à partir daqui o texto contém SPOILERS do filme).

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