Antes de falar desse projeto, é necessária uma pequena introdução sobre quem é Tak Matsumoto. Esse nome, que pode não significar nada para quem vive no mundo ocidental, é o líder/guitarrista/compositor/produtor de um dos grupos de maior sucesso do rock japonês, o B’z. Frequentemente citado como uma espécie de Aerosmith japonês, o grupo já vendeu mais de 80 milhões de cópias de seus discos só na terra do sol nascente. A razão de seu sucesso é a versatilidade de Tak, que toca jazz, blues, funk, metal e hard rock, tudo temperado com influências asiáticas.
Em 2003, decidido a fazer um projeto que soasse ao mesmo tempo com um pé no hard rock tipicamente americano, mas sem perder a influência japonesa, Tak chamou o cantor Eric Martin (Mr. Big), o baixista/cantor Jack Blades (Night Ranger, Damn Yankees) e o baterista Brian Tichy (Ozzy Ousborne, Slash’s Snakepit) para contribuir em um álbum.
O resultado foi o primeiro, e até agora único, disco do Tak Matsumoto Group, intitulado simplesmente como TMG I. Para promover o álbum, houve uma pequena turnê ao redor do Japão, culminando com um show no lendário Budokan. Como Brian Tichy não poderia participar, foi chamado para seu lugar o baterista Chris Frazier, atualmente membro do Whitesnake. O registro dessa turnê pode ser visto no dvd Dodge The Bullet, lançado em dezembro de 2004, infelizmente restrito às terras japonesas.
O álbum tem como destaque principal a incrivel habilidade de Tak na guitarra, com riffs marcantes e linhas melódicas melhores do que muitos trabalhos da era de ouro do hard rock, os anos 80. Outro mérito foi trazer Eric Martin de volta ao campo onde atua melhor, isso é, no hard rock baseado em guitarras. O vocalista, que em sua carreira solo foca no lado mais pop e romântico, aqui apresenta uma performance digna de seus melhores trabalhos no Mr. Big.
As músicas que se destacam são Oh Japan – Our Time is Now, que abre o álbum de maneira excelente, a pesada Kings for a Day, a oitentista Wish You Were Here e a oriental The Greatest Show On Earth. Vale ainda citar Trapped, a excelente Wonderland e Never Good-Bye, que fecha o álbum com chave de ouro e deixa aquela vontade de que o grupo tivesse produzido mais material.
Infelizmente não há sinal de que um novo disco do projeto possa surgir num futuro tão próximo. Tak Matsumoto continua com seu trabalho de sucesso no B’z, Jack Blades está de volta ao Night Ranger, e Eric Martin recentemente anunciou a volta do Mr. Big em sua formação original. Felizmente, por mais que o projeto tenha durado pouco, teve como fruto um excelente disco, recomendado principalmente para os fãs de hard rock na linha Mr. Big.
Imagine se a música de Johnny Cash tivesse surgido na década de 90, com influências diretas do punk rock e do rock alternativo de bandas como The Replacements. Difícil imaginar como ficaria uma combinação destas, não? Pois bem, todos esses elementos podem ser encontrados na música feita pelo Whiskeytown, banda encabeçada pelo cantor Ryan Adams e pela violonista Caitlin Cary.
Escrever comentários sobre um show do Iron Maiden é uma tarefa ingrata, ainda mais se tratando de uma turnê como a atual. Isso porque falar sobre shows da banda, amada e odiada quase na mesma proporção, tornou-se uma tarefa ingrata devido à repetição de expressões e clichês que se é forçado a usar.
Mas antes de falar sobre este show histórico, realizado em Interlagos no último domingo, dia 15 de Março, é necessário comentar sobre a falta de preparação demonstrada pela organização do evento. Só havia um único portão de acesso, o que obrigou mais de sessenta mil pessoas, que pagaram um bom preço pelo seu ingresso, a enfrentar uma fila quilométrica, que se estendia ainda por mais de 2km às 20h, horário marcado para a apresentação da banda.
A camiseta citada
Eram comum ouvir reclamações de fãs indignados ao serem informados de que a banda de abertura já estava no palco e a perspectiva de entrar em Interlagos ainda era algo distante. Uma piada comum na fila era relacionada a uma camiseta promocional da turnê, onde se lia atrás “Eu Fui”. Comentários como “Eu fui… e não vi nada” ou “Eu fui… e não entrei” surgiam a cada instante entre os fãs que aguardavam pacientemente sua entrada.
Felizmente, o empresário Rod Smallwood e a banda, conscientes desse problema, decidiram atrasar a apresentação em uma hora, possibilitando que um número maior de fãs assistisse à apresentação. Depois de finalmente entrar em Interlagos e enfrentar um corredor estreito que levava ao local do show, mais uma surpresa desagradável. Leia o resto deste post »
O The Who é conhecido como uma das maiores bandas de rock dos anos 60, embora no Brasil a sensação que fique é que muitas vezes a banda é esquecida, dando-se um destaque maior para os Beatles e os Rolling Stones quando se fala de grandes ícones dessas décadas. Formada pelo vocalista Roger Daltrey, o guitarrista e principal compositor da banda, Pete Townshend, o baixista John Entwistle e o lendário baterista Keith Moon, o The Who possui até hoje grande influência na forma como o rock é feito.
O interessante é notar que a banda serve de referência tanto par grupos com composições mais leves, que se inspiram na fase inicial de sua carreira (na qual eram reverenciados pelo movimento mod britânico), quanto para bandas mais pesadas, inspiradas por suas composições mais maduras e, principalmente, por suas explosivas apresentações ao vivo.
A banda continua ativa até hoje, embora com somente dois de seus integrantes originais. Keith Moon faleceu em 1982, devido a uma overdose do remédio que tomava para tentar se curar do alcoolismo. Já John Entwistle morreu de um ataque cardíaco decorrente do uso de cocaína, em 2002. Leia o resto deste post »
Das bandas de thrash metal surgidas na Bay Area de São Francisco durante os anos 80, o Exodus provavelmente é a que se mostrou mais injustiçada, muitas vezes sendo lembrada somente como a banda da qual Kirk Hammet fazia parte antes de substituir Dave Mustaine no Metallica.
Apesar de mudanças constantes em sua formação, ter passado por dois grandes hiatos de inatividade e encarado a morte de dois de seus integrantes (incluindo o vocalista Paul Baloff, vítima de um derrame em 2002), o Exodus continua na ativa, com planos de lançar um novo álbum, The Atrocity Exhibition… Exhibit B, em algum ponto de 2009.
Porém, foco agora no passado da banda, mais precisamente no período de 1988, ano em que o Metallica apresentava ao mundo …And Justice for All, o Megadeth lançava So Far, So Good… So What! e o Slayer mostrava o resultado de seu trabalho em South of Heaven. Nesse ano, o Exodus estava em estúdio preparando o álbum que definiria sua carreira e iria diferenciá-lo de todas as demais bandas de thrash metal. Seu nome: Fabulous Disaster. Leia o resto deste post »
Em se tratando de método de distribuição, a verdade é uma só: cada vez mais o formato digital (representado pelo mp3) ganha espaço, e tudo indica que o suporte físico (CD) está condenado, se não ao esquecimento e desaparecimento, a ficar restrito a um público de entusiastas de suas qualidades. Mais ou menos como o vinil se apresenta hoje.
A qualidade do áudio permanece como um dos pontos nos quais os defensores do CD se apoiam quando se trata de discutir as vantagens e desvantagens da distribuição digital. Segundo eles, todo e qualquer arquivo digital perde em qualidade de som, se comparada à reprodução feita direto do cd. Quando se trata do Mp3, formato que virou sinônimo de música digital, não poderiam estar mais corretos. Leia o resto deste post »
Master of Puppets representa o ponto em que a carreira do Metallica atingiu sua maturidade. Apresentando uma evolução dos elementos presentes nos álbuns anteriores, adiciona outros que explicam o porquê da banda ter conseguido tanto sucesso.
A velocidade e agressividade presentes em Kill ‘Em All e Ride The Lightning é aqui aprimorada pela evolução do vocal de James Hetfield, que abandona qualquer tentativa de atingir um tom mais agudo que sua voz não permite alcançar. Isso traz mais agressividade às composições, já que seu timbre natural consegue passar perfeitamente as idéias por traz das letras do álbum.
O tema principal encontrado aqui é o controle. Partindo disso, encontramos letras que falam dos efeitos da raiva descontrolada (Battery), consumo de drogas (Master of Puppets) ou como soldados são controlados como fantoches durante uma guerra (Disposable Heroes).Seria injustiça fazer uma análise mais aprofundada de alguma música em específico, já que todas as faixas apresentam uma qualidade surpreendente. Porém, devo destacar a faixa título e Damage Inc. como os melhores exemplos do que é possível encontrar no álbum. Leia o resto deste post »
Ao falar de música e Internet, é impossível não tocar no assunto pirataria. Muito já foi discutido e feito em relação aos downloads ilegais. De um lado estão as gravadoras e algumas grandes bandas como o KISS, que consideram os usuários que baixam conteúdo de forma ilegal como criminosos da pior espécie. Do outro, os usuários que se defendem das mais diversas formas, seja argumentando que assim economizam muito dinheiro, ou que simplesmente só baixam aquilo que é inacessível, e assim que surgir a oportunidade, irão adquirir legalmente o produto.
Não vou me estender muito sobre a questão das gravadoras. É fato de que os downloads ilegais causam muito prejuízo e estão diminuindo os postos de trabalhos pra quem faz parte da área. Como também é fato de que o preço dos produtos é exagerado se comparado a seu preço de produção, e que quem realmente lucra com a venda de CDs e DVDs é a gravadora, a não ser que se trate de um artista de peso, como Madonna ou U2, casos em que o número absurdo de venda de cada um de seus lançamentos já garante um lucro razoável. Leia o resto deste post »
Global Metal – O Rock ao Redor do Mundo é a continuação do documentário Metal: A Headbanger’s Journey, de 2005. Enquanto no primeiro filme o diretor Sam Dunn procurava mostrar as origens do Heavy Metal, a polêmica existente em torno do estilo e explicar a diversidade de sub-gêneros existentes, neste o objetivo é mostrar qual a influência do Heavy Metal ao redor do mundo.
Para tanto, viajou ao redor do mundo, mostrando como o estilo conquistou seu lugar nos mais diferentes países e a interpretação que as mais diversas culturas fazem dele. Sua jornada o levou para as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Tokyo, Beijing, Jakarta, Mumbai, Jerusalém e Dubai, em que entrevistou desde bandas e fãs locais de cada país a artistas famosos, como Kerry King (Slayer), Bruce Dickinson (Iron Maiden) e Lars Ulrich (Metallica).
A visão do documentário sobre o heavy metal é bastante positiva, mostrando como ele é utilizado em diversos países ao redor do mundo como uma forma de exprimir sentimentos reprimidos e se livrar das frustrações que uma realidade muitas vezes injusta pode provocar. Sam Dunn procura mostrar que nos mais diversos ambientes – seja na futurista Tokyo ou no ultra-conservador Iraque – o Heavy Metal encontra seu lugar, e provoca mudanças tanto nas atitudes quanto no pensamento das pessoas.
2008 vai ficar marcado como um ano incomum para a música, com alguns acontecimentos que quebraram algumas tradições, inclusive acabando com uma expressão que já estava virando sinônimo de “sai no Dia de São Nunca”. Abaixo, listo quatro dos acontecimentos que marcaram o mundo da música neste ano.
Iron Maiden no Brasil
Para o Iron Maiden, possivelmente a maior banda de heavy metal do mundo, vir ao Brasil não é nenhuma novidade. Desde o primeiro Rock In Rio é conhecido o afeto que seus membros nutrem pelos fãs daqui, inclusive com a gravação de registros oficiais, como o CD e DVD Rock In Rio, gravado durante a apresentação no Rock In Rio 3 de 2001. A maior diferença da passagem desse ano é a turnê Somewhere Back In Time, em que a banda apresentou somente grandes clássicos, com músicas como Wasted Years e Rime of the Ancient Mariner, que há tempos não figuravam em seus sets.
Pra quem acompanha o Iron Maiden, sabe que esse é um grande acontecimento, já que a banda é famosa justamente por tocar ao vivo tudo aquilo que seus fãs não desejam ouvir, deixando de lado muitos de seus sucessos. Pra quem perdeu os shows, uma boa notícia: a banda já confirmou seu retorno em março de 2009, trazendo de volta a mesma turnê e incluindo elementos da turnê Early Years, que não passou por terras brasileiras, contando somente com músicas dos dois primeiros discos. Uma oportunidade única, já que tudo indica que logo a banda deve entrar em estúdio para gravar um novo álbum, voltando a fazer shows com setlists duvidosos.