O que se passa na mente de Garth Ennis? Essa é uma pergunta que sempre me faço quando me deparo com um novo trabalho do escritor. Após ler Punisher Max, The Boys (que, aliás, também tem um artigo no blog – aqui) e Preacher, chego à conclusão – ou melhor, à impressão – que seu pai era um religioso fanático que o abusava vestido como o Super-Homem; talvez só assim para explicar o asco que o irlandês parece nutrir por determinados tópicos, como o mito dos super-heróis (desconstruído violentamente em The Boys) e o cristianismo (caso deste Preacher), adornados por um sagaz humor-negro e ironia.
Em Preacher, acompanhamos a jornada do reverendo Jesse Custer, sua namorada Tulipa O’Hare e seu amigo Cassidy em busca de Deus. Mas não se trata de uma jornada espiritual. Eles estão literalmente à caça do Todo Poderoso, que fugiu do Paraíso devido ao nascimento de Gênesis – um híbrido de anjo/demônio cujo poder rivaliza com o do próprio Criador – que reside dentro de Jesse.
No primeiro arco de histórias, Gone to Texas, somos introduzidos aos personagens e às suas respectivas histórias: Jesse é um reverendo numa cidade interiorana que eventualmente explode devido à hipocrisia das pessoas, que usam a religião apenas como mera desculpa para tirar pesos da consciência; Tulipa surge em cena alvejando o que parecem ser executivos numa limusine, mas o atentado não ocorre como o esperado e ela logo se vê caçada pelos mesmos. Enquanto corre pela vida, depara-se com Cassidy na sua caminhonete, tenta roubar-lhe o veículo, mas ele não se sente intimidado; ao invés disso, ele lhe dá uma carona.
Concomitantemente a esses ventos mundanos, acompanhamos o desespero passado pelos Adephi – os anjos que sentam à esquerda do trono de Deus – perante a fuga de Gênesis, um híbrido resultante do cruzamento entre um Serafim (arcanjos que sentam à direita do trono de Deus) e um demônio. O ser, de tão poderoso, foi posto em isolamento e sob os cuidados dos Adephi. Posteriormente, ansiando por uma consciência plenamente desenvolvida com a qual mergir e, portanto, evoluir/amadurecer, consegue escapar, indo ao encontro do Reverendo Custer durante um dos seus sermões. Leia o resto deste post »
Super-heróis. Defensores dos fracos e oprimidos. Salvaguardas da Justiça. Projeções do melhor que a Humanidade tem a oferecer. Honrados e justos. É assim como a maioria das pessoas enxergam os super-heróis. Mas não Garth Ennis. Ele repudia o conceito de super-heróis e expõe seu asco por eles sempre que possível (vide suas últimas histórias para o Justiceiro do selo Knight). E The Boys trata justamente disso. A HQ retrata os super-heróis sob o ponto-de-vista (nada favorável) do Ennis, valendo-se de bastante ironia e humor negro.
Em The Boys somos apresentados a um mundo paralelo, contemporâneo ao nosso, mas com uma pequena diferença: super-heróis. Eles existem e atuam ao seu bel-prazer, pois governo algum tem culhões para enfrentá-los. Para o público, eles refletem os ideais que já estamos habituados, mas, por detrás de todo o marketing, eles se mostram mesquinhos, arrogantes, prepotentes, violentos e hipócritas. São pessoas outrora ordinárias que devido aos poderes e influência obtidos têm seus egos inflados e os piores defeitos maximizados. Leia o resto deste post »
Algumas das obras mais interessantes já publicadas em quadrinhos são aquelas que subvertem determinados roteiros já conhecidos pelo público, ou colocam personagens conhecidos em situações inusitadas. Asilo Arkham é uma destas obras. O questionamento que apresenta é, justamente, o quanto um herói pode manter sua sanidade em meio a loucura absoluta?
Nosso herói neste caso é o Batman e o vilão da história é justamente o lado psicológico da obra. Mais do que confrontar o cavaleiro das trevas com vilões já conhecidos, em Asilo Arkham Batman é confrontado com seus próprios medos, fúria e com a loucura. Leia o resto deste post »
1 Nerd: Um blogueiro fracassado;
2 Nerds: Um duelo de sabre de luz;
3 Nerds: Um campeonato de Winning Eleven;
4 Nerds: Um grupo de RPG;
Mais de 130.000 nerds reunidos num evento de 4 dias, cheio de malucos fantasiados, pessoas famosas(entre os nerds, claro), stands de todas as editoras de quadrinhos, stands de games, palestras com produtores, etc: A SAN DIEGO COMIC-CON!
Bom, pra quem não sabe a San Diego Comic Con é um megaevento anual sediado em San Diego (O RLY?), dedicado principalmente à fãs de quadrinhos, games, filmes de ficção, nerds, geeks e seres estranhos em geral. Já em seu 38º ano consecutivo, o evento que começou como uma simples mostra de quadrinhos, ficção/fantasia e filmes/televisão, reunindo 300 pessoas, hoje é o maior evento do gênero no mundo todo, reunindo mais de 125.000 pessoas em 2007, e com previsão de mais de 130.000 em 2008. Começou na quinta, 24 de julho, e vai até domingo, dia 27.
Superman e Homem-Aranha discutem sobre os filmes de suas editoras, e sobre os rumos que os próprios filmes tomaram.
(Explicando rapidinho: O Homem-Aranha, assim como X-men, Homem de Ferro, Hulk, Quarteto Fantástico, Demolidor e Vingadores são publicados pela Marvel Comics. Já o Superman, assim como o Bátima, a Mulher-Maravilha, o Flash, o Lanterna Verde, e toda a Liga da Justiça são personagens da DC Comics.)
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Esses vídeos são uma paródia de uma série de comerciais da Apple, que zuavam os PC’s. Mais ou menos como o Aranha(e portanto, a Marvel), zoam a DC, e geraram uma série de outros vídeos no mesmo estilo.