Maio 4, 2009
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Um dramaturgo hipocondríaco está sufocado com sua nova obra-prima: uma réplica em tamanho real de Nova York em um galpão, enquanto tem que conviver com as mulheres de sua vida.
Em seu novo alter-ego (Caden Cotard), Charlie Kaufman tenta nos mostrar a angústia da morte imediata e o egocentrismo de sua personagem. O dramaturgo não se preocupa quando suas mulheres desaparecem de sua vida ou quando os anos se passam. Preso a si mesmo, acha que o tempo não o deixará para trás e, sim, que estará sempre à frente. Dessa forma, Caden resolve criar sua própria Nova York, em uma tentativa megalomaníaca de se tornar Deus.
Como Deus de seu próprio mundo, ele comanda e escolhe o que cada um deve fazer, sempre seguindo a realidade dos eventos que se antecederam até a peça tornar-se, em dado ponto, o presente da vida de Caden. Leia o resto deste post »
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cinema | Etiquetado: catherine keener, charlie kaufman, cinema, michelle williams, mindfuck, philip seymour hofman, sinédoque nova york |
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Escrito por Pips
Março 22, 2009

Tive o primeiro contato com um estudo sobre sexo através do filme Kinsey — Vamos falar de sexo (EUA, 2004), visto alguns dias atrás. Nele, a vida do professor Kinsey é contada aos poucos, à medida em que responde às perguntas de uma entrevista sobre suas práticas sexuais, parte componente do estudo dirigido por ele sobre a sexualidade. Nascido em Hoboken, no verão de 1894, filho de pais metodistas ortodoxos, criado sob uma rígida moral religiosa, que toldou-lhe o pensamento e as ações durante anos em sua vida, Alfred Charles Kinsey graduou-se em biologia e psicologia pelo Instituto Bossey, contrariando a vontade do pai, que desejava que o filho seguisse carreira no campo da engenharia. Continou seus estudos em Harvard, onde doutorou-se, defendendo sua tese sobre a diversidade biológica de uma certa espécie de vespa.
Atuou como professor-assistente do departamento de zoologia da Universidade Bloomington, Indiana, por cerca de dezesseis anos, dedicando-se à entomologia (área da ciência que estuda os insetos). Casou-se com Clara McMillen em 1921, com quem teve quatro filhos. Em parte, o filme de 2004 atribui à sua relação amorosa com Clara muito do crédito de sua dedicação ao estudo do comportamento sexual humano, o qual iniciou em 1935, tendo sido então financiado pela Fundação Rockefeller. Os métodos empregados por Kinsey, entrevistas detalhadas com milhares de pessoas de todas as partes do território dos Estados Unidos, revolucionaram os parcos, insuficientes e moral e religiosamente tendenciosos estudos sobre sexo feitos até então.
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generalidades | Etiquetado: biografia, cinema, kinsey, pesquisa, sexo, sexologia, sexualidade, sociologia |
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Escrito por Edu
Março 14, 2009
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O The Who é conhecido como uma das maiores bandas de rock dos anos 60, embora no Brasil a sensação que fique é que muitas vezes a banda é esquecida, dando-se um destaque maior para os Beatles e os Rolling Stones quando se fala de grandes ícones dessas décadas. Formada pelo vocalista Roger Daltrey, o guitarrista e principal compositor da banda, Pete Townshend, o baixista John Entwistle e o lendário baterista Keith Moon, o The Who possui até hoje grande influência na forma como o rock é feito.
O interessante é notar que a banda serve de referência tanto par grupos com composições mais leves, que se inspiram na fase inicial de sua carreira (na qual eram reverenciados pelo movimento mod britânico), quanto para bandas mais pesadas, inspiradas por suas composições mais maduras e, principalmente, por suas explosivas apresentações ao vivo.
A banda continua ativa até hoje, embora com somente dois de seus integrantes originais. Keith Moon faleceu em 1982, devido a uma overdose do remédio que tomava para tentar se curar do alcoolismo. Já John Entwistle morreu de um ataque cardíaco decorrente do uso de cocaína, em 2002. Leia o resto deste post »
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cinema, música | Etiquetado: abuso, cinema, Elton John, Eric Clapton, Guerra Mundial, isolamento, Jack Nicholson, john entwistle, keith moon, música, Oliver Reed, pete townshend, religião, rock, roger daltrey, solidão, the who, Tina Turner, tommy |
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Escrito por Felipe Valente
Fevereiro 9, 2009
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Frank (Leonardo DiCaprio) e April (Kate Winslet) se conheceram em uma festa, trocaram olhares e conversaram, logo mais estavam casados. April sempre quis ser atriz, enquanto Frank não sabia bem o que queria. Os dois parecem se dar bem, entretanto as aparências enganam (como em toda história ao retratar uma família típica e sem defeitos). Como se explorando o cotidiano de um homem trabalhador e uma mulher dona-de-casa, os defeitos começam a surgir aos poucos, a ausência de amor parece o estopim para iminentes brigas e a rotina claustrofóbica faz com que o casal imploda. Leia o resto deste post »
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cinema | Etiquetado: cinema, Foi Apenas um Sonho, Kate Winslet, Leonardo DiCaprio, oscar, Revolutionary Road, Sam Mendes |
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Escrito por Pips
Fevereiro 2, 2009
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Numa época em que vampiros se tornaram sinônimo de filmes água-com-açúcar com atores bonitões para adolescentes (vide Crespúsculo) e a fórmula parece esgotada, vem da Suécia a prova de que, sim, vampiros ainda têm muito a oferecer em termos narrativos e dramáticos. Deixa Ela Entrar (Låt Den Rätte Komma In), de 2008, mostra uma visão original do mito do vampiro, ainda que beba muito das lendas e superstições populares em torno do mesmo.

O filme conta a história de Oskar, garoto de 12 anos que é constantemente assediado e uma vítima de bullying na escola. Sua vida comça a mudar, porém, quando ele conhece sua vizinha Eli, uma garota de sua idade e que, misteriosamente, ele nunca havia visto, nem no playground na frente de seu prédio, nem na escola. Os dois aos poucos vão descobrindo coisas em comum entre si, e uma forte amizade vai nascendo entre eles. Até que um dia, Oskar descobre o grande segredo de Eli: a menina, na verdade, é uma vampira. Leia o resto deste post »
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cinema | Etiquetado: cinema, Deixa Ela Entrar, Låt den rätte komma in, Suécia, vampiros |
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Escrito por Danilo
Janeiro 19, 2009
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Estava desesperado nos últimos meses, do nada a locadora perto de casa, que não era uma maravilha, resolveu tirar todos os filmes “catálogos” e deixar apenas “lançamentos” no lugar. O problema foram as escolhas: antes havia um amplo número de lançamentos (não de quantidade, mas de variedade mesmo), porém com esse corte resolveram apenas pegar medalhões que estreiaram no cinema (o que por um lado é bom, pois muitos deles eu tenho perdido ao longo de seu tempo em cartaz) e deixando o catálogo com filmes de 2003 para cima (!!!), isto é, deixando “Efeito Borboleta” como filme clássico da locadora. Até aí tudo bem, mas quando pedi “A Lula e a Baleia”, filme que já estava nas locadoras fazia um bom tempo (tanto tempo quanto eu não aparecia na locadora desde essa notícia), a atendente fez: “Ahn? “Free Willy”?” (sacaram, baleia e tals, elas me matam de rir). Ok, foi a gota d´agua. E a vantagem dessa locadora era ser perto de casa (relativamente).
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cinema | Etiquetado: art school confidential, cinema, daniel clowes, ghost world, john malkovich, terry zwigoff, uma escola de arte muito louca |
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Escrito por Pips
Janeiro 6, 2009
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Quantos de vocês que lêem este post já baixaram uma música, um álbum, um filme pela internet? Ou, mesmo, quantas pessoas usam Windows ou Photoshop original? Todos nós que fazemos isso (sim, porque este que vos escreve também o faz) estamos infringindo as leis de Copyright. Leis que servem de base à toda indústria cultural. E que, desde o surgimento do Napster principalmente, vêm sendo constantemente ameaçadas. De um lado, alguns artistas e intelectuais lutando contra o monopólio das gravadoras e estúdios; do outro, as próprias gravadoras e estúdios, representados através de suas associaões. Captar a tensão desse conflito é o que Good Copy, Bad Copy (Dinamarca, 2007) faz muito bem. Leia o resto deste post »
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cinema | Etiquetado: bad copy, cinema, copyright, danger mouse, documentário, girl talk, good copy |
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Escrito por Danilo
Dezembro 22, 2008
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Uma obra um tanto quanto inusitada do ator/diretor/produtor/modelo/pintor/músico Vincent Gallo (“Bufallo ’66”, 1998). Bud Clay é um corredor da Fórmula II (algo como moto velocidade) que depois de uma corrida atravessa os EUA para chegar até sua casa na Califórnia, onde sua amada Daisy (Chlöe Sevigny de “Melinda e Melinda”) está.
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cinema | Etiquetado: 2003, brown bunny, cannes, chlöe sevigny, cinema, estrada, flores, motovelocidade, Resenha, road, vincent gallo |
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Escrito por Pips
Dezembro 8, 2008
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Comentar, criticar ou apenas fazer um release de uma comédia dos Irmãos Cohen não é uma tarefa difícil. Cheia de personagens ‘overs’, caricatos e estúpidos, suas comédias são um prato servido com despretensão.
Brad Pitt é de longe o personagem com mais desenvoltura, humor físico, olhos e caras que tiram gargalhadas a todo instante. Incluindo até seus disfarces e sua maneira de chantagear o ex-analista da CIA Osbourne Cox (John Malkovich), quando encontra um CD com diversos números do serviço de inteligência. Nesse vendaval de personagens que encontram personagens e que conhecem personagens, passamos por um malandro de meia idade (George Clooney), uma personal trainer com crise de meia idade (Frances McDormand), uma médica fria e calculista (Tilda Swinton), entre diversos outros.

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cinema | Etiquetado: brad pitt, CD, cia, cinema, ethan cohen, george clooney, humor negro, irmãos cohen, jk simmons, joel cohen, john malkovich, queime depois de ler, tilda swinton, violência |
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Escrito por Pips
Novembro 24, 2008
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Woody Allen está no auge criativo desde que mudou seu cenário para Europa. Depois de três longas realizados em Londres – Match Point, Scoop – O Grande Furo e O Sonho de Cassandra - o diretor nova iorquino muda de ares e nos revela a beleza de Barcelona.
Na película conhecemos Vicky (Rebecca Hall de “O Grande Truque”), que almeja seguir a carreira acadêmica escrevendo sua tese de mestrado baseada na cultura catalã, e Cristina (Scarlett Johansson de “O Grande Truque”), uma jovem sem planos de vida além de encontrar as incertezas da vida, duas americanas que vão passar as férias de verão na cidade do título. Entre passeios turísticos e eventos sociais, agendados por Judy, tia de Vicky, as duas conhecem o pintor Juan Antonio (Javier Bardem de “Onde os fracos não têm vez”), cujo casamento terminou de maneira drástica, apesar de ainda exibir uma paixão evidente pela ex, quando sua mulher Maria Elena (Penélope Cruz de “Volver”) o esfaqueou.

Inconvenientemente sedutor e carismático, Juan Antonio desperta interesse nas duas americanas (representado pela persona idealizada de um artista autêntico: olhos tristes, vestimentas simples, barba rala contrapondo por ser um ótimo e insaciável amante). Enquanto Cristina não reluta para entregar-se ao pintor, Vicky luta com sua razão para evitar impulsos. Em uma linda cena de diálogos entre Juan Antonio e Vicky (onde foi optado por transições sobrepostas do que cortes secos) vemos que ali existe mais do que um simples desejo, ali fora despertado ao diferente. Seguindo esse caminho, o envolvimento de Juan Antonio e Vicky é de longe o mais puro e sincero. A história desse triângulo se complica ainda mais quando Maria Elena retorna e o noivo de Vicky resolve ir até a Espanha. Leia o resto deste post »
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cinema | Etiquetado: 2008, Barcelona, cinema, Javier Bardem, Penélope Cruz, Rebecca Hall, Scarlett Johansson, Vicky Cristina Barcelona, Woody Allen |
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