O Senhor dos Reais: A Sociedade do Real (Final)

Maio 5, 2009

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O Senhor dos Reais

Para entender melhor esta parte, talvez você queira (na verdade, é provável que não) ler o primeiro e o segundo capítulo de O Senhor dos Anéis: Uma Festa Muito Esperada e A Sombra do Passado.

Leia as outras partes aqui.

Ah, sim, o Um! Bem, resumindo, digamos que Çauron queria ser passista quando criança e desfilar pela Nazgûls de Vila Matilde, mas, como era muito feio, não o deixaram fazer isso. Então, ele ficou com um complexo social muito grande e falsificou o Um com toda a purpurina da escola de samba, para fali-la e, de quebra, fazer com que aquela Nota governasse todos os outros Reais. Mas seu plano não fora bem planejado, porque os Três Reais dos mendigos não foram afetados pelo seu poder negro, e esses fugiram, porque eram miseráveis e não queriam se juntar ao gangbang… à gangzinha, quis dizer à gangzinha… de Çauron. Assim, a Última Resistência e Esperança que resta vem dos nobres mendigos e dos homens da padaria Gordor, que um dia pertenceu a Manéldur. Esse, então, Fodo, é o Um Real, o qual Çauron, após ter sido quase morto pelo nobre português da padaria (eles não fazem nada direito…), Manéldur, almeja possuir, para que possa voltar à vida por completo. Ele não deve obtê-lo jamais! Pelo contrário: devemos destruí-lo na máquina de xerox de Çauron, onde o Real foi falsificado e só onde pode ser destruído!

Hum… tá. Mas o que eu ganho com isso? – Perguntou Fodo, inocentemente.

O reconhecimento de toda a população Erviana… – disse Lalalf, mas, como Fodo olhou muito feio para ele, acrescentou: – e muito amor, afeto, carinho e um real mendiguético que me foi dado por um antigo companheiro meu. É muito lindo, você vai AR-RA-SAR com ele, mona!

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O Senhor dos Reais: A Sociedade do Real (Parte II)

Abril 22, 2009

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O Senhor dos Reais

Para entender melhor esta parte, talvez você queira (na verdade, é provável que não) ler o primeiro e o segundo capítulo de O Senhor dos Anéis: Uma Festa Muito Esperada e A Sombra do Passado.

Leia as outras partes aqui.

Fodo foi dormir em seu quarto com seu amigo Lalalf, que era um velho sábio (na verdade mais pervertido do que sábio, mas as pessoas gostam de negligenciar essa informação), de mais de quinhentos anos de pura sacanagem inveterada e atuações em porno-chanchadas dos Dias Antigos. Durante a noite, quando Lalalf pulou para a cama de Fodo, alegando que estava com medo da maçaneta da porta, ele encontrou uma nota reluzente e brega no bolso da cueca (é, eu também já perdi as esperanças) do robert, e se levantou gritando:

Olha, que coisa mais incrível do mundo! Eu tinha perdido isso, Fodinho, obrigado por achar!

Mas Fodo, que de burro só tinha a cara e, talvez, alguma outra coisa, olhou para Lalalf indignado e gritou:

Perdeu nada, sua bicha! Eu achei a Nota, seu viado! Ela é minha! Minha! Meu presente de aniversário!

Tá bem, tá bem, miserável filho da mãe… mas espera aí! Fodo, essa não é uma nota qualquer… eu me lembro dela. Foi Çauron quem me mostrou naquela noite. Fodinho, esse é o Um Real!

Tá doido, mano Lalalf? Eu já disse que…

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O Senhor dos Reais: A Sociedade do Real (Parte I)

Abril 15, 2009

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O Senhor dos Reais

Para entender melhor esta parte, talvez você queira (na verdade, é provável que não) ler o primeiro e o segundo capítulo de O Senhor dos Anéis: Uma Festa Muito Esperada e A Sombra do Passado.

Leia as outras partes aqui.

No dia em que o Sr. Bimbo Nécessaire anunciou que daria uma festa, muitas pessoas ameaçaram-no se ele não enviasse convites a elas. Por esse fato, o nosso prezado amiguinho de pés peludinhos (provavelmente punheteiro) teve de convidar todas as famílias da região. Confirmaram presença muitas delas, como os Baggos, os Baloffos, os Tûrkos (que intimaram-no a convidá-los falando algo sobre bombas e quibes fritos), os Brande-Nuques (cafetões), os Pé-na-Cova, os Pés-Horrendos, os Cornointeiros, os Nécessaires e até os Sacola-Nécessaires, famosos por roubar os pertences alheios com nada mais nada menos que… sacolas!

A festa, claro, era dedicada à Bimbo, que comemoraria seu onzécimo aniversário. Tudo fora roubado… quer dizer… o quê?… arranjado com antecedência. Era costume entre os roberts dar presentes em seu aniversário, e não receber. Por isso, todos os brinquedos foram encomendados da Fábrica de Lembrancinhas VALLE [DE LAS LEMBRANCITAS DEL PARAGUAY], região muito importante que há mais de 500 anos produzia presentes de qualidade, que eram muito bons, conservados e bonitos, como botões, fios-dentais, chicletes mascados e bonecos do Fogão, o Balrog Amigo (e duvidosamente bochechudo), já que a família Nécessaire era, de certa forma, bastante rica.

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O Senhor dos Reais: Um Prefácio (Final)

Abril 8, 2009

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O Senhor dos Reais

Leia a primeira parte de nossa digníssima história aqui!

E os sábios Mendigos levaram Manéldur até a máquina de xerox de Çauron, onde o Um Real foi falsificado, e só onde pode ser destruído. Mas o coração dos portugueses é muito facilmente corrompido, e Manéldur reivindicou o Real para si, como sendo uma recompensa por ter perdido o jogo do Vasco quando resolveu participar daquele arrast… hum… daquela Guerra.

Manéldur partiu para sua padaria, mas, quando atravessava a passarela Tirotodahora, futuramente chamada “Mui Nobre Província da Rocinha”, foi atingido por uma lança perdida, e o Real escorregou do seu bolso, e naquela Era nenhum outro relato foi escrito a seu respeito.

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O Senhor dos Reais: Um Prefácio (Parte 1 de 2)

Abril 1, 2009

O Senhor dos Reais

O Senhor dos Reais é uma paródia de “O Senhor dos Anéis”. Por enquanto é apenas um prefácio resumindo os acontecimentos da trilogia, seguindo (dentro do possível) a estrutura do prefácio escrito pelo próprio Tolkien em seu livro. As duas partes que estarão aqui na coluna de Humor do BNBlog são “histórias fechadas”, por assim dizer, que não necessariamente precisam de uma continuação após elas. Portanto, talvez outros capítulos de O Senhor dos Anéis sejam parodiados também, mas não prometo nada.

Em tempo, vale avisar que esse, provavelmente, é um dos textos de humor mais “trash” a serem publicados aqui, fugindo do padrão cômico da trilogia de Borat com a qual abrimos a coluna.

O SENHOR DOS REAIS

TRADUZIDO DO “JORNAL COMUNITÁRIO VILA FELIZ
do Morro Ocidental” por Eduardo Furbino

Aqui está contada a história da Guerra do Real e do Retorno do Rei*
conforme vista pelos favelados menos afortunados.

*Verdadeiro Mestre-da-Boca

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Três Reais para os Reis-Mendigos sob essa Ponte,
Sete para os Senhores-Anões, no TV Xuxa aprisionados,
Nove para os Capangas banais, fadados ao eterno Dono,
Um para o Senhor-do-Morro, em seu Trono de prástico,
Nas Terras da Comunidade, onde os Bêbados se deitam.
Um Real para a todos endividar, Um Real para encrencá-los,
Um Real para a todos trazer, e nas Dívidas aprisioná-los,
Nas Terras de Morrodor**, onde os Reais são fabricados.

**”Casa da Moeda” em bibarin, uma das línguas dos Mendigos

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PREFÁCIO

Esta história cresceu conforme foi sendo contada, até se tornar a história da Grande Guerra do Real, incluindo muitas passagens da história ainda mais antiga que a precedeu. O conto foi iniciado logo depois que O Robert foi escrito. Mas esse não é só um conto, é um relato extenso passado nas mais diversas Eras deste mundo, e em sua grande parte trata de roberts, seres pequenos e toscos que viveram como mensageiros e enfeites de casa nas Grandes Favelas de outrora.

Dizem que os roberts são seres pequenos, estúpidos, idiotas, mesquinhos, babacas, esnobes, esfomeados, maníacos por dinheiro, magricelas, vermífugos, barrigudinhos, ladrõezinhos, piolhentos, sarnentos, peludos, cabeçudos, pervertidos, tarados e tão complexos que outras características suas demorariam uma Era dos Varas inteira para serem relatadas.

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